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Não sou fã de cinema aos domingos, mas me rendi a uma sessão do lado de casa às 6:30pm que estava vazia quando fui comprar o ingresso no App do Ingresso.com – recomendo muito por ser fácil, rápido e objetivo.

Fui assistir Hitchcock sem saber muito o que esperar. Soube do fato da academia (Oscar) ter de certa forma ignorado o filme e li algumas criticas dizendo que o filme é bobo, historinha de amor, mostra o diretor como um bobo e até mesmo que a história é sobre a mulher Alma – muito bem interpretada por Helen Mirren, …

Tudo bem! Não é um mega filme, mas é um filme muito legal é gostoso de ser assistido. Anthony Hopkins está impecável no papel de “Hitch” e segura o filme inteiro sem dar nenhuma escorregadinha. A interpretação é tão boa que até o biquinho e os trejeitos do autêntico Hitchcock ele faz, além da maquiagem perfeita que rendeu a única indicação ao Oscar de melhor maquiagem, e ter perdido para Os Miseráveis.

Acredito que os fãs do rei do Suspense tenham ficado chateados por não ser um filme de suspense, pesado, ou sei lá qual o motivo. Li pessoas reclamando sobre o fato de ter muito a história do romance conturbado de Alfred com Alma, sua mulher e o papel importante dela na sua vida e principalmente na sua carreira. É a velha história… por trás de um grande homem, sempre há uma grande mulher (não necessariamente nesta ordem).
É um filme leve, gostoso e mostra essa relação de Alfred com Alma e a importância dela em suas produções como seu “braço direito”, ouvinte e obviamente, critica ao trabalho e ações do sarcástico diretor.

O filme mostra Hitchcock nas negociações para rodar Psicose (Psycho) e a briga com a Paramount em não acreditar no filme que se tornou sua obra prima. No meio do caminho ainda temos a sua relação com Alma e a sua obcessão pela morte. E não são só esses fatos – Hitchcock ainda sonha com Norman Bates, o personagem chave de filme original de 1960. São trechos clássicos como a queda de uma escada, a mãe morta, a cena da banheira, …  Além desses trechos, ao longo do filme são colocados cenas que lembram o original como o buraco na parede, a cena do carro, o chuveiro, os gritos quando Marion Crane é assassinada, … emfim, são vários momentos que para quem assistiu o Psicose de 1960 vai ficar mais legal ainda – ou seja, assista o original antes de ver o filme sobre Hitchcock.

Voltando pra casa após o cinema, comecei a assistir novamente Psicose e vi como Scarlet Johansson está parecida com Janet Leigh no papel de Marion Crane. Bela escolha!

Separei algumas fotos de comparação entre os personagens e o trailer do filme.. olha aqui.

http://www.youtube.com/watch?v=YIxb3Np1M2s

E se você ainda não assistiu à Psicose, corra porque é ótimo! Aqui, um trailer de 6 minutos com o diretor mostrando os espaços utilizados no filme e contando algo que de certa forma deixa o espectador mais curioso ainda:

É aquela velha história… filme certo na hora errada – não tinha como ganhar de Daniel Day-Lewis em Lincoln

Imagens: Reproducão

Então ontem, alguns viram, mas pelo menos todos ficaram sabendo da premiação mais aguardada de todo início de ano a fim de dar os “nomes aos bois” para os melhores do cinema.
O ano veio recheado de coisa boa e muita gente de peso concorrendo às diversas categorias. Assistindo à premiação, resolvi falar aqui pra vocês o que achei e mostrar algumas coisinhas que percebi na transmissão.

Já no tapete vermelho vi o smoking de Jamie Foxx… o tal do Django estava com uma jaqueta cinza chumbo e uma gravata borboleta bem bonita e brilhante. Só abriria o segundo botão do paletó, afinal, paletó que tem dois botões, um fica aberto e o de três botões também, o último sempre aberto.

Em meio às primeiras premiações técnicas, Catherine Zeta-Jones retorna aos palcos em uma homenagem ao musical vencedor do oscar Chicago e canta All That Jazz. Catherine mostra que continua com tudo em cima com o corpo bonito e bem curvado com seus 43 anos e ainda de peruca preta chanel… linda!

