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Ontem a noite fui tomar algumas no Frank, o bar do Lobby do clássico Hotel Maksoud Plaza do lado da Av. Paulista aqui em São Paulo.
Fui com a ideia de conhecer o que alguns ja falavam e claro, pelo Spencer Amerano, que depois de alguns prêmios conquistados e ter deixado o ótimo Isola Bar – bar do Tre Bicchieri dentro do shopping JK, abraçou a ideia junto com Facundo Guerra em levantar o astral daquele velho bar, de um velho hotel aonde houveram algumas apresentações de Sinatra ao longo da história.
Eis o nome em homenagem ao cantor mais classe de todos os tempos, Frank.

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Cheguei por volta das 11pm ao silencioso Lobby do hotel. O silêncio era tão grande que perguntei em voz baixa ao Bell Boy aonde era o Frank e ele me apontou para um lugar ao lado da recepção recheada de relógios digitais com horários do mundo. Aquele clássico de recepção de hotel dos anos 80 e 90… mas uma pergunta: por que digital em verde e vermelho?
Bom… é do Frank que estamos falando por aqui. Como estávamos em mais de 4 pessoas, sentamos em um dos confortáveis sofás ao fundo bem abaixo do luminoso em neon com a assinatura de Sinatra. Confesso que achei o luminoso forte demais em compensação ao resto das baixas luzes espalhadas, e dava aquele desconforto de olhar para a assinatura do cantor.
Sobre o espaço, é um “retângulo” aonde o bar e bartenders ocupam o espaço de ponta a ponta em uma das laterais, adornados de cadeiras no balcão que ao que parece ainda tem a pegada da época. No geral, acho que os caras deram um bom tapa nos detalhes e deram mais vida ao lugar colocando algumas imagens e discos de Frank, só que com um ótimo bar a comando de Spencer.

A ideia? Negroni por hora e fui nele até o final da noite. Espetacular, muito bem feito e com aquela pedra imensa de gelo dentro do copo, o que deixa ele menos aguado ao longo da noite. Bingo!
Vale dizer que na época do projeto do hotel – e do bar, o hábito de fumar dentro de locais fechados não era um problema. O Frank é o típico bar que falta aquela fumaça no ar para deixar tudo ainda mais charmoso. Conseguiu imaginar? Além de parecer que você está em um filme de máfia dos anos 80 e que a qualquer momento vai rolar uma bala perdida, um drink derramado no vestido de uma bela mulher, a entrada de um cara elegante, … enfim, aqueles pensamentos de referência do passado que acho muito legal ser surpreendido. Genial!
A comida? Uma catástrofe! As opções eram um mix de pastéis que chegaram pingando óleo, bolinho de arroz murcho, coxinhas OK e um canapé de carpaccio que confesso estar até agora procurando a carne. Pelo menos o mix de Nuts com amendoim em sua maioria e algumas tímidas castanhas do pará e nozes, estava crocante – um clássico dos bares dessa época!
Pedro, o garçon incialmente marrento, mas que logo se tornou o cara mais simpático do recinto, nos disse que eles estão em negociação com o Meats de Paulo Yoller e seus ótimos burgers. Lobby de um hotel de época, bar com nome de um dos maiores ícones da música americana, é claro que a comida tem que ser “American”.

Em suma, um lugar legal, silencioso em meio a um imponente lobby, baixa luz e aquela pegada nostálgica. Tenho que ir um dia que o Spencer esteja por lá, sentar na bar e ficar bebendo com ele… sim a ideia é ir e ver o show! Quando o conheci no Isola Bar, foi assim: cheguei às 6 da tarde e fiquei até 1 da manhã, sentado no balcão e ele me apresentando drinks, misturas e ótimos bate papos! Fique esperto e vá em menos gente…

Serviço
Frank Bar / Hotel Maksoud Plaza
Alameda Campinas, 150, Bela Vista
Tel: 11 3145 8000
maksoud.com.br

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Clássico nunca sai de moda.

