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Depois de muitas tentativas, finalmente fui conhecer o Epice, restaurante que está na minha lista há muito tempo, mas nunca consegui ir. Tentei algumas vezes no almoço, mas sempre acabava chegando depois das 2:30pm, horário que encerra a cozinha, diferente da média que vai até as 3pm.

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Liguei para uma amiga que na sua opinião o Epice é o melhor restaurante de São Paulo, além de ter muito carinho por Alberto Landgraf. Fiz o convite e ela topou na hora.
Recentemente o Epice e as delícias de Alberto receberam uma estrela do Guia Michellin como vocês já viram aqui. Ou seja, tem que ficar ligado nos horários e no site dos caras para fazer reserva. No dia, minha amiga Luzinha entrou e reservou na hora. Tudo bem que estávamos falando de uma terça-feira, 7:30pm, beleza?

Alberto sem sombra de dúvida é um cara que brilha fazendo sua cozinha autoral. Ele estuda, ele pensa, ele desenha, … tudo com muito carinho e imaginando o “curso da história” que seu menu degustação vai oferecer não só em sabor, mas em experiências para os que vão ao Epice provar suas iguarias.

Para constar no radar do roteiro gastronomico, vale saber que Alberto e seu Epice se juntaram com o Leo e Bruno Ventre do Beato e estão se divertindo. O Epice mantém a cozinha autoral de Alberto como sempre foi enquanto o Beato, que antes era restaurante e hoje tem mais pegada de bar e speakeasy com drinks muito bem executados pelo Kennedy Nascimento (@jkennedynascimento). Mas não ache que a comida deixa a desejar. Já conheço o Beato, mas ontem fui lá comer algumas delícias. Semana que vem estará aqui no VICCO na série Conhecendo.

Voltando ao Epice: cheguei lá por volta das 8pm e só havia uma mesa no salão. Confesso que imaginava um lugar totalmente diferente, com uma pegada mais “cosi”, com luz intimista e ambiente mais aconchegante. Recentemente o espaço passou por uma reforma, mas acho que pecou nos sofás pretos e as luzes de led branco, além de 3 aparelhos de ar condicionado em lugares estranhos e muito a vista. Gostei dos bancos do bar e das novas cadeiras, além das mesas em madeira mais clara.

Na chegada fomos recebidos por alguns dos simpáticos e preparados meninos da brigada de Landgraf e logo chegou Jah Nu, o comandante do salão por lá e que sabe tudo o que rola na cozinha e principalmente nos pratos. Converse com ele, bata um papo. Para se ter ideia, o papo foi tão bom ao longo do jantar entre um prato e outro e chegamos a conclusão redundante que manteiga é vida, é amor, mesmo tendo poucos pratos que levam manteiga.
Alberto desceu da cozinha para nos receber e eu disse: “estou aqui para receber ordens e só dizer sim”. Alberto muito calmo e educado como sempre é me perguntou se tinha alguma restrição. Disse que não e lá fomos nós:

drinks
Tomamos dois drinks, um a base de limão siciliano e outro em um pote que tinha base de gengibre e cachaça. Achei esse pote sensacional, pois até o fim do jantar havia bebida e o melhor, estava gelada. Imagina um gim tônica ali… boa ideia não?
Drinks muito bons, leves e cítricos. Tudo pensando por Alberto para harmonizar com suas delícias que estavam prestes a descer.
Confesso que não sou grande fã de harmonização como vocês viram a minha experiência do Momofuko Ko do David Chang em NYC, lembram?
Mas aqui a coisa foi diferente e cada uma das bebidas acertou no ponto e no sabor de cada prato!

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Não sou fã da palavra, mas vamos lá. Os pães feitos lá são tão gostosinhos que parece que saíram da padaria naquele momento. Há também uma leve lembrança de infância, sabe? Ainda mais na minha infância que a maioria dos pães no nordeste têm essa pegada e lá são chamados de pão de seda.
Os detalhes do sal e do azeite também são muito bem apresentados e ficam com você na mesa durante todo o jantar.

