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Final da Champions League está aí, e além da boa bola, sinônimo de um dos maiores campeonatos do mundo, sem dúvida alguma é a Heineken. Patrocinadora oficial há anos do campeonato que hoje já tem data para ter um fim feliz para o Barcelona ou para a Juventus no próximo dia 6 em Berlin.

Hoje a cervejaria holandesa e que com muito carinho faço parto do grupo de embaixadores aqui no Brasil, soltou um vídeo da nova campanha que é diversão garantida.
Sabe aquela boa e velha história quando você tem umas belas cervejas em casa e aquele amigo chega com algumas marcas X que produzem suas cervejas aqui no Brasil a base de milho? Pois é… você faz uma cara “nhe” e não tem muito o que falar. Para isso a Heineken lançou o Door Lock, um trava de porta que somente libera a entrada de Heinekens na sua casa. Boa a ideia, não?

A coisa funciona assim: Através de um leitor ótico, o dispositivo lê o código de barras e identifica se é ou não uma verdinha. Positivo? “Plin”… a porta abre, se não, tchau! Simples assim!

Através do site thedoorlock.com.br você participa e fica sabendo como concorrer a uma dessas fechaduras que com certeza vai gerar muita risada e assunto pra contar entre os seus amigos.

Assiste ao vídeo que você vai entender e eu particularmente me identifiquei muito. A pegada de vinil nos primeiros segundos, janelão, receber os amigos, comidinhas, … tudo se parece com o 212! Viva!

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Só entra verdinha!

Imagens: Reprodução

Uma coisa que reparei em São Paulo nos últimos anos é que não necessariamente um cara ou uma mulher que cozinha bem e resolve ter seu próprio restaurante, queira ser Chef. Na verdade muitos deles querem ser simplesmente famoso. Quer chegar em algum lugar e ser reconhecido, sair na coluna social da Folha ou do Estado, ser paparicado e todas essas coisas que vêm junto com a tal da fama/reconhecimento. Mas cadê ele na cozinha? Aonde está a sua base de onde veio e chegou até aqui? Muitos deles se tornam Restauranteur, o cara por trás daquela comida, daquela ideia e hoje só “administra” o negócio. Concluo, com minha humilde experiência no assunto, que esses caras nunca chegarão ao que a nova série do Netflix quer mostrar, muito menos ganhar reconhecimento internacional, seja através de estrela Michelin ou não.

Eu queria ter escrito esse post quando comecei a assistir à série, ainda na semana passada. Mas a coisa andou e acabou que no fim de semana assisti a todos os 6 episódios de Chef’s Table, a série documental do Netflix que conta histórias de Chef’s que fazem acontecer e se destacam entre os demais devido à sua vida, às suas condições de trabalho e claro, ao amor que existe na criação de cada prato, em cada prêmio conquistado e por que não no dia a dia na sua cozinha?
Esses sim são Chef’s que estão ali no dia a dia e claro querem ter seu reconhecimento, mas não pelo agito, mas sim por sua comida extremamente especial e claro, o seu passado e sua história de vida, que mostra que sem isso, eles nunca chegariam aonde estão.

As séries ou programas que têm cozinha como foco principal, ou são grandes chef’s julgando amadores ou mostram aquela pegada de receita e do “como fazer” com um passo a passo. Esqueça tudo isso, adicione uma fotografia linda, histórias reais e um roteiro que te amarra em cada conto sem querer deixar passar nada, seja tendo a atenção distraída, seja um simples piscar de olhos. É assim que vejo a série mais legal que assisti nos últimos tempos.

A bela história de vida de Massimo Bottura da Osteria Francescana que incialmente foi odiado pela sua população em Modena, mas que hoje tem seu respeito e amor por toda Itália. Só por ter alterado clássicas receitas da “Nonna”… conhece os italianos né?

A volta às nossas raízes de Dan Barber do Blue Hill em Nova Iorque mostrando como que com o passar dos anos, fomos perdendo as origens dos nossos alimentos como grãos, vegetais e carnes. Solução? Uma fazenda própria para cultivar tudo lindo e da forma que ele bem entender.