Fotos: @victorcollor

Eis que em 1967, já com Sean Connery estampando You Only Live Twice, o quinto filme do que viria ser a maior saga da história do cinema, entra em cartaz Casino Royale. De cara você acha que tem alguma coisa a ver com o primeiro filme com Daniel Craig de 2006, certo? Se engana.

Com base na Jamaica, Cassino Royale é a primeira novela escrita por Ian Fleming aonde apresenta o personagem com a sigla 007. Sigla que nada mais era do que o número da linha de ônibus que passava diariamente em frente a casa do autor, chamada Goldeneye – sim, esse também é o nome do primeiro filme de Pierce Brosnan em 1995.
A partir dai se dá início a uma série de livros e após a sua morte, adaptações do personagem em missões do gênero.

Em 1960, o produtor Charles Feldman já havia adquirido os direitos de produzir Casino Royale, e como “Cubby” Broccoli e Harry Saltzman já estavam com o sucesso de Sean Connery nas telonas, foi tentar uma produção com os donos da EON Productions – lembram do documentário Everything Or Nothing que conta a história dos livros de Fleming para as telonas?
A negociação não rolou e acabou que Feldman resolveu produzir mesmo assim, com uma pegada mais engraçada do que os filmes já conhecidos pelo púbico.

Com um elenco de primeira com David Niven no papel de James Bond, a eterna Bond Girl Ursula Andress, Petter Sellers e até mesmo Woody Allen, o filme entra para a lista dos cults e tem 5.2 como nota no IMDB.
É sátira pura e se você gosta de James Bond, vai se divertir com esse outro ponto de vista mais leve e “barato”.

O que realmene me levou a escrever esse post foi um achado no youtube. Um fã resolveu fazer um vídeo que mescla imagens de Casino Royale de 2006 com o trailer de 1967, mantendo a pegada da época com imagens mais granuladas, . Ou seja, são imagens editadas do “novo” como tivessem sido gravadas na época, além claro, de tentar traduzir uma comédia ao invés de um clássico filme de James Bond.

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As infinitas histórias sobre o maior e mais longo personagem do cinema.

Imagens: Reprodução

Há muitos anos eu devo esse Conhecendo aqui no VIC&CO. Digo isso por que teve um época da minha vida que frequentei muito o ICI Bistrô em Higienópolis. Foram longos almoços de domingo e até mesmo jantares intermináveis de sexta ou sábado a noite, tomando várias com Benny e a turma até altas, até mesmo depois do horário de funcionamento da casa… Era rã, vinho, Poire e Pain Perdu.

Com o surgimento do ICI Brasserie, aquele que acabou de abrir na Bela Cintra e que já tem em alguns shoppings espalhados por São Paulo, muita gente acha que é tudo a mesma coisa. Para contextualizar, Benny Novak começou com seu ICI Bistrô em Higienópolis há quase 10 anos junto com o também boa gente Renato Ades. Um francês de primeira qualidade e com muita atenção no serviço e nos pratos cheios de prêmios. Com o sucesso da casa e acredito que pelo amor de Benny ao Rock’n’Roll, o Chef tirou daí inspiração para abrir o 210 Diner, uma casa de comida americana com meatballs, burgers, onions, Mac & Cheese. Aquela história… a ideia passou e hoje a dupla não tem mais o nome por trás do Diner que está bem fraco por sinal. Ao mesmo tempo estava correndo o Tappo Trattoria na rua da Consolação no coração dos Jardins. Com o sucesso do francês, por que não abrir um italiano de sucesso? Esse é o Tappo e amado por minha mãe, Dona Thereza.
Somente há poucos anos entra em cena o ICI Brasserie, que tem uma pegada do ICI Bistrô, só que com ar mais despretensioso, mais leve e agitado como são as casas da Companhia Tradicional de Comércio, os novos sócios de Benny no Brasserie. Na carta de casas da Cia. estão Pirajá, Bar Original, Astor, Sub Astor, Lancohenete da Cidade, Pizzaria Bráz, … Gente que faz se unindo a gente que também faz. Que parceria!
Ahhh, antes que eu me esqueça, com o sucesso do Brasserie, o nome ICI está na boca da galera e ele se pronuncia içí. Não se engane em chamar de ichi nem ití.  ICI vem do francês AQUI.