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rabanete / castanha de cajú crua
Quase como um prato de boas vindas. O rabanete cru, sobre pasta de castanha e farofa de cogumelos já é de explodir o sabor. Fresco e ao mesmo tempo intenso devido a farofa de cogumelos, é um bom exemplo para o que virá na sequência.

pele de garoupa / creme azedo
Mais um que lembrou infância. Extremamente suave por se falar de uma pele de peixe e o que ganha é pó verde de algas marinhas. Além disso, o creme azedo é muito fresco e leve. Um espetáculo e dá vontade de comer em um balde, sabe?
Pena que só vem uma pra cada. rss

tapioca / gordura de boi maturada
A tapioca chega a mesa como se não houvesse nada, mas a surpresa é grande após a primeira mordida.
Já com a tapioca na boca, parece que Alberto te leva para dentro de uma churrascaria, ao lado do fogo aonde está sendo assada a costela de boi. É simplesmente sensacional e de comer de olhos fechados.

coração de pato / cenoura acidulada
Confesso que esse foi o único prato que não faço questão de comer novamente. A mistura de texturas e sabores é peculiar e vocês vão entender o por que. Quando o prato chegou e fomos informados do que era, fui numa boa comer, afinal gosto bastante de carne, além de miúdos, fígado, muela, etc. Ou seja, achei que seria tranquilo, mas a sensação é uma mistura da textura de uma fraldinha com o sabor de coração de galinha com um final mais forte. Gosto dos dois, mas a mistura foi uma surpresa estranha.
A cenoura obviamente foi raspada do prato e comida de colher.

picles de melão / pimenta schzwan
Luzinha já havia avisado que o melão de lá era puro amor. Houve uma alteração da pimenta, mas mesmo assim, incrível.
O melão vem para limpar o paladar para entrar na segunda parte do menu aonde a coisa só melhora.
Albreto é quem faz seus próprios picles, legal né? Não tão doce, a pimenta ganha vida e confesso que na mistura com o vinho que nos foi servido junto a degustação, fiquei com algumas partes dormentes na boca. Viva as experiências gastronômicas!


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cebola / ricota / pele de frango
Extremamente suave, azedo e doce. Diferente, não? A cebola dá o doce, a ricota um leve azedo e a pele do frango salga. Muito gostoso também, suave e extremamente delicado. Também um dos pratos para comer de colher e de balde.

pupunha / pêra fermantada / mel de jataí
Prato leve e muito suave. Abaixo das fatias de pupunha está literalmente uma gota de pasta de alho negro. Essa mistura é ótima, e muito leve. Essas folhinhas que vocês vêm na foto eu não lembro o nome, mas tem sabor adocicado e segundo Jah Nu, lembra casca de melancia. Não cheguei a esse ponto para sentir, mas o prato é um dos mais delicados em questões de ingredientes e sabor em todo o menu.

sardinha curada / foie gras / brioche
Espetáculo. A sardinha curada com vinagre por Alberto, o foie e o brioche feito em casa é de chorar. Curioso que somos, eu e Luzinha abrimos para “estudar” o que tinha entre as camadas de sardinha, foie e o pão. Lá estava a mesma farinha de cogumelos que veio no rabanete, lembra?
Sensacional e de comer de olhos fechados. A sardinha é muito suave e não tem aquele gosto de mar que espanta muita gente, sabe?

cenoura assada / tucupí / azedinha
Leve e o tucupi reina. A cenoura é desidratada por Alberto até ficar com o mínimo de suco possível. Eu fui comendo uma a uma, mas ao final cheguei a conclusão que é bom pegar a faca e cortar ela em cubinhos e comer de colher junto com o caldo do tucupí e a azedinha.

lula / emulsão de manteiga / banha de porco
Mais um de comer e fechar os olhos. A lula vem em pequenos pedaços cortados de forma irregular e com alguns cortes para facilitar a mastigação e claro, para a emulsão de manteiga pegar mais ao fruto do mar.
Espetáculo! Leve, suave, sabor de manteiga e cozida no ponto certo. Quer mais?
Foi aí que chegamos a conclusão redundante com Jah Nu que manteiga definitivamente é vida!

pele de porco / repolho / caldo de copa lombo
Até agora não consegui esquecer esse prato de tão especial que ele é.
A pele de porco vem em tirinhas finas misturada ao repolho e depois banhada com o caldo.
Me lembrou um pouco pratos da cozinha japonesa pela sua apresentação.
Não cometa o erro de deixar o caldo no prato… aquilo é vida! Peça uma colher ou tome direto no prato, que foi como eu fiz.

cordeiro / abóbora / rapadura
A parte em questão aqui é o pescoço, então tem um sabor mais peculiar.
A carne vem no ponto certo e extremamente macia e com gordura marmorizada. A abóbora é bem suave e tem pouco papel no prato. Já a rapadura dá uma pegada boa na mistura do salgado com o doce, e suaviza o sabor do cordeiro.