A liberdade de Francis Mallmann na Patagonia Argentina e sua história de vida de arrogância recém chegada da França, até sua filosofia de vida atual, que por sinal me identifiquei bastante. A ideia do “raw food” e simplesmente fantástica!

Niki Nakayama. A beleza da vida de uma japonesa que saiu de uma família que a reprimia por ser mulher e chegou ao premiado N/Naka em Los Angeles, misturando cozinha japonesa com seu toque conteporâneo e fazendo pratos que os os clientes jamais esquecerão.

Ben Shewry do Attica na Nova Zelândia e sua relação com a natureza e seu cuidado em cada criação. Confesso que achei esse o menos carismático e o episódio que menos me pegou.

Magnus Nilsson e seu restaurante no interior gelado de Järpen na Suécia, e a sobrevivência e criação para fazer a coisa acontecer em temperaturas tão baixas.

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Assistindo a cada episódio que tem em média 45 minutos, enxerguei alguns brasileiros tendo suas histórias contadas dessa forma, mostrando o seu passado, a trajetória até aonde chegaram e claro, o resultado de tudo isso com uma fotografia linda e um roteiro extremamente amarrado. Atala? Sim, ele eu veria tendo isso, mas quem mais me chamou a atenção que poderiam estar lá foi: Helena Rizzo do Maní, junto com o Dani Redondo e claro, Albeto Landgraf do Epice.
Ambos com bastante história pra contar e claro, que eu gostaria de assistir hoje.
Espero ter isso por aqui ou se não, que venha a “segunda temporada” da série mais gostosa do Netflix.

 

Imagens: Reprodução

Falar de coisa que a gente se interessa é ótimo, mas quando o assunto passa a fazer parte da sua vida e a história começa a fazer ainda mais sentido, é simplesmente genial.
É assim que vejo o Circuito Pininfarina, projeto que vocês acompanharam de perto aqui no VICCO e através do site do Cyrela by Pininfarina, o prédio residencial que a Cyrela está subindo na região da Faria Lima aqui em São Paulo.

No lançamento do empreendimento, tive o prazer de conhecer Paolo, filho de Sergio Pininfarina, o grande nome por trás dos modelos mais icônicos da Ferrari. Na ocasião tive o meu livro da Ferrari autografado por ele e guardado hoje por mim a sete chaves.
Como curador do projeto, mostrei o que a região tem de mais legal aqui no VICCO com os 3 guias de bairro. Cada um com pequenos achados, galerias, barbearias, relógios antigos e todos esses detalhes que movem a cabeça do homem moderno, esse que irá ocupar cada um dos apartamentos do Cyrela by Pininfarina. Foi muito interessante enxergar a região com outros olhos e achar lugares realmente muito legais e que valem a visita!

A relação direta com o estúdio italiano de design foi genial. Surge então a ideia de fazer uma exposição de Ferraris antigas, que teve modelos fantásticos como a 246 Dino amarela de 1974, a 308 GTSi preta de 1981 e a 330 GT2+2 de 1965, na minha opinião, a mais charmosa de todas, e por acaso, a mais antiga também. Sem contar na experiência de entrar em cada uma delas e sentir o cheiro do carro e uma certa volta ao passado. Aquela boa e velha nostalgia que tanto gosto e vocês sabem bem!
Na ocasião acabei fotografando algumas pessoas que estavam por lá em cada um dos modelos. Sem dúvida as fotos de mais sucesso foram a de Luciana Vendramini e a de minha mãe, Thereza, ambas nos modelos que mais curtiram na exposição. Lembram?

De lá fomos para a garagem de Neto Carloni, um dos embaixadores do projeto. A ideia? Fotografar e mostrar a semelhança nos detalhes entre os modelos mais icônicos desenhados pelo estúdio italiano e o novo empreendimento da Cyrela. Genial, não é mesmo? Vocês viram aqui cada entrada de ar, a aerodinâmica, os faróis, janelas… são inúmeros os detalhes que comprovam a assinatura do escritório de design italiano em ambas as obras, na automobilística e na imobiliária.