Falando agora da minha experiência no ICI Bistrô! Finalmente depois de muito tempo – confesso o meu erro, voltei a casa que até então tinha um ar mais sóbrio e elegante de restaurante mais alinhado e fui surpreendido com uma mudança bela que deixou tudo mais aconchegante e mais leve, com uma pegada vitoriana presente no “novo” logo, o bar agora adornado por madeira escura, lâmpadas de filamento aparente, tijolos e luminárias antigas. Curti a mudança! Independente da beleza do lugar, a comida eu confesso que se não melhor, continua como antes. Isso sim é demais… você ser um frequentador assíduo, fazer uma longa pausa e quando volta, a coisa continua a mesma, só os garçons que não lembram mais de você.

O Benny mantém bons contatos com cervejarias e já tem o sue selo há anos, então pra começar fui de ICI 01, uma cerveja clara mas de corpo. Era feriado a coisa foi longe! Aceite o Couvert e se divirta com os ótimos pães, manteiga e o patê do dia, mas não esqueça de pedir azeite e pimenta do reino ao garçon.

Escalope de Foie Gras de Canard com Brunoise de lichia e saba trufado
Com os dias contados em São Paulo, não tive como deixar essa oportunidade passar. Em geral se acha muito terrine de Foie mas não o Escalope. Aproveitei e me esbaldei. Super suave e bem feito, a lichia da conta do doce de forme leve e trufa na medida certa para não ficar enjoativo. Sensacional!

Barriga de Porco / Mousseline de Couve Flor e molho charcuterie
A barriga chega a mesa como se fossem três “torresmões” com o molho em cima. A gordura vem bem crocante e a carne por dentro bem macia e suave. Sou daqueles que sempre dão as boas vindas ao porco e vale a pedida. Não é um espetáculo, mas é bom.

Coxinhas de Rã à provençal
Simplesmente as melhores da cidade. Se engana quem tem nojo e antipatia pelo prato. As coxinhas do anfíbio lembram e têm a textura do nosso bom e velho frango. Essas em especial são douradas e chegam a mesa levemente crocante com uma cama de molho de tomate fresco. Para deixar mais bonito e dar mais textura, o manjericão chega queimadinho para finalizar.
Volto a dizer… as melhores da cidade!

Tutano com salada de salsinha e Brioche
Completamente diferente da pegada do Tutano do Le Jazz, que considero o melhor deles, esse aqui mantém a pegada clássica. Ao invés de seco no forno e dividido ao meio, ele vem molhadinho e inteiro no prato.

Ostras Frescas
Aquele clássico e para quem gosta, uma pedida certa. Ainda mais acompanhada da cerveja ICI 01.

Steak Tartare com torradas de brioche e fritas.
Outro clássico de um francês e pelo que já vi, é o mesmo do ICI Brasserie. Chega a mesa com o ovinho de codorna a mostra. Não se assuste e nem se engane. Pegue o ovo e misture a carne com um pouco mais de azeite – sempre bom, e a pimenta do reino que você pediu no início do almoço. Classic!!!

Arraia Noisette com creme de mexilhões e legumes
No passado, o prato era servido com uma espécie de ravióli feito de massa de profiteroles e vinha cheio de alho. Esse foi o único ponto baixo da ida ao ICI. Voltar, ter o mesmo pescado que achava impecável e ele ter se mudado para um creme de mexilhões ok.
Independente do acompanhamento, a arraia que hoje vem desossada, é suave, gostosa e vem douradinha na parte de cima. Pegue o alho que a acompanha, esmague com o garfo e misture ao pescado. Espetáculo!

Sobremesa
Para finalizar a maratona, ainda chegou a mesa o meu querido Pain Perdu, o nome francês para a boa e velha rabanada, além do Crème Brulée. A rabanada é campeã, mas peça mais creme para o garçon para deixar tudo mais molhadinho. Além dele o Brulée é gostoso e entrega, mas não se compara ao “pão perdido”.

 

Serviço:
ICI Bistrô
Rua Pará, 36, Higienópolis
Tel: 11 3257 4064
icibistro.com.br 

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Estava com saudades!