Com as comemorações de 50 anos da maior saga do cinema, James Bond ganhou homenagem original e acabou matando saudade de muita gente. Halle Berry, que já esteve no papel de uma Bond Girl, convidou Shirley Bassey que interpretou lindamente sua música e tema do terceiro filme da saga, Goldfinger… pra quem é fã como eu sabe o valor disso.

A bonitinha da Anne Hathaway que recebeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante, deve ter ficado nervosa e subindo ao palco com seus cabelinhos curtos, mostrou sua dupla de faróis acessos. Tudo bem que a costura do vestido dava essa impressão, mas se você prestou atenção, lá estavam eles!

Jennifer Hudson e Adele soltaram os seus vozeirões, uma em homenagem a Dremgirls e a outra que recebeu o Oscar de melhor canção original cantando Skyfall do filme do agente secreto mais famoso do mundo, que ganha o seu primeiro Oscar em toda história. Nós fãs de 007 te agradecemos Adele!

Falando das premiações já me adianto e digo que ainda não vi Argo, tentei e não consegui. Essa semana devo ir e conto aqui pra vocês.
As Aventuras de Pi que falei aqui, ganhou três Oscars, o de melhor Diretor com Ang Lee, melhor trilha original e claro, melhores efeitos visuais em uma boa disputa com Hobbit. Fiquei feliz de ver todos esses prêmios dedicados a um dos filmes mais bonitos que vi recentemente.
O eterno caçador de judeus em Bastardos Inglórios faturou novamente o Oscar de melhor ator coadjuvante merecidamente, interpretando o caçador de recompensas em Django Livre. O filme ainda faturou Oscar de melhor roteiro original e acho que deve ter calado a boca de Spike Lee, como vocês viram aqui.

Ontem assisti Lincoln no cinema e tinha uma leve certeza que Daniel Day-Lewis iria ganhar o Oscar de melhor ator. Realmente ele está muito bom, e se você não viu, vale assistir para ver o personagem, afinal muitos acham o filme chato e lento. Como a história é só politicagem, eu me diverti, mas ainda acho que no final, Spielberg deveria sair um pouco do muro e falar sobre o assassinato de Lincoln ao invés de dar um fim a história no cinema.

Quase esquecendo… mas o troféu “joiinha” vai para Renee Zellweger que apareceu completamente desfigurada ao lado da elegante equipe de Chicago para apresentar dois vencedores do Oscar. Aparentemente a atriz estava completamente fora da casinha, seja álcool seja bolinha, mas em dois momentos ela não conseguiu ler o vencedor das categorias apresentada pela turma. Vasculhando pela rede vi que o Mirror também tem a mesma opinião, olha aqui.

Menos plástica e bolinha Renee…

Imagens: Reprodução

No dia do lançamento de Django Livrei, falei aqui sobre a história, Tarantino, polêmicas e figurino.
Ontem finalmente fui assistir ao filme na telona. Aproveito sempre a segundona para ir ao cinema porque não há muita gente e o preço do filme que cresce a cada ano cai pela metade, afinal não acho nada legal ir ao cinema no final de semana para pegar aquelas enormes filas para pipoca e função na entrada e saída nos caóticos shoppings. Não acham?

Voltando ao filme que teve como referência o filme de Sergio Corbucci, antes da estréia o diretor Spike Lee disse: “Eu não vou falar sobre o filme, porque eu não o verei. Tudo o que posso dizer é que assistir ao filme seria desrespeitoso aos meus ancestrais. É o que eu posso dizer. Eu não posso desrespeitar meus ancestrais”. Além dessa, o diretor ainda soltou em seu twitter “A escravidão nos Estados Unidos não é um western spaghetti de Sergio Leone. Foi um holocausto. Meus ancestrais são escravos, roubados da África. Devo honrá-los”.
Tudo bem que o filme trata de um tema delicado mas acho que a polêmica além de Spike Lee ser chato, pode ser pelo fato de um branco tocar no assunto e período da escravidão nos EUA e resolver fazer um filme. Seria o mesmo que em “Bastardos Inglórios”, também de Tarantino, o personagem de Hitler fizesse algo que pudesse não agradar a comunidade judaica. Mas como isso não aconteceu e foi exatamente o inverso, todos aplaudiram e acharam ótimo, fantástico, bla bla bla.