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sorvete de castanha crua
A melhor sobremesa que comi nos últimos tempos. Não teria forma melhor de finalizar o menu com um prato desses. A delicadeza no sabor, com a castanha ralada em cima, pouco doce e vai até sal na receita feita na famosa máquina suíça Pacojet.
Mais um para comer de balde!

emulsão de mandioca / limão / garapa
Para escrever sobre a garapa tive que dar um google e para um bom nordestino, isso não passa do bom e velho caldo de cana.
Quando chega a mesa, parece um mar de texturas, mas quando você come, a tal da garapa de dissolve como gelo e o limão ganha mais vida junto emulsão da mandioca.
Um prato sem muita informação e ótimo para acabar um menu espetacular e cheio de experiências sensoriais!

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Pois é, o Epice é um restaurante que vai te deixar com um sorriso no rosto a cada minuto, seja com a chegada de pratos novos, seja com os sabores, seja com o carinho que Alberto coloca em cada uma de suas criações ou seja pela simpatia da brigada do exército de Landgraf. Meus parabéns! Realmente uma surpresa ótima e pratos que ficarão na memória por muito tempo.

Queria agradecer o carinho de meu querido Leo Ventre e ao Alberto, além do Jah Nu, que fizeram da experiência por lá, fazer querer voltar e sair falando pelos quatro cantos o quanto é especial o menu do Epice. Independente de estrela Michelin, Alberto reina!

 

Serviço:
Rua Haddock 1002 – Jardins
Tel: 3062 0866
epicerestaurante.com.br

Ontem fui a convite do meu querido Pedrinho Braun, um dos cavalheiros que fotografei no projeto de Axe Matte Effect no ano passado na expo Old Boys, conhecer um dos novos projetos da sua FishFire Ideas. Para quem não sabe, a agência faz bastante coisa legal aqui em São Paulo como festas e eventos ligados a experiências, e também é responsável por boa parte das bagunças nos finais de ano em Milagres com o também parceiro Mauricio Vasconcelos do TJ Tamo Junto.

Recentemente os caras criaram a plataforma FishFire Live, aonde o ator principal chama-se: Experiência. Eles já têm a Dj School que reune interessados em aprender a discotecar nas bagunças dentro de casa e fazer as vezes de Dj. Mas não ache que são aulas 100% teóricas. A ideia é um mix de diversão com aprendizado aonde a boa experiência é a que fica pra contar para os amigos e para as chachas.

A coisa evoluiu e eles criaram a Cooking Lessons, que como o nome já diz, os “alunos” vão aprender a cozinhar com a mesma pegada da Dj School.
A ideia surgiu com o fato de muitos amigos estarem saindo de casa e até mesmo casando e sequer saberem como fritar um ovo. Ou seja, a ideia é se familiarizar com o fogão de um jeito leve, divertido e mais interessante, despretensioso.

Já em sua 6ª edição, as aulas já contaram com o também boa praça Julio Raw do Z Deli Sanduíches, Dalton Rangel e Jaimes Almeida Neto que teve seus dias com Joel Robuchon e reproduziu algumas das receitas do seu famoso l’atelier.

Ontem foi a vez da turma do Serafina apresentar algumas receitas por lá a comando da dupla João Ferreira Silva da filial do Itaim e Bruno Peralta da filial dos Jardins. Legal né?
Dois caras boa praça, um da Bahia e o outro de Pindamonhagaba e com uma taça de vinho ali e outra aqui, as risadas foram garantidas.
> MENU <

Peguei algumas dicas de como fazer o Il Calamari, anéis de lula fritos em farinha temperada com alho e cebola e banhadas no leite. Peguei a mão para reproduzir na cozinha do 212. Crocantes e temperadinhas, as lulas acompanhavam um molho de tomate fresco com alcaparras e alicci e splash de limão siciliano.

De prato principal, foi a receita do Farfalle Al Limoncllo. Um dos pratos de mais sucesso no Serafina em São Paulo com camarões e molho a base de manteiga, creme de leite e cebola. O preparo é simples e dá pra fazer em casa numa boa. Doure os camarões e depois faça a base com manteiga, leite e cebola. deixe adquirir uma consistência e finalize com creme de leite.
De longe fui pegando esses detalhes, mas o bate papo era grande e as taças de vinhos não ficavam vazias por um minuto.
Misture o camarão ao molho, deixa a massa al dente e bom apetite!

De saída, o Crème Brûlée. Clássica sobremesa da terra de Napoleão a base de leite, ovos e baunilha finalizada com maçarico para ficar com a capinha crocante!