Fotos: @victorcollor

Lembram que falei aqui em primeira mão em março sobre o teaser que saiu de SPECTRE, o novo filme de James Bond? Pois essa semana saiu o trailer oficial com 2’30”de duração mostrando ao que o filme vem.

Já comentei por aqui que esse filme tem que ser muito bom e ter algo de fato que nos amarre e insira no universo de Bond. Digo isso depois do bem mais ou menos Quantum of Solance e o OK Skyfall.
Voltando ao trailer, agora sim dá pra ver Daniel Craig a bordo de carros, perseguições, gadgets e tudo o que o universo do agente mais famoso do mundo nos oferece ou ao menos nos deixa com a imaginação lá longe.

Como Bond Girls, a bombshell italiana de sangue quente Monica Bellucci e a atriz francesa Léa Seydoux com um ar mais de menina vêm para alegrar os nossos olhos.

Não estava com tantas expectativas, mas depois desse trailer a coisa aumenta, ainda mais com o diretor Sam Mendes ter dito que esse pode ser o último filme da série que irá dirigir… vamos esperar para ver.
Quem que eu estou enganando, não é mesmo? Qualquer fã de James Bons irá ao cinema ver de perto, nem que seja para falar mal se não gostar, mas vai de qualquer jeito… Boys with toys!

Nos vemos em outubro James.

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Para animar essa quinta-feira, achei umas fotos de Léa Seydoux fotografada pelo genial Mario Sorentti em 2013 para a Lui Magazine que mostra bastante “coisa” da nova Bond Girl. Se liga:

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Mexida ou batida Mr. Bond?

Fotos: Reprodução

 

Lembram que falei dos vídeos que fiz para a Men’s Market aqui no VIC&CO, contando um pouco sobre o meu estilo de vida e acessórios masculinos para a turma do e-comerce mais legal para nós homens? Se vocês curtiram aqueles, segura que vem mais!

Agora a coisa cresce e saem mais dois do forno: um dando dicas de como usar e cuidar da boa e velha barba, e outro com um bate papo tranquilo sobre o que é o homem moderno com a participação dos meus queridos Pedro Barbosa, Dj que tá fazendo a boa bagunça aqui em São Paulo, Ivan Arcuschin que também é Dj, ator e bagunceiro fino, e Camila Neves, bela, viajante e editora de beleza mostrando o lado feminino da moeda.
Tudo muito com uma pegada despretenciosa, leve e sem achismos, falando de uma forma verdadeira como eu enxergo esse mundo. Espero que curtam, pois fazer foi bem divertido.

A direção ficou por conta de Hugo Haddad e John Evans que fizeram tudo com muito cuidado, atenção e delicadeza. Cheers Boys!

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Vem mais por aí

Imagens: Reprodução

Posso dizer que na segunda eu tive a honra de saber um pouco mais sobre a vida dessa cantora que já admirava muito e hoje acho ela a maior cantora de todos os tempos.

Assim como vocês viram aqui em Chef’s Table, dessa vez o Netflix pegou a vida de Eunice Waymon, mundialmente conhecida como ninguém menos que Nina Simone para abrir como se fosse um livro. What Happened Miss Simone? é um documentário completo com mais de 1’30” que fala da infância e as primeiras notas de piano na igreja com sua família, passando pelo racismo do mais cruel no sul dos Estados Unidos, a relação agressiva com o marido, o excesso de trabalho, o dinheiro, a luta contra o preconceito e pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos ao lado de Matin Luther King e Malcolm X.

Muito bem produzido, o documentário que tem a ótima nota de 7.9 no IMBD, explora inúmeras entrevistas gravadas em vídeo e audio para estampar a vida de Nina que após anos sofrendo racismo e após se “aliar” a lideres da luta pelos direitos civis, passou a compor músicas somente com discursos políticos, indo contra o sistema e por sua vez, colocando sua carreira no showbiz em risco, até o ponto de largar tudo e ir morar na Libéria na África, se sentir em casa e nunca mais querer voltar para os “United Snakes of America”.
Após esse tempo ela volta a Suíça para se apresentar no Montreaux Jazz Festival e depois a vida decadente na França, e o seu fim em 2003.