Em resposta às criticas, Tarantino disse “o filme fala sobre a época da escravidão, um período terrível e injusto. Como alguém pode fazer um filme sobre a escravidão sem mostrar as injustiças que eram cometidas?” Concordo!
Spike e Tarantino têm uma briga há 15 anos quando Tarantino lançou “Jackie Brown” e Spike o acusou de usar demais a palavra “nigger”, expressão racista e ofensiva. A resposta? Não sou eu que falo e sim os meus personagens.

É um tema delicado para todos mas como Tarantino é um cara exagerado em suas produções ele acaba entrando nessa falação, polêmicas e críticas… nada que ele não goste, afinal afirmou após a crítica de Spike Lee que não dá para agradar todo mundo e a cada filme ele sempre vai esperar alguém vir falar mal (como acontece com qualquer coisa que qualquer um fizer).

Polêmicas a parte, o filme é demais e de dar altas gargalhadas com o texto. Jamie Foxx que interpreta Django está ótimo e Christoph Waltz interpreta o caçador de recompensa e sarcástico dentista alemão. Na trama ele se junta a Foxx na busca por sua mulher que pertence ao personagem de  Leonardo Di Caprio. Dizem que Tarantino costura personagens de um filme para o outro (Tarantinos’ Mind) e nesse caso é Waltz que várias vezes lembra o Caçador de Judeus em “Bastardos Inglórios”.
O filme tem momentos que acontecen coisas que não imaginamos e somos surpreendidos e sempre que vocês acha que vai acabar, tem sempre um pouquinho mais de sangue e coisas inesperadas. Um filme de Tarantino não podia ser diferente. Todas as suas qualidades, exageros e humor estão nesse filme que promete dar muito o que falar, ainda mais depois da premiação do Oscar, afinal concorre a melhor filme junto a Lincoln e Argo.

Vamos aguardar as próximas polêmicas, mas enquanto isso vá ver Django no cinema (ele é um filme para ver no cinema, não entendeu, clica AQUI) para aproveitar a qualidade de som e imagem com tanto tiroteio, sangue e para dar boas gargalhadas com o texto.

 

Clica AQUI para ver o segundo trailer.
Um completo Tarantino

Imagem: Reprodução

Aproveitei o sábado para ir a Exposição “Um Olhar sobre o Brasil. A Fotografia na Construção da imagem na Nação” que está rolando no Instituto Tomie Ohtake aqui em São Paulo. No final do ano passado minha mãe foi, viu e amou e me disse inúmeras vezes que eu deveria ir, que estava incrível, que a montagem estava super correta além de ser bem grande, ocupando os três espaços principais do primeiro andar do Instituto.

A exposição com curadoria de Boris Kossoy, curadoria adjunta de Lilia Moritz Schwarcz e com o colaboração especial do Instituto Moreira Salles mostra através de mais de 400 fotografias a história do Brasil de 1833 a 2003 divididas entre política, cultura e sociedade.
Na primeira sala, a expo passa pelo Brasil Colônia, Dom Pedro II, a corte, a interação com a “coisa” tropical e os fatos que marcaram aquela época na relação portugueses x índios além da história do café e principalmente a capital Rio de Janeiro. Junto às fotos, aqui são mostrados câmeras da época com as chapas de vidro e objetos usados para guardar fotografia em casa ou nas bolsas das mulheres que carregavam esse tipo de lembrança como muitos fazem hoje em dia colocando fotos em suas carteiras.
Na segunda sala inicia-se o momento político mais recente do país com a Era Vargas, o golpe, Vargas novamente, JK, Brasília e ai a Ditadura em 64. Além da primeira sala, que é bem rica, essa pra mim foi a segunda mais rica, afinal para o fotojornalismo a ditadura foi um prato cheio com imagens fortes e marcantes.
Na terceira sala chegamos mais perto dos dias de hoje e a diferença de classes sociais nítida é abordada no Rio e em São Paulo, passando pelo governo Collor e chegando até Lula e as fotos que marcaram esses governos.

Com fotos de muita gente importante como Pierre Verger, Claudia Andujar, Sebastião Salgado, o Brasil é desdobrado e mostra as diferenças desse imenso e rico país que poucos Brasileiros conhecem como deveriam.