Curtiu a ideia? Então fica ligado no Instagram dos caras (@fishfireideas) que é lá que eles anunciam os projetos e as datas dos próximos projetos, sejam eles de festas ou de experiência. É lá também que eles soltam os emails de contato para fazer o cadastro e participar dos projetos que nesse caso, se fecha em uma média de 10 pessoas.

Fica ligado que o próximo será no dia 6 de Maio com o intuito de aprender receitas do restaurante Pecorino, também italiano aqui em São Paulo.
Para deixar a coisa ainda mais legal, as aulas são dadas na cozinha profissional do Caê Ateliê de Cozinha ali nos Jardins. A frente do Caê está a também muito querida Helena Pasqual – que inclusive está fazendo catering no SPFW no lounge da ABIT. Fica ligado no facebook deles que tem bastante coisa gostosa acontecendo.

Saúde!

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Inventando na hora de fotografar!

Foto: @victorcollor

Se você ainda não ouviu falar sobre o Men’s Market, e-comerce que tem várias coisas legais não só para grooming, como algumas peças de estilo para nós homens, com certeza você ainda vai ouvir falar.

Pelo menos aqui vocês vão acompanhar uma série de posts falando sobre estilo e lifestyle em um projeto que junto com os caras, vamos desmistificar um pouco essa coisa de estilo para homens, cuidados diários e todos esses pequenos detalhes que fazem de nós, homens melhores e sem medo de ser feliz ou o se preocupar com o que as pessoas vão achar. Papo reto de homem pra homem, sabe?

Fui convocado pelos caras para para colaborar com o Blog do Men’s Market que está de cara nova junto com o novo site e toda a comunicação que está mais afiada.

No primeiro post falo sobre essa grande onda que vivemos de ter pessoas muito legais no mundo digital, mas quando você conversa com ela, a pessoa não passa de uma mentira, rasa e sem grandes interesses.
Lembro muito do que minha avó Leda sempre dizia: Pessoas que não se interessam, não interessa!

Fica então aqui o meu convite para dar um pulo no Blog dos caras e ler esse “desabafo” dos dias atuais e tudo o que a tecnologia com seus instagrams e blogs acabam fazendo com certas pessoas que de fato, vivem um universo paralelo.

Viver um lifestyle será sempre muito mais legal do que criar um lifestyle digital. A experiência de viver ainda é muito mais prazerosa.

Clica AQUI para ler o post na íntegra e conhecer o canal que vocês ainda vão ouvir muito no Brasil.

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Acorda pra vida ao invés de viver a vida digital.

Foto: Thereza Collor / India 2014

Desde que essa moda de relógios grandes começou, a coisa nunca me pegou. Na maioria das vezes até troco as pulseiras de metal por outras mais discretas em couro ou nylon tipo nato. Isso dá uma disfarçada e ainda deixa a coisa toda com mais personalidade. Me acostumei com isso e quando uso um relógio com pulseira de metal, parece que antes de eu chegar em qualquer lugar, o relógio chega antes – por chamar tanta atenção. Entende o meu ponto? Não preciso nem exemplificar quando o tamanho do relógio é grande, certo?

Quando comparamos os modelos antigos de relógios que hoje já foram reeditados, é nítido o crescimento da caixa, dos ponteiros, … enfim, ele fica mais robusto. Falando em Omega especificamente, já vimos muita coisa rolar nos filmes de James Bond com as variações de modelos com o mesmo tamanho a cada filme que saiu desde a estréia de Pierce Brosnan em Goldeneye em 1994 até o último de Daniel Craig em Skyfall. Todos tinham uma média de tamanho de 43mm, mas esse ano, com o lançamento de SPECTRE que você já viram o trailer aqui, a marca apostou em um tamanho menor com uma caixa de 41.5mm.
Ou seja, essa minha teoria de que relógios grandes estão com os dias contados parece ser verdade, ou pelo menos assim eu espero.

O novo relógio Seamaster Aqua Terra 150M vem em edição limitada de 15007 peças – esse também é o número de gaus a que o relógios é resistente em campos magnéticos, assim como Milgaus da Rolex.
O mostrador em azul com detalhes amarelos dá um ar mais esportivo ao relógio. Há um detalhe que achei muito legal, ainda mais com o que veremos em S.P.E.C.T.R.E, aonde o passado de Bond será revirado. A textura do mostrador e o pequeno detalhe no segundeiro remetem ao brasão da família Bond. Separei algumas fotos que dá pra ver isso de perto.
Na parte de traz, a Omega presenteia os fans mais uma vez com o cano da arma, sendo que dessa vez, ao invés de ser no metal, a máquina foi pensada para ser vista através de um vidro de cristal de safira com todos os pequenos detalhes que envolve uma máquina de um relógio… aquela velha história de perfeição que falei aqui quando visitei a fábrica da Parmigiani em Fleueier na Suíça, lembram?