Um documentário lindo que mostra a estrela e a loucura da maior cantora de todos os tempos, onde a vida real se mistura à vida em cima de palcos, que sem dúvida alguma, tiro meu chapéu para sua história!

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Que esse discurso viva pra sempre…

Fotos: Reprodução

Vocês lembram que falei aqui sobre os relógio antigos e aonde encontráa-los em São Paulo na StiloArt. Além disso, se possível, a ideia de ter uma peça antiga é muito mais legal do que ter uma recém saída da loja ou da fábrica, afinal se torna muito mais exclusiva e claro de difícil acesso. Além disso, ao longo dos anos certas coisas ganham marcas que só o tempo pode dar. No caso dos relógios antigos, além do desenho e tamanho distintos, o luminoso do mostrador era feito com Tritium, e que ao longo dos anos, dependendo da forma que foi guardado, ficava mais bonito e ganhava mais “vida”. Mais bonito? Sim, caso o relógio tenha passado anos guardado e sem contato com a luz, essa substância ia adquirindo uma coloração amarela que em alguns casos chegava em um amarelo terroso, e nem sempre de uma forma homogênea, com alguns mais escuros e outros menos. Pode chamar de um erro de fabricação? Talvez, mas são coisas que ficaram na época e é isso que deixa a coisa ainda mais legal. São coisas assim que o tempo dá e não está na nossa mão. Hoje os relógios são feitos com Super-LumiNova e aparentemente, da mesma forma que pensaram no Tritium, sempre terão a mesma cara e não “ganharão” vida ao longo dos anos.

Partindo dessa ideia de relógios antigos, marcas do tempo e o tesão de possuir uma peça como essa que sempre valorizo por aqui, a Tudor entra em jogo com o seu Heritage Black Bay One de edição especial. Vocês lembram que falei da relojoaria suíça aqui e como ela tem aparecido bastante no mercado com campanhas muito legais e novos modelos, além da marca mãe, a Rolex, estar tentando desvincular a filha de si. Para quem não sabe, a Tudor sempre foi considerada uma segunda marca e mais barata dentro da renomada Rolex e usava a mesma caixa, mesma coroa e até mesmo em alguns casos a mesma pulseira dos Oyster da marca mãe. De fato uma segunda marca, mais barata mas de qualidade muito boa. De uma forma ou de outra, isso era um charme para os compradores de Tudor. Tem aquela pegada Porsche e Volkswagen que falei aqui, lembram?

A Tudor apareceu com Heritage Black Bay One com edição única e irá participar do leilão beneficente Only Watch em Genebra na Suíça para arrecadar fundos para a pesquisa e tratamento da distrofia muscular Duchenne. Simpáticos, não?
O modelo atual segue a mesma pegada do modelo de 1954 que foi o único relógio de mergulho à corda manual feito pela marca.
Esse é exatamente o modelo que se espelha na marca mãe, o Rolex Submariner Big Crown – sem os detalhes em vermelho, o mesmo usado por Sean Connery em Dr. No, mas que ganhou mais notoriedade em Goldfinger na cena inicial, ao acender o cigarro e com a luz do isqueiro ver a hora de uma bomba plantada por ele explodir. Deu pra entender a semelhança entre mãe e filha?

Voltando a falar das marcas que só o tempo dá e a coisa vintage valorizada cada vez mais nos dias de hoje, o mostrador vem com o luminoso Super-LumiNova mas em tonalidade amarelada, a mesma que só os anos deram ao Tritium guardado em cofres e gavetas. A coroa também cresceu um pouco e ainda foi adicionado marcações em vermelho no mostrador e no bezel, também visto muito em modelos hoje muito raros – e caros, da marca mãe.

Gostaria muito de ver o modelo e ter contato, mas ao que parece ele não passará belo Brasil e no dia 7 de Novembro ele irá para a casa do felizardo que vai ajudar na pesquisa Duchenne e ter uma peça única. Genial!

tudorwatch.com e fica ligado no Instagram dos caras.

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Os antigos são eternos…

Fotos; Reprodução