O que mais me fascinou em participar de um projeto como esses, é o carinho que foi criado dentro de mim quando o assunto é Pininfarina. O entendimento, a relação, o jeito de enxergar e tudo o que envolve a palavra respeito. Quando comparo meses atrás, hoje enxergo os modelos da Ferrari e outras marcas desenhadas pelo estúdio completamente diferente. O respeito sempre houve, mas a admiração hoje é muito maior. Tudo isso graças a Cyrela que está trazendo essa receita de sucesso para um de seus empreendimentos, como um presente para São Paulo.

Finalizo então com uma frase que Sergio Pininfarina dizia que sempre fará sentido:

“meu sonho como designer é criar uma beleza sem tempo”

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Um prazer e uma honra!

Fotos: @victorcollor

Há alguns meses estava sentado na cadeira da minha dentista, com a boca aberta e fazendo um check up na dentadura. Em conversa pra lá e pra cá ela me perguntou se eu conhecia um de seus pacientes, o Mundano. Na verdade só fui lembrar quando ela contou que ele era o responsável pelo projeto Pimp My Carroça. Logo lembrei que já tinha ouvido falar no nome do projeto mas não conhecia nada do artista.

Junto a isso, fui convidado a integrar o Young Host Committee do Brazil Foundation Gala São Paulo que rola na próxima segunda-feira, 25 aqui na Sala São Paulo. Quando ví a apresentação do jantar, quem estava lá? Sim, Thiago Mundano estampando a participação especial da noite. Assim que acabar de ler esse post, você vai entender por que ele está lá.

Thiago, nascido no Brooklyn em São Paulo, sempre achou tudo muito cinza em uma das maiores metrópoles do mundo. O asfalto, o concreto, a poluição, o transito e passou então a eliminar esse cinza através da arte de rua, o grafite.
Em vários pontos da cidade é capaz de enxergar um pouco de cor e algumas de suas mensagens, sejam elas mais escondidas, sejam elas na intensamente movimentada avenida 23 de Maio, que liga o centro ao Ibiraquera e o aeroporto de Congonhas.
Infelizmente o grafiti ainda sofre muito preconceito e muitas vezes quem está ali dando cor à cidade é reprimido pela polícia ou algum órgão do governo que trata aquilo como sujeira, lixo e poluição.
Imagina como seria um túnel recheado de grafitis, seguindo a circunferência até o topo. Genial, não é mesmo?

Grafiti reprimido e vontade de deixar a cidade mais colorida, como trabalhar sem ninguém encher o saco? Conversar com a Prefeitura e todo aquele bla bla bla que vem junto? Não, Mundano ia pedindo licença para cada morador de rua ou que estava perto dos lugares escolhidos por ele para pintar. Foi ai que ele começou a ter a relação com os carroceiros e a ideia de criar o projeto Pimp My Carroça.

Segundo Mundano, em São Paulo são 20 mil catadores de lixo e eles são responsáveis por 80% da reciclagem, o que na verdade deveria ser trabalho da prefeitura. Ou seja, esses caras têm um papel fundamental na vida da cidade, mas infelizmente são invisíveis para quem não os enxerga dessa forma, quase todo mundo.
Mundano então passa a colorir a vida dessas pessoas colocando sua arte e frases nas carroças desses caras que têm baixa auto estima e são diariamente xingados no trânsito por “ocuparem um espaço” que não os pertence. A rua é pública, não é?

O trabalho social vai além e ele ajuda na manutenção da carroça, deixando ela inteirinha para rodar mais inúmeros quilômetros pelas ruas já não tão cinzas não só de São Paulo, como de outras também.
Essa é a ideia do projeto em crowd funding Pimp My Carroça que ele faz para arrecadar uma grana e criar um grande evento. O primeiro rolou em São Paulo no Vale do Anhangabaú onde ele convidou os carroceiros para receberem assistência em suas carroças e por que não assistência neles mesmos. Estavam lá médicos, dentistas, óculos de grau novinho! Tudo isso em por um dia com a ideia de estampar um sorriso na vida dessas pessoas e por que não, estampar também os noticiários com uma ideia genial e critica como essa?
Não há religião maior ou mais bonita do que fazer o bem. Independente do Deus que você escolheu ou já veio no pacote da sua família e história, fazer o bem e colocar sorriso na cara das pessoas, na minha opinião, ainda é a maior religião que há! Podemos chamar de religião? Não, não! Faça o bem e ponto!
Colocar mais sorriso na vida dessas pessoas e ainda criticar o sistema político, não tem preço! Parabéns Mundano!

