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Artigos da categoria: PRATELEIRA

Esse fim de semana, mesmo com todo o sol que teve por aqui em São Paulo, assisti a alguns filmes e resolvi compartilhar um aqui com vocês.

Muita gente usa o Netflix para ver séries americanas e stand up comedy. Numa boa, essas coisas são legais? Sim, são, mas aproveite aquele tempo, seja ele 1 ou 2 horas, ou até 3 como são os filmes de Sergio Leone que você viram aqui, e aproveite para adquirir mais repertório e extrair o que o Netflix tem de melhor: os filmes clássicos em sua maioria e alguma coisa aqui ou ali que é novidade.

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Chinatown
Com 11 indicações ao Oscar em 1975, o fleme de Roman Polanski tem Jack Nicholson ainda bem jovem e conta a história da guerra de águas na Califórnia. Considerado um dos maiores filmes do cinema mundial, ganhou Oscar de melhor roteiro de Robert Towne.

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Repense a forma que você assiste Netflix!

Imagens: Reprodução

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Boraaaa!!!!

Imagem: Reprodução

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Como não havia assistido antes?

Imagens: Reprodução

E ontem a Beats by Dre soltou um comercial, que pelo o que tenho visto por ai, é um dos melhores até então.
Tenho visto poucos comerciais, mas com certeza esse me fez lembrar os comerciais épicos da Nike com Ronaldo, Joga Bonito, …
No curta dirigido por Nabil Elderkin e produção da The SwordfightNele, Neymar Jr. aparece recebendo “instruções” de seu pai e tudo se passa na forma como se fosse o Jogo antes do Jogo, talvez até um final… a pressão que passa na cabeça dessa molecada que vai nos dar tanta alegria nessa Copa do Mundo.

A trilha? Jungle de Jamie N Commons, X Ambassadors, clica aqui para ouvir na íntegra..

Lembram que falei aqui sobre o quanto Neymar Jr. jogou no jogo contra o Panamá… e hoje tem mais! Seguuura!

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Pra cima deles Neymar!

Imagem: Reprodução

Lembram das fotos que fiz do meu parceiro e músico talentoso Marcos Zeeba? Pois é, ele não para e continua morando em LA com alguns pulos para o Canadá aonde gravou o clipe de “Goodbey”.

O mood? Paixão de criança, lembranças da infância e de corações partidos. Achei a fotografia demais, além da mistura com cartoon. Boa Zeeba! Sucesso sempre.

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Cheers!

Foto: @victorcollor

Vocês acompanharam por aqui e pelo meu instagram os meus encontros com os índios da etnia Kuikuro do Mato Grosso na Toca da Raposa. No post falei de quão perto estávamos da cultura indígena dos Kuikuros e como eles vêm até São Paulo.

Eles se foram para o Parque Nacional do Xingu, hoje chamado de Parque Nacional do Índio e somente estarão de volta no próximo ano para mais uma vez ocupar a Toca da Raposa próximo ao Dia do Índio, 19 de Abril. Mas enquanto isso não acontece, mostro aqui dois programas legais que vocês podem fazer de casa e para quem estiver em São Paulo:

Ainda não havia assistido ao filme Xingu de Cau Hamburger e Fernando Meireles e depois que tive o primeiro contato com os índios e sua cultura, foi a primeira coisa que assisti quando voltei para o sofá da minha casa. O filme está disponível na Apple TV e vale muito a pena ver de perto essa história tão interessante que foi a dos irmãos Villas Bôas.

O filme conta a sede de aventura dos irmãos Brasil a dentro na expedição Roncador Xingu para demarcar e ocupar áreas ainda quase inexploradas. As cenas mostram o primeiro encontro da expedição com índios ainda muito virgens às margens do Rio Xingu, a relação dos irmãos com o governo da época e como eles passam rapidamente do lado político para o lado dos índios com o intuito de dar suporte e proteger esse povo de cultura e tradição tão ricas. Eis a ideia da criação do Parque Nacional como uma reserva só para os índios e todo os acontecimentos que rolaram até a decisão e aprovação de Jânio Quadros em 1961.

Vale a pena assistir para entender a fascinante história dos irmãos, entender melhor também esse assunto que muitas vezes é deixado de lado e claro, o contexto político da época. A fotografia é bonita, os cenários do Brasil a dentro muito bem explorado por Cau Hamburger e Fernando Meireles, e também como foram mostrados os índios com vestimentas tradicionais, reproduzindo como foi no primeiro encontro com os irmãos Villas Bôas, Claudio, Orlando e Leonardo

Clica AQUI para assistir ao Trailer que mostra perfeitamente a essência do filme.

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Outro programa legal que vale a pena ver de perto é a exposição Orlando Villas Bôas – 100 anos, que está rolando no Mackenzie. A expo mostra através de objetos e fotos de acervo pessoal da família, cenas do cotidiano e a trajetória dos irmãos até a criação do Parque Nacional do Xingu. É bem pequena, mas se gosta do assunto, nunca é demais.
Ainda na Toca da Raposa, como contei aqui, tive o prazer de conhecer Marina Villas Bôas, viúva de Orlando (e interpretada por Maria Flor no filme Xingu). No bate papo, ela me contou que a expo vai ganhar livro e que quando abriu as portas no dia 22 de Abril, houveram muitas palestras e encontros que infelizmente não tive o prazer de participar.

