Mais e mais historias de relógios, que para muita gente acaba parecendo somente um nome. Esse e o caso do Rolex Daytona.
Como é bom entrar nesse mundo e entender a história desses pequenos notáveis. Quando comecei a me interessar por relógios, o tal do Rolex Daytona era somente mais um relógio que filhinhos de papai almejavam pelo o que ele representava socialmente, status a por fim, estilo, tendo essas duas primeiras como 90% de seu desejo.

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A história é muito mais complexa e vocês vão entender o por que. Recentemente falei aqui sobre a historia do Oyster e o mundo interessante por trás dele a os marcos que a Rolex conquistou ao longo dos anos, chegando a status de relógio e marca mais desejados do planeta.
Foi na década de 30 que o automobilismo caiu nas graças do mundo e com isso o inglês Sir Malcolm Campbell conhecido como ” The Speed King” bateu 9 vezes o recorde de velocidade em terra, sendo cinco deles conquistados na praia de Daytona, na Flórida, nos EUA, a bordo do seu “Blue Bird”, sendo o primeiro homem a atingir 300 milhas por hora. Tudo isso a bordo do seu rolex Oyster que vocês viram aqui. É ai que a história tem início e foi no fim daquela década que a marca apresenta o primeiro cronógrafo e claro, a prova d’água, até então patente da marca.
Na entrevista que vocês viram aqui, John Mayer fala sobre e compara um cronógrafo, calendário, GMT, e todos esses extras em relógios como se fossem App’s da época. No caso o tal relógio vinha com um extra fundamental, um dos App’s mais desejados para quem praticava esportes de alta velocidade na época, o tacômetro. Uma escala numérica para medir a velocidade em uma distância pré-estabelecida, como uma milha medida em uma rodovia. Legal né?
São esses os vários pequenos números em volta dos ponteiros que muita gente não tem ideia para o que serve.

O termo Daytona aparece em 1962 quando é criada a corrida chamada “As 24 horas de Daytona” e um ano depois, em 63, a marca lança o Cosmógrafo e a história corre até chegar no relógio que hoje é uma jóia quando falamos em alta relojoaria… o Rolex Daytona “Paul Newman”.
Por ter usado um Daytona com um mostrador especifico, hoje se tornou o relógio que leva o seu nome e comparando aos outros modelos da Rolex, é um dos mais caros, afinal estamos falando de algo que só existe no pulso de quem tem ou de quem tá vendendo… nada de coisa nova, feita nos dias de hoje.
Volto a dizer… por esse e vários outros motivos, curto muito as coisas antigas e o valor que elas vão carregando ao longo dos anos… o antigo de hoje em dia, continuará sendo o antigo do futuro. Um exemplo claro são os carros antigos e os carros dos dias de hoje, que com toda tecnologia por trás, vão virando sucata após poucos anos de uso, comparado a um Porsche dos anos 70 por exemplo, que até hoje continua com design moderno, almejado e funcionando…
Concordam?

Olha as fotos das raridades da época, a diferença entre um Daytona Normal e um Paul Newman e claro, o vídeo que a Rolex fez contando o “Spirit of  The Rolex Daytona”


Rolex Daytona “Paul Newman”

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Rolex Daytona (mais recentes)

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Agora faz a comparação e me diz se o antigo não é muito mais legal?

Imagens; Reprodução