Com certeza você já deve ter visto alguma obra do artistas, seja nas paredes, sejam nas carroças. Não os viu? Presta mais atenção agora que você vai ver e enxergar além quando tiver ouvindo seu som e dirigindo o seu carro!

Se liga no site do Pimp My Carroça e seja voluntário de uma das ideias de Mundano, que não são poucas e são grandes!
Acompanhe também pelo instagram pelo @pimpmycarroca, através da fanpage no facebook ou na do próprio Mundano.

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Separei aqui embaixo alguns vídeos que mostram Mundano em ação nas palestras do TEDx. Pare tudo e assista com calma e em full screen!

Mundano, sou teu fã!

Imagens: Reprodução

Começo esse post falando que se tem um lugar que tenho imensa admiração e carinho, esse lugar se chama Maní – e consequentemente o Manioca, que lá atrás era somente o espaço de eventos na porta ao lado do Maní e hoje é a derivação de uma forma mais cotidiana do impecável restaurante que até agora não entendi por que não ganhou duas estrelas na duvidosa lista do Guia Michelin Brasil que vocês viram aqui.

Quem gosta da boa comida já viu meu post conhecendo o menu degustação do Maní, o prémio de Helena como #1 do Mundo e claro, a Padoca do Mani que assim como o Manioca do Iguatemi, foi aberta recentemente mantendo o mesmo amor, carinho e respeito que Helena, Giovana, Dani e Rafa dedicam em cada uma das casas do “grupo”.

Finalmente fui conhecer o Manioca no Iguatemi e provar as delícias que eles servem por lá. Fui junto com meu parceiro Luciano Ribeiro fazer aquele velho almoço/bate papo. Escolhemos ali por ser perto de seu escritório, a Editora Carbono.
Confesso que não sou grande fã de almoçar em shopping, muito menos sair de uma lugar arejado, uma rua ventilada e se enfurnar em um shopping que sequer você vê o tempo passar, além da vontade de querer comprar algo. Concordam comigo?

Para chegar ao Manioca foi uma dificuldade só. Depois dessas reformas no Iguatemi estou perdidão por lá. Após quatro paradas para perguntar aonde era o restaurante, por fim fui informado que era no térreo da Livraria Cultura.
Entrei na livraria e pah! Um clarão me chamou atenção, luz natural e muitos detalhes rústicos como madeiras, mesas e cadeiras diferentes uma das outras e todas aquelas pequenas lembranças do querido Maní. Sim, o Manioca é lá!

A decoração feita com primor em cada detalhe, desde as mobílias, passando pelo enorme painel de vidro jateado e vigas oxidadas, o chão e as paredes em tijolos aparentes e sem acabamento se mesclando com tubulações aparentes. Se tivesse que dar um nome, chamaria de mistura extremamente agradável do rústico brasileiro com o industrial novaiorquino.
Assim como em todas as outras casas do “grupo”, o atendimento é sem sombra de dúvidas o melhor de São Paulo. Tem coisa melhor do que vocês ser recebido com um sorriso no rosto e sem grandes pressas? E quando você pede uma sugestão de prato e o cara que te atende realmente tenta enxergar através dos teus olhos e buscar o prato que mais vai te deixar feliz? Essa é a filosofia e sim, podemos chamar de lifestyle, da turma comandada com muito carinho por Giovana Baggio e Rafa Lima. Mais uma vez, meus parabéns a vocês!

Falando da ótima comida… Ah o Biscoito de Polvilho! Como é gostoso, não é mesmo? É o mesmo servido no Maní e é opcional. Chega a mesa crocante em um daqueles saquinhos com pegada industrial e acompanha coalhada seca e e requeijão. Como diz as embalagens da Elma Chips, é impossível comer um só. Ainda mais quando você pega um pedacinho que tem uma pedrinha de sal e ela estoura na boca. Hummmm!

