Quem me acompanhou pelo instagram viu que fui a Miami para ver de perto a final do World Class da DIAGEO. Ao falar sobre o campeonato aqui no Brasil, muita gente fazia uma cara de questionamento sem saber exatamente do que se tratava até o momento da minha explicação.

 

O World Class é um campeonato que acontece uma vez por ano em cada um dos países participantes para eleger o melhor bartender daquela “praça”. Nesse mesmo ano, acontece a final mundial para então eleger o melhor da competição.

Desde 2009, já vimos bartenders recebendo o prêmio de melhor do mundo em Nova Deli, na África do Sul e até no Rio de Janeiro dentro do Copacabana Palace.

 

Essa última edição que aconteceu em Miami foi considerada a maior se comparada às outras já feitas desde 2009. Com 56 países participantes isso é a prova de que cada vez mais pessoas têm se interessado pela arte de fazer coquetéis e elevar a profissão a outro nível. Outro ponto alto foi também o recorde de mulheres participantes e claro, a francesa Jennifer Le Nechet como campeã.

Talvez muito disso deva-se ao fato do que foi visto na gastronomia nos últimos 15 anos. Quem não lembra quando restaurantes não tinham nomes assinando suas cozinhas? O bartender vem na mesma leva e hoje, cada vez mais há a valorização de quem representa e toma conta daquele bar que você sente falta quando toma um coquetel ruim por ai.

Sem dúvidas esse é um cenário que lá fora já tem um certo lugar ao sol, mas aqui no Brasil mesmo que já tenha começado, ainda temos muito caminho pela frente. Fazendo essa comparação, lembrei do processo dado por Malcolm Gladwell em seu livro Ouliers (Fora de Série) sobre as 10mil horas para uma pessoa ser muito boa no que faz. Aí faço a seguinte pergunta: há quanto tempo os Europeus estão familiarizados com os inúmeros destilados e outras derivações que eles têm por lá? Se compararmos conosco aqui no Brasil, muito do perfume é o da cachaça.

Portanto tudo isso é um processo que lentamente vêm ganhando corpo por aqui e só vamos vê-lo crescer.

 

Lembro quando morava em Maceió e tomar vodca gerava estranhamento na maioria absoluta do whisky. Hoje o destilado está por todo lado e o gim está vindo em uma onda semelhante. Mais do que bem vindo!

 

Até o final do ano vocês ainda vão ver muita coisa por aqui sobre o World Class e as ações que eles estão organizando até lá. Fiquem ligados no @worldclassbr.

 

 

Abaixo estão algumas fotos que fiz por lá na “experiência World Class”: