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Moda

Verão Chegando

Created: 07 dez 2017  / Categories: Moda

Uma marca que se apropria do verão, das cores e do sol da Grécia... essa é a nova Heliophilia, nova marca de óculos feitos na Itália e trazidos ao Brasil pelas mãos de Bruno Colella.

 

Muitos modelos clássicos em acetato italiano que têm detalhes modernos nas lentes mais claras e outras espelhadas. Estão a venda na loja Pinga nos Jardins.

 

Serviço:

Heliophilia Eyewear

Rua da Consolação, 3378 – Jardins (Loja Pinga)

@heliophiliaeyewear


West Coast | 30 anos

Created: 19 set 2017  / Categories: Moda

A West Coast é uma marca que venho acompanhando há anos. Desde a marca que era especialistas em botas, passando por suas colaborações e que hoje chega aos seus 30 anos de história.

 

Para a ocasião a marca volta às suas origens e embarca numa viagem pela Califórnia. Com rica fotografia que retrata a tradicional costa oeste americana, a marca lança um curta metragem com o uso da fotografia como forma de presente ou lembrança, e reforça a importância de se valorizar a experiência. Aquela boa e velha história que já vimos em shows em que artistas param de tocar e pedem para que os fãs abaixem seus telefones e de fato, curtam o show ao invés de registrá-lo. Se está ali, por que não curtir, certo?

 

Dirigido por Pepe Mendina, o roteiro é inspirador e cheio de recordações no qual o passado serve de motor para o presente e futuro, e deixa uma certeza: curtir o momento é o mais importante do que registra-lo.

 

Aperta o play.

 


De Cara Nova

Created: 03 ago 2017  / Categories: Moda

Sem dúvida as pulseiras de relógio em metal dão durabilidade e pouca preocupação quando o assunto é qualidade, mas com certeza as pulseira em couro, nylon e borracha dão outra cara aos relógios de pulso que chegam ao ponto de alterar completamente o modelo em questão. Seja na proporção, seja na leveza no olhar, chama menos atenção e dá mais personalidade aos modelos, sejam eles recém saídos da boutique de grandes marcas ou com mais de 40 anos de história.

 

A comprovação do sucesso de pulseiras distintas estão em inúmeras marcas suíças como a Omega que lançou recentemente seus modelos com a opção de couro com o famoso pesponto próximo a caixa e até mesmo a última criação de uma linha contínua de pulseiras NATO (nylon) que você pode adquirir a qualquer momento na loja dos caras. Aqui no Brasil eles estão no shopping Cidade Jardim. Outra marca, mais relutante às mudanças, que vem se adaptando aos poucos é a Rolex que nas últimas BaselWorld apresentou modelos em borracha.

 

Aqui no Brasil você encontra diversos modelos com distintos pespontos e estilos na Raw&Co. Feitas a mão, a marca utiliza couro e borracha na confecção das suas pulseiras que estão a venda no Mercado Livre e na loja Prime List que vende inúmeros modelos usados e de procedência.

 

Acompanhe os caras na no instagram:

@_rawco_

@primelistbr

 


Tart Arnel X Moscot Lemtosh

Created: 24 jul 2017  / Categories: Moda

Lembro desde pequeno que o fascinante universo dos óculos sempre teve papel importante em casa. Minha mãe sempre teve inúmeros modelos com gavetas recheadas de caixas e armações soltas. Meu pai também sempre teve um carinho especial e sempre gostou de se divertir com os modelos da época como os Vuarnet e suas lentes espelhadas e os clássicos modelos Ray Ban quando ainda pertenciam à Bausch & Lomb. Se prestar atenção nos modelos vintage da marca, você verá que há uma marcação BL ainda gravada no cristal em cada uma das extremidades das lentes. Em 1999 a marca foi vendida para a Luxottica e ao invés de serem produzidos nos Estados Unidos, passaram a ser produzidos na Itália e deixaram de ter esse pequeno detalhe.

 

Ainda nas minhas lembranças, logo quando comecei a usar lentes de grau há uns 10 anos, o modelo usado por Johnny Depp sempre me chamou atenção. Clássico, atemporal, em acetato, sólido, ... são inúmeras as características que podemos dar ao modelo. Em conversa com Francisco Ventura da ótica que leva seu sobrenome, ele me contou que o modelo em questão teve bastante notoriedade – ainda mais hoje, quando vivemos esse universo da volta ao passado, por ter sido a base do desenho do produto oferecido pelo governo americano para a população em meados do século XX. Uma espécie de INSS por lá. Pode-se dizer que o resto se desenrolou daí.