Vamos esperar se ele vai pintar aqui pelo Brasil para ver de perto na boutique da Omega no Shopping Cidade Jardim aqui em São Paulo.

Para ver todos os detalhes, mais técnicos inclusive, clica aqui para entrar no site dos caras.

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O youtube é cheio de caras engraçados que falam de relógio de uma forma leve e despretenciosa. Achei esse vídeo em que Andy Hunter fala do novo lançamento da Omega no seu The Andy Hunter Show:

Ansioso pra ver de perto.

Fotos: Reprodução

Lembro quando o meu querido Lucas Penido me mandou a sua então recém lançada colaboração entre a West Coast e o seu site muito legal The Hype BR que conhece tudo de cultura street e um dos poucos que tem propriedade para falar sobre o assunto aqui no Brasil. Pirei na bota e muita gente me perguntava aonde achava: e resposta era online, mas que estava esgotada ou quase lá, afinal a peça era limitada. Quando a bota chegou, a galera da Black Boots, loja bem legal de Belo Horizonte, me mandou cadarços para mudar a cara da bota. Curti muito e desde que foram colocados, lá estão… agora especificamente no sapateiro porque depois dos longos dias de uso, passando pelo sol da Índia e da humidade do Lollapalooza, ela quase teve seu fim… usei até dizer chega, ou não. Vou aguardar o “diagnóstico” do sapateiro.

Aproveitando toda essa onda de botas, pegada masculina “back to basics”, lumberjack, flanelas e motos, os caras da Black Boots criaram uma bota para chamar de sua. Depois de mais ou menos um ano de muito estudo e ao que parece, estudo com muito carinho, os caras criaram a Black Boot Moc Toe Premium, também inspirada nas tradicionais botas “de trabalho”. Lembram do documentário que o Lucas Penido fez sobre o Workwear? Pois é essa a pegada!

Em conversa com Lucas Azevedo da Black Boots ele deixa claro a sua inspiração nas Red Wings com costura aparente no cabedal mas a novidade está na sola Vibram Gum Lite que nenhuma tem no Brasil. Com certeza você já viu o “selo” amarelo embaixo desses sapatos de escalada, North Face, Timberland, … ou seja, a coisa é séria.

“Fizemos tudo ao contrario do mercado, pois enquanto a maioria das empresas pensam em cortar custos tirando a qualidade das botas, nós pensamos em colocar tudo de melhor para construir a nossa. O melhor couro, o melhor solado, entressola de couro e por ai vai”.

Legal ver esse tipo de pensamento, não? Ainda mais aqui no Brasil quando pensamos nas inúmeras burocracias e taxas que somos submetidos. Quando pensamos em produtos limitados e feito com tanto carinho como esse, dá até mais gosto.
Ainda na conversa com Lucas ele comentou que não foi nada fácil: “Tivemos vários obstáculos e fomos fazendo pilotos e testando. Tudo que saiu de errado foi corrigido, com paciência e cuidado. Por isto demorou tanto. E por isto ficou tão boa. A bota é feita praticamente a mão, desde as costuras, ao corte, e por isto ela tem pegada rústica”.

Ela vai custar R$ 499,00 e teve início das suas vendas através do www.blackboots.com.br na última quinta-feira! Entrei hoje para ver, mas parece que a versão marrom está esgotada. Vamos ver se vem mais por ai, mas a verde também é muito bonita e com mais pegada militar.

Serviço:
Black Boots
Rua Fernando Tourinho 182
Belo Horizonte
Tel: 31 3281.8845

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Quer entender mais sobre a tecnologia Vibram que estão nas solas das botas dos caras? Então se liga nesse vídeo que mostra todo o processo de como são estados os produtos e o controle de qualidade por trás do que é considerado um solado de alta performance:

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Os caras ainda tem um um instagram @blackbootsbrasil e um Tumblr que mostra um pouco do universo que essa turma de BH anda respirando… e que respiro. Clica aqui:

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Mais uma pra coleção?