Costela de Porco em baixa temperatura com mandioca na manteiga de garrafa e cebola na brasa
A costela se desmancha na boca, o tempero é suave e é de comer ajoelhado de tão boa.
Um prato completo com carboidrato dos bons, cebolinhas que chegam a ser doces e proteína extremamente suculenta – não necessariamente saudável. Mas e ai, o que é saudável? Se estressar por não comer coisas gostosas? Tô fora dessa!

Torta de Maça com sorvete de Canela e pedras de Nata
Crocante, suave, macia e o sorvete de canela – o meu preferido, finaliza com aquela sensação de fechar os olhos. Mais um daqueles pratos que tem que comer tudo junto e misturado. Coloca um pouco de cada na sua colher e se esbalde!

 

Na cozinha, que ocupa um belo espaço e a equipe deve trabalhar felizona, eles têm um forno Josper para finalizar os pratos que dão à comida aquele bom e velho gosto de comida de infância com fogo e fumaça, lembra? Se bem conheço, isso tudo vem dos sabores da infância da turma gaúcha por trás do “grupo” mais legal de São Paulo.

Cafezinho e me fui!

Sevriço:
Shopping Iguatemi São Paulo
Avenida Faria Lima, 2232
> Dentro da Livraria Cultura
manimanioca.com.br

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Muito amor. comida boa e charme em um só lugar!

Fotos: @victorcollor

Lembro quando fui a Suíça conhecer e ver de perto como são manufaturados os relógios da Parmigiani Fleurier e de lá saí com a ideia de que a engenharia de um relógio e a de um carro tem muito o que ver.

Partindo dessa mesma ideia, encontrei a história John Patterson, criador da Bathys Hawaii, marca de relógio de uma das ilhas mais bonitas do mundo com maquinário feito na tradicional suíça. Ou seja, criação no Havaí, manufatura da máquina na Suíça e montado por ele na sua garagem, no Havaí. Genial!

Os relógios têm uma pegada de mergulho, afinal no mesmo final de semana na ilha você pode estar a 50m de profundidade em um dia e no outro a 4000m de altura. Então a ideia é simples: o relógio tem que aguentar esse tranco.
Separei alguns modelos que achei bem legais para mostrar aqui, em particular o com fase de lua. Sim, isso mesmo! Não ache que por ter essa distância da Suíça que os relógios são simples, alguns deles têm grandes complicações como dia da semana e fases da lua.

Lembram que falei ontem aqui sobre as pulseiras NATO? Pois elas se encaixam perfeitamente nessas peças que variam entre US$395 e US$695 com materiais convencionais, sem falar de ouro e bronze em outros modelos que não achei tão legais. Ou seja, o preço é justo!

Se liga site dos caras AQUI para ver todos os modelos e mais infos sobre a marca.

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Vocês devem estar me perguntando qual a relação da engenharia de carro com a de relógio. Pois esse é um ótimo exemplo dessa relação que comprova que quem curte relógios, também aprecia o universo do automobilismo, sejam antigos ou novos.

Nesse caso, na pequena ilha de Kauai, John dirige um Volvo P1800 de 1964. Lá não há dessas modernidades em que há peças, oficinas, etc. É ele quem faz os ajustes, compra as peças pela internet e faz o serviço “sujo” também!

Volto a dizer que não necessariamente estilo está ligado a dinheiro. Os relógios não são caros e o carro custa em torno de US$10mil. Ou seja, não tem nada que ver com ostentação, mas sim pelo tesão de dirigir um carro antigo, você mesmo ajustar o motor e todo esse carinho que existe, tanto no universo de carros antigos, como no de relógios também antigos. Olha o vídeo para entender o lifestyle do cara que tem um carro antigo, desenha e monta relógios da sua marca e ainda mora no Havaí. Para completar ele é ex professor e ex pesquisador de câncer. Sim, nada faz muito sentido, mas o cara parece ser demais e isso é o que chamo de lifestyle vivido, e não almejado ou digitalmente criado – como falei aqui no post do Mens Market, lembra?