 

Por fim, descobri que o tal modelo de Johnny Depp era o Lemtosh da americana Moscot que falei aqui. E sim, a marca se gaba por ser a escolha do eterno Jack Sparrow e inclusive tem fotos do ator no mural presente em várias lojas da marca que mostram os “personagens” que usam/usaram os modelos como o fotógrafo Terry Richardson, o eterno Truman Capote e o próprio Depp.

Indo a fundo no assunto, me deparei com a Tart Optical, uma outra ótica que tem um modelo muito semelhante ao Lemtosh da Moscot e também se gaba que Johnny Depp usa a sua marca. Estranho...

 

Os óculos são realmente muito semelhantes, desde as cores, passando pelo desenho dos rebites nas duas extremidades da armação, a “ferradura” no nariz, ... a olho nu pode-se dizer que estamos falando do mesmo modelo.

Mas uma diferença é grande quando falamos em preços. O Lemtosh da Moscot custa em média US$ 260, enquanto o Arnel da Tart chega a custar US$ 400.

Li em um artigo que os rebites que aparecem na armação do Arnel na frente e nos lados, são o que prendem as dobradiças (charneiras), enquanto o modelo da Moscot tem os rebites colados e os rebites são ilustrativos.

 

Tenho dois modelos Lemtosh 46 / médio da Moscot e já tive um maior no passado e tive o azar de sentar em cima, quebrar a haste e ver que não era colada, e sim fazia parte do rebite, indo até a dobradiça (charneira). Pelo tal motivo, até hoje, ele segue na gaveta no mesmo estado.

 

Até agora não sei a real diferença entre ambos, visto que são duas óticas antigas, sendo a Moscot ainda mais velha, datando 1915 contra meados dos anos 1940 da Tart.

Afinal, qual será o verdadeiro modelo usado por Johnny Depp?

 

Serviço:

Tart Arnels | tartoptical.com

Moscow | moscot.com

 

 


O ano que o Speedmaster se tornou Moonwatch

Created: 21 jul 2017  / Categories: Moda

Hoje, 48 anos atrás, o Omega Speedmaster se tornou o Moonwatch.

 

No dia 21 de julho de 1969, Armstrong e Aldrin já haviam colocado os pés na lua e feito história. Não só história para a NASA, Estados Unidos e a conquista do espaço, mas também para um pequeno instrumento de marcação de tempo que se encontrava no pulso de Buzz Aldrin, o modelo Speedmaster da Omega, o primeiro relógio usado na lua.

 

Para celebrar esse dia, a Omega lançou hoje um curta Starman que junta o eterno Buzz Aldrin e George Clooney em um bate papo sobre lua, histórias, heranças, família, conquistas e o carinho pela marca.

 

Para saber mais sobre a história do Moonwatch, encontre a nova edição do VIC&CO. Post em algum dos lugares que listei aqui e entenda sobre o curso da história que fez com que o relógio chegasse à Lua.


Omega | 007 Commander’s Watch

Created: 06 jul 2017  / Categories: Moda

A Omega revelou ontem mais uma novidade quando o assunto é a relação da marca com o agente secreto mais famoso do mundo. Pela primeira vez, desde 1995 quando a marca apareceu no pulso de Pierce Brosnan em GoldenEye, a Omega lança um modelo sem um filme para acompanhá-lo.

 

O Seamaster Diver 300M "Commander's Watch" Limited Edition, foi apresentado na tarde de ontem em Londres pelo jovem e gente fina presidente e CEO da OMEGA, Raynald Aeschlimann. O "Commander's Watch" da Omega é o mesmo modelo usado em 1995 com algumas alterações e traz as cores vermelha, branca e azul da bandeira da Marinha Real Britânica, e claro, uma homenagem a história do personagem propriamente dita, visto que Ian Fleming conta que James Bond foi um oficial da marinha antes de se tornar um agente do MI6.

Confesso que as cores e a ideia da pulseira NATO me fizeram lembrar a do modelo usando por Sean Connery em Goldfinger em 1964, sendo que as cores eram preta com listras verdes e pequenas e finas listras vermelhas entre as duas cores. Histórias a parte, o agente é um só e a volta ao passado está cada vez mais presente na saga, provando aquela velha ideia que sempre digo por aqui: “o que deu certo no passado, continua dando certo nos dias de hoje”.

Ao que parece, qualquer evento produzido pela Omega faz com que as pessoas realmente sejam inseridas no universo em questão como foi o meu caso na ida a Londres pare ver de perto a comemoração dos 60 anos do Speedmaster | #MoonWatch. Uma experiência difícil de esquecer.