Fotos: Reprodução (Cortesia Black Boots)

Que a Barbearia Cavalera é uma barbearia que tem se destacado em São Paulo, isso não é novidade. Com sua pegada diferente e se baseando mais na cultura de Los Angeles, Low Rider e as influências “chicanas” que a costa oeste tem, o velho conhecido de vocês, Marinho, vai trazer Donnie Hawleywood pela primeira vez ao Brasil.

Donnie é dono da Hawleywood Barbers que conta com três unidades da Califórnia, em Costa Mesa, Long Beach e Huntington Beach, além de uma em Sydney na Australia. Donnie também é o nome por trás da Layrite, pomadas que você encontra aqui em São Paulo lá na barbearia Cavalera (e acredito que na Corleone também).

Ele virá pela primeira vez ao Brasil e fará alguns cortes e barbas. Para organizar todo o esquema, Marinho criou uma “hotline”para agendar e comprar vouchers a R$160 para o bom barbear ou o corte com o “Barber gringo”.
Curtiu a ideia, então liga no (11) 94513-4102, de terça a domingo das 11h às 20h e garanta a experiência de cortar com Donnie que ao que parece, é diversão garantida!

Além da vinda de Mr. Hawleywood, Marinho e Alberto Hiar vão aproveitar a ocasião e o São Paulo Fashion Week para lançar os novos produtos da Barbearia Cavalera que conta com o necessário e o que precisamos para o bom barbear em casa (ou na barbearia).

Se liga no site da Barber gringa aqui oh.

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Aqui dá pra entender um pouco do que rola na barbearia de Donnie na Califa e um pouco do lifestyle por trás dessa nova onda – pelo menos por aqui, de barbearia com pegada da costa oeste americana:

 

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Nós homens agradecemos mais ações como essa!

Fotos: Reprodução

A evolução da tecnologia está aí e a cada ano vemos uma volta ao passado, enxergando que o que foi realmente bom, continua muito bom e as vezes chega a ser ainda mais desejado.
Partindo desse ponto vimos o que rolou com os novos modelos da Tudor que vocês viram aqui, que tem uma pegada antiga, junto com toda sua coleção, reeditando modelos que foram sucesso no passado e hoje continuam fazendo a cabeça do homem moderno com toda essa onda de vintage e peças exclusivas.

Além dos modelos da Tudor – segunda marca da Rolex, achei alguns modelos que saíram agora na feira de Basel na Suíça que têm essa pegada “old school”. São relógios com máquina nova com um “chassi” antigo, ou seja, podemos facilmente comparar ao mundo do automobilismo e dizer que é um motor e tecnologia dos dias de hoje, numa carroceria de um Porsche Carrera 911 RS de 1973. Concordam?

Breitling Transocean Chronograph 1915
Crono com carinha de antigo e com a assinatura Breitling ainda como antigamente, diferente do que temos hoje, com umas asas adicionada à nova fonte.
Um detalhe legal é o único botão para disparar, parar e zerar o ponteiro de segundos.

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Longinnes Pulsometer Chronograph
Esse relógio tem tem algo que nunca tinha ouvido falar. A marcação em vermelho no mostrador é para uso médico, já que permite a medição de batimentos cardíacos. Achei demais os ponteiros azuis com o vermelho do mostrador. Legal né?

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Patek Philippe Calatrava Pilot Travel Time
Com mostrador azul que lembra os aviões de guerra americanos na década de 30 e pulseira inspirada nos cintos de segurança nesses aviões, o relógio tem função GMT e essa cara de antigo que achei bem legal. Única coisa que não me pegou tanto foram os números, um pouco grandes demais.

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Grand Seiko 62GS
Com pegada vintage, esse “Seikinho” me lembra um que comprei recentemente, mas tive a manha de deixar ele cair no chão e estourar o maquinário e a ponte que liga as partes internas no movimento… ou seja, foi para o cemitério de relógios, porque no fim o ajuste seria mais caro do que a peça. Triste, não?
Esse tem referência em 1967, inspirado no primeiro modelo da marca equipado com movimento automático e ainda tem a inconfundível coroa às 4h. Acho esse detalhe demais entre os Seiko antigos.

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Oris Diver Sixty-Five
Um “sub” com pegada antiga! É isso que a ORIS reviveu do seu modelo de 1965. Mantendo uma característica dos antigos, ao invés de ter o vidro de acrílico curvado, os caras fizeram a curvatura em um vidro de cristal de safira. Genial não? Dá pra ver isso nas pequenas distorções na foto, no 12, 9, 6 e 3. Viu?

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E essa cultura vai demorar para ir embora. Fique de olho!

Fotos: Reprodução