Serviço:
QUANDO:
De 23 de Abril a 30 de Maio
HORAS:
Segunda a sexta: 10h às 20h
Sábado: 10h às 16h
ONDE:
Centro Histórico e Cultural Mackenzie
Rua Maria Antônia, 358, Higienópolis

Mais infos AQUI.

Se pudesse voltar no tempo, com certeza estaria na expedição Roncador Xingu.

Imagens : Reprodução

Realmente o instagram tem um alcance absurdo, não acham? É isso que sinto depois de cada viagem que faço e me divirto postando várias e várias fotos dos pequenos detalhes que fazem desses lugares tão especiais.
Foi isso que senti recentemente na minha última experiência. Como vocês viram aqui e para quem me acompanha pelo instagram, estive próximo aos índios da etnia Kuikuro baseados na região do Alto Xingu no Parque Nacional do Índio, no Mato Grosso. Muita gente veio falar comigo dizendo “Nossa! Você foi para o Mato Grosso”, “Nossa! Você estava no Parque”.

Ao que parece nas fotos, sim é verdade e faz sentido pensar que estive por lá, mas na realidade tive o prazer de conhecer a Toca da Raposa que fica próximo a Juquitiba, município que tem a maior área de Mata Atlântica preservada na região metropolitana de São Paulo.
Sim, é isso mesmo! A Regina Fonseca, junto com seus dois filho, Bruno e Pedro Rezende fazem esse lindo trabalho há mais de 15 anos, criando essa conexão entre o Xingu e aos que se interessam por esses que são os verdadeiros brasileiros, nativos dessa nação posteriormente “invadida” por portugueses.
Cinquenta índios vêm todos os anos para divulgar sua cultura e seu artesanato no mês de Abril, em que no dia 19, para quem não sabe, é celebrado o Dia do índio. No fim, eles passam 45 dias instalados na Toca da Raposa.

Quando soube dessa novidade, achei que poderiam ser índios já muito civilizados e sem seus valores autênticos. Vale lembrar que ser civilizado não anula a sua autenticidade, afinal se um índio tem um relógio, um celular, não quer dizer que ele não valoriza sua cultura, suas raízes, sua família e o mais importante, o jeito que leva a vida na aldeia. Há uma balança muito tênue e ela tem que estar sempre equilibrada para que não aconteça o que já se passou com outras etnias como parte dos Pataxós na Bahia ou até mesmo os Caetés em Alagoas, em que perderem muito de sua cultura. Ressalto aqui que quando estive na Bahia agora há pouco, soube que os Pataxós estão “correndo atrás do prejuízo” a fim de buscar suas raízes, já os Caetés em Alagoas, infelizmente não existem mais.

Voltando à Toca, como é carinhosamente chamada, realmente é o mais próximo que nós podemos chegar do que realmente acontece no Parque Nacional do Xingu, hoje chamado de Parque Nacional do Índio, que foi demarcado e criado depois de muita luta pelos irmãos Vilas Boas, Orlando, Cluadio e Leonardo.
Os índios se apresentam e mostram parte de sua cultura e seus rituais e um espaço que remete às ocas das tribos do Xingu, a tapioca, o peixe, as danças, as lutas e os artesanatos, … uma infinidade de tradições e para nós, nova cultura.
A minha ida pra lá fez com que eu voltasse mais um final de semana, no último domingo, para ver e sentir um pouco da energia desse povo tão especial. As risadas ingênuas, o bate papo com pessoas que vivem uma realidade completamente diferente do que estamos acostumados a viver nas grandes cidades,os costumes, o jeito que levam a vida, o valor que dão à natureza e todos esses pequenos detalhes que enchem os meus olhos e me fascina cada vez mais. É simplesmente genial ter esse contato, conversar, entender a visão e as aspirações que cada um tem.

Ainda no último domingo tive o prazer de conhecer Marina Vilas Boas, viúva do grande Orlando, de carisma e sorriso puro, além do respeito que ao que parece, todos os povos xinguanos têm por sua história devido ao trabalho e luta junto ao marido para preservar ao máximo essa cultura que definitivamente não pode ser perdida, esquecida ou muito menos deixada de lado por nós brasileiros. Valorizemos os índios! Essas sim, verdadeiros brasileiros.

Agradeço aqui o carinho e atenção que recebi de todos os Kuikuros, em especial Afukaka, Kumessi (Piti) e Lalati (Dunga). Além deles não seria possível viver essa experiência sem o Felipe Lombardi que foi quem me levou pra lá e claro a queridíssima Regina, ao Bruno, Renata, Pedro, Marina e toda equipe da Toca. Além disso tive o prazer de conhecer a pessoa e o trabalho de Rita Barreto que faz fotos lindas desse povo tão especial!

Abaixo, mostro as fotos que fiz com autorização de Afukaka, um dos Caciques da etnia Kuikuro dos adornos e pinturas corporais nos belos dias na Toca da Raposa.

Paz que não dá para explicar.

Fotos: @victorcollor

Serviço:
Toca da Raposa
Rodovia Régis Bittencourt, Km 323 – Juquitiba SP
Tel: 11 3813-8773
tocadaraposa.com.br