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Isso sim é estilo de vida de verdade!

Fotos: Reprodução

Eu sempre digo que a moda e o que ele nos oferece está ai para que possamos nos divertir, seja com estampas, modelos, cortes, acessórios e por que não brincar com a pulseira do seu relógio?

Isso mesmo… todo cara que tem um relógio legal fica com receio de trocar as pulseiras originais por outras divertidas pois vai perder a originalidade e todo o bla bla bla. Realmente a coisa perde sua originalidade, mas em contra partida você acaba ficando mais original por usar algo diferente do que a maioria tem acesso, ainda mais quando falamos dos relógios mais desejados como o Submariner da Rolex por exemplo. Todo mundo que tem um, adora chegar ostentando o relojão na mesa seja lá de onde for. Não há nada mais elegante do que a discrição, não é mesmo?

Ou seja, trocar a sua pulseira original, que sim, é bonita, é legal, por uma diferente é ainda mais legal. Você não vai trocar/vender e ela vai ficar guardada no seu gaveteiro, portanto na hora que você quiser, ela estará lá. Sugiro também que se for brincar com isso, comprar um canivete suíço ou um estojo de manuseio de relógio para não riscar a peça quando for fazer as trocas em casa.
Um coisa que percebi usando, tanto as modelos natos, quanto outras normais em couro, é que o relógio fica visualmente mais leve e chama menos atenção, se tornando algo mais discreto e de mais personalidade, atraindo os olhos de quem realmente conhece e entende.

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Os modelos em questão é o modelo NATO, pulseira criada pelo exército inglês como uma solução resistente no campo de batalha, quando comparado a couro, borracha e metal. Ou seja, além de estilo, ela ainda tem pegada militar.
Esse modelo sequer precisa tirar e colocar os pinos no relógio. Em uma viagem por exemplo, dá para você viajar e levar alguns modelos, seja uma mais colorida para o dia e outra mais escura ou até em couro para a noite, o que deixa o seu relógio como uma carta coringa, independente da ocasião. Separei algumas fotos que mostram isso e vocês vão ver que dão muito mais valor ao relógio.
Quem não lembra da terceira aparição de Sean Connery como James Bond em Goldfinger antes dos créditos iniciais?
A bordo de um Summer – vestimenta de gala para o verão ao invés do Smoking, ele coloca o cigarro nos lábios, ascende o isqueiro e olha a hora no Rolex Submariner Big Crown sem data. Sim, lá em 1964, ano de estréia do filme, o agente secreto mais famoso do mundo estava usando seu relógio com a pulseira em três tons: preto, verde e detalhes em vermelho.

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Bond Original - Goldfinger 1964 - 2

Ou seja, fique ligado nos detalhes que seu relógio tem. As vezes um ponteiro laranja pode combinar com uma NATO com detalhes na mesma cor, como o Milgaus, também da Rolex. Ou até mesmo os modelos mais antigos da Omega e da Heuer que brincavam bastante com pequenos detalhes em cores mais vivas. Há também o envelhecimento natural do mostrador e do Tritium – substância química que era colocada para o relógio ter vida a noite. A substância tem vida própria e cada relógio envelhece de um modo e isso que é o mais legal e deixa a peça com características únicas que só o tempo é capaz de dar. Brinque também em combinar as pulseiras com a cor que o mostrador “ganhou” ao longos dos anos de uso ou de gaveta mesmo As cores estão aí e bora se divertir!

Aqui no Brasil você encontra pulseiras assim no Mercado Livre – sim, eu já comprei e deu certo, e também na Stilo Art, loja que falei aqui no Guia de Bairro no Circuito Pininfarina, lembram? Inclusive Fabinho está produzindo vários modelos em couro como as que estão nas fotos. Vale a visita para ver modelos antigos – que são os mais legais, e conhecer a linha de pulseiras que estão com um preço bom se compararmos às do site Hodinkee. Se liga:

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Diversão garantida!

Fotos: Reprodução