Para o lançamento do #CommandersWatch não foi diferente. Para tornar a experiência ainda mais realista e exclusiva, a Omega transportou os convidados por barco ao longo do rio Tamisa para chegar ao Tate Britain. Por lá, além da apresentação, os convidados foram recebidos com uma exibição de peças históricas do arquivo da marca com James Bond. Bingo! Ainda mais para os fãs descarados como eu.

 

Sobre o relógio, ele é em aço inoxidável com mostrador em cerâmica branca polida, ponteiros de hora e minuto vazados em azul e ponteiro de segundos vermelho com o icônico logo de 007 na ponta. O fundo da caixa é transparente em cristal de safira e revela o Calibre 2507 da marca e o rotor com a marca de James Bond e com a numeração limitada em 7.007 como foi visto no penúltimo modelo apresentado com o brasão da Família Bond.

 

Vida longa a essa parceria de sucesso que já dura mais de 22 anos!

 


A paixão Japonesa por Levi’s | 1/2

Created: 26 jun 2017  / Categories: Moda

Nas mãos, submersas em água corrente, a bateia. Estamos na Califórnia em meados do século dezenove. De joelhos, garimpamos a sonhada pepita de ouro. Nossas roupas são frágeis demais, quentes demais e não aguentam o trabalho árduo e nem o Sol castigante da costa oeste. Precisamos de resistência e conforto. Vestuário novo, prático, para trabalhar rumo ao “american dream”.

Entram em cena Levi Strauss, homem de negócios com sede em São Francisco e Jacob Davis, um alfaiate de Reno, Nevada. Os dois enxergaram a necessidade do mercado e produziram as primeiras calças jeans, em 1873.

 

Os overalls, como eram chamadas, eram feitas em denim bruto e tinham as costuras reforçadas por rebites, trazendo a promessa de durabilidade e conforto. O pote de ouro que a Levi Strauss e Co. Encontrou, durou mais do que qualquer pepita dourada. Até hoje todo mundo gosta de jeans. Todos nós temos um que veste perfeitamente, como segunda pele.

A calça jeans costurou a sua história ao longo dos próximos anos….
A Levi’s adotou o cowboy como ícone durante a depressão da década de 30. O jeans virou símbolo de liberdade e independência. Habitantes da costa leste viajavam para o oeste em busca de uma experiência autêntica e voltavam vestindo Levi’s.
Na Segunda Guerra Mundial soldados americanos usaram jeans e jaquetas, proporcionando a primeira exposição internacional. Houve uma explosão de demanda no pós guerra. A influência Americana exerceu a sua força pelo mundo.

 

O relacionamento do Japão com o jeans é atrelado a esse crescimento durante os anos 50. Os jovens japoneses começaram a explorar lojas improvisadas em postos militares, e a cultura Americana chegou ao país através do cinema, da música e do contato com soldados e expatriados. Os personagens rebeldes de Marlon Brando e James Dean eram livres e ousados, bem diferentes de uma cultura sem espaço para liberdade e individualismo vigente na época. Ter uma calça Levi’s era viver esse universo que chamaram de American Graffiti.

 

A década de 1960 foi de contestação. A Levi’s ganhou força global como um dos símbolos da geração que queria mudar o mundo na base da paz e amor. Nas décadas seguintes, a Levi’s inaugurou lojas no mundo inteiro, mas foi uma época marcada por uma crise de identidade.

 

Enquanto isso no pacífico, o jeans já fazia parte do universo japonês na década de 1980. O tão cobiçado Levi’s 501 era vendido em diversas lojas, mas alguma coisa não estava certa. Os japoneses, detalhistas, observaram que o jeans nas lojas não era mais o mesmo e começaram a garimpar as calças vintage. Enquanto os americanos curtiam shoppings, os japoneses viajavam para explorar cantos empoeirados no interior dos Estados Unidos. A demanda japonesa pelo vintage era enorme, enquanto nos EUA quase ninguém fazia ideia do potencial dos bons e velhos Levi’s e Lee.
Foi assim que por décadas os Japoneses saquearam os EUA. Colecionadores da terra do sol nascente possuem 70% do denim vintage, e a Levi’s é uma marca de destaque. Hoje, um par de jeans Levi’s 501 da década de 1940 pode ser vendido por mais de US$3.000, e é comum um Levi’s raro ser comprador por US$40.000.

 

O mercado de entusiastas foi crescendo e as calças ficaram cada vez mais caras e raras. Os consumidores, descontentes com a qualidade dos jeans novos, resolveram reproduzir as qualidades das calças vintage. Assim surgiram as primeiras “repro brands”, marcas que buscavam recriar os mínimos detalhes de uma peça vintage em uma peça nova. Um exemplo do fascínio desse mundo pelo denim japonês pode ser rastreado nessas cinco marcas: Full Count, Evisu, Studio D'Artisan, Denime, Warehouse. Quando eles entraram no mercado não criaram jeans básicos e em vez disso, eles se concentraram na qualidade e no artesanato para recriar uma sensação vintage original.

 

Os criadores destas marcas são coletivamente conhecidos como Osaka 5, e seu artesanato estabeleceu as bases para a produção local de jeans. A atenção aos detalhes é o grande ponto: o tingimento, o algodão, a forma como o tecido era tratado, com que máquinas eram costurados, etc. Um exemplo é o jeans de uma marca chamada Strike Gold em que os rebites são de cobre por fora e de zinco no interior. Isso é feito porque os diferentes metais pegam cores diferentes à medida que envelhecem, e o usuário pode testemunhar a evolução ao longo do tempo de uso.

 

Os fabricantes de jeans trouxeram de volta máquinas antigas, que estavam sendo eliminadas. Mas o segredo está nas pessoas que trabalham com isso. Nas fábricas de produção em massa, você verá 150 pilhas de tecido cortado por uma serra motorizada, mas nessas fábricas de Okoyama, sempre haverá um processo manual. O denim é muitas vezes previamente tingido à mão e as modelagens são frequentemente cortadas com tesouras. A Momotaro, outra marca que tem a mesma ideia, é conhecida por um denim tecido em um tear de madeira manual dia após dia por um único artesão.

 

E foi assim que o Japão voltou os ponteiros do relógio e trouxe de volta o “original american jeans”. O objetivo era criar produtos com a qualidade e sensação das calças vintage. Eles reproduziram detalhes abandonados e trouxeram de volta técnicas consideradas autênticas. Encantaram inclusive o mercado americano, que sonhava com os ideais dessas épocas de ouro do jeans.

 

Portanto o jeans feito no Japão passou a simbolizar o que os japoneses enxergavam nos americanos lá na década de 50, e os nipônicos ficaram conhecidos por fazer o “made in usa” melhor do que os americanos.

 

Por Lucas Azevedo

 


Handmade 100% brasileiro

Created: 12 jun 2017  / Categories: Moda

Ao entrar na charmosa loja na rua Oscar Freire e perguntar à Clara ou ao Renato qual é a essência da marca, a resposta é certa: “a Escudero & Co. é uma marca de produtos de couro de alta qualidade, design atemporal e cuidado em todo o processo de produção”.

 

Sem dúvida essa é mais uma dessas marcas/lojas que além de produtos em couro muito bem acabados, vendem um conceito interessante que mistura o handmade com o frescor de uma brasilidade que infelizmente ficou perdida no tempo. Isso não é a toa... o casal é carioca e aos poucos vêm sendo abraçado por São Paulo.

 

No próximo VIC&CO. Post que sairá em breve, eles estarão em uma sessão interessante que fala sobre algumas dessas marcas que produzem em São Paulo e tem aquela boa e velha onda em que os donos são os que tocam o negócio.

 

Abaixo, algumas fotos que fiz na charmosa loja na Oscar Freire – ainda no lado de Pinheiros, e mostram o mood do também ateliê de Clara Tarran e Renato Pereira.

 

Serviço:

Escudero & Co.

Rua Oscar Freire, 2304 | Pinheiros

Tel: 11 2365-1341

www.escuderoonline.com.br

@escudero_

 


Alfaiataria mais fina

Created: 03 maio 2017  / Categories: Moda

Bruno Colella, o talentoso alfaiate que estampou matéria no VIC&CO. Post #003, acaba de abrir um novo espaço para fazer seu ofício ainda melhor. Na última quarta-feira ele recebeu amigos e convidados para apresentar o novo espaço. No imóvel ao lado do seu ateliê na Vila Nova Conceição, Bruno montou um espaço para receber amigos, clientes e até os padrinhos de um dos inúmeros noivos que ele veste para o grande dia.

 

O novo espaço que tem projeto assinado por Felipe Hess tem ligação com o antigo ateliê, de onde é possível avistar as máquinas e os alfaiates da equipe de Bruno através do vidro redondo da porta que separa os dois ambientes.

Uma mesa de trabalho, um sofá com mesa de centro, um bar, uma estante/prateleira e um closet é o que define o espaço do ambiente que tem bastante luz natural de uma enorme claraboia em cima da mesa de trabalho de Bruno. Os móveis foram feitos a três mãos em uma colaboração entre Felipe Protti da Prototype, Mekal e o próprio Bruno que assina como BRNC Alfaiataria, o nome de sua marca e ateliê.
Passei por lá dias antes de abrir para fazer esses registros em primeira mão:

 

Serviço:
BRNC Alfaiataria

Tel: 11.4301.5109

@brncalfaiataria

 


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