A exposição é um prato cheio da história do Brasil, principalmente política. Depois de mais de 2 horas por lá, saí com a cabeça cheia e pensando em tudo aquilo que acabara de ver.
A dica que dou além de não parar o carro no estacionamento do Instituto (R$27 ???), é ler o texto que tem ao lado de cada foto para você poder se situar na época e ver as ligações entre os fatos. Não se resuma somente a ver uma foto bonita, mas além dela, se interesse pela história que está escrita ao lado e que vai te dar muito mais informação, conteúdo e te situar na cronologia política do país que vivemos e que infelizmente a juventude tem deixado de lado. Principalmente a cena política tratando tudo e todos como um bando de imbecis. Tudo bem que estamos cheio deles, mas há sempre uma esperança e o sonho de voltar a ver o brasileiro levantar com orgulho a sua bandeira como um dia já foi!

Sempre vemos esse orgulho no exterior, mas quando volta para o Brasil, trata tudo com desgosto.

Imagem: Reproducão
Fotos c. iPhone4: @victorcollor

Hoje estréia Django livre, o novo e esperado filme de Quentin Tarantino. Depois do sucesso de Bastardos Inglórios, os fãs do diretor esperaram 3 anos até que sua próxima obra estivesse na telona. Pelo menos para nós brasileiros é hoje o dia que o filme estréia no cinema mais próximo da sua casa.
Nos filmes de Tarantino pode-se sempre esperar um bis de algum ator que já trabalhou com ele em outros filmes. Samuel L. Jackson (Pulp Fiction) está de volta e também o eterno caçador de Judeus em Bastardos Inglórios, Chistoph Waltz que interpreta um caçador de recompensas disfarçado de dentista. Além deles Leonardo Di Caprio interpreta o dono de uma fazenda e Jamie Foxx é Django, um escravo que se junta a Waltz na busca por sua esposa perdida em negociações de tráfego de escravos, em troca de informar ao Doutor alemão, Waltz, aonde encontrar os irmãos Brittle.
Ou seja, é um filme de faroeste com as pitadas de humor e diversão de Tarantino em que aborda a época da escravidão no sul dos EUA

Entre polêmicas nos Estados Unidos, o diretor negro norte-americano Spike Lee disse que não irá assistir ao filme por não tratar o tema da escravidão e negros com o devido respeito.
Com ou sem polêmicas o filme entre em cartaz hoje aqui no Brasil, mas desde Dezembro já está rolando nos EUA e está na lista dos concorrentes a melhor filme na premiação do Oscar junto a Lincoln de Spielberg e Argo de Ben Affleck.

Falando um pouco de moda, pelo visto o figurino vem recheado de peças clássicas que servem de referência para o guarda-roupa de nós homens, que misturado com peças modernas, fica perfeito. Além do trailer, separei algumas fotos dos personagens e suas produções.
Espero que gostem e esse final de semana devo dar um pulo no cinema! Corram também!

Clica AQUI para assistir ao Trailer

Johnny Depp deve ter curtido o ficgurino

Imagens: Reprodução

Aproveitei a segundona para ir ao cinema, que para mim é o melhor dia para assistir qualquer coisa na telona.
Fui assistir As Aventuras de Pi e já digo uma coisa… é o típico filme para se assistir no cinema. Sei que todo mundo vai dizer que qualquer filme é melhor no cinema, mas vocês vão entender aonde quero chegar. Sabe esses filmes “mela cueca” que é feito de uma historinha boba americana… esses são filmes que não necessariamente você precisa assistir no cinema. Sabe esses filmes de ação explosão tipo Batman, ou de explosão de cores, imagens tipo Avatar, esses são os filmes que precisam ser vistos no cinema para aproveitar o melhor da imagem e som. Entenderam o meu ponto?

Pois bem, As Aventuras de Pi é assim… um filme para se ver no cinema! Muitas cores, a imensidão do mar, os sons e toda a coisa linda que vem da Índia, país que tive o prazer de conhecer, mas não de fotografar.
A história conta a tragédia do menino Pi que após sobreviver de um naufrágio em meio ao Oceano Pacífico vive a vida em um barco com alguns animais até restar o garoto e um tigre de Bengala adulto e faminto e feroz.
Antes de tudo isso, o diretor Ang Lee coloca em cheque a religião na mente de um menino indiano ingênuo, em que hora é hindu, hora é cristão e hora é muçulmano, por ter conhecido tudo isso quando pequeno e ficar perdido entre elas. Interpretei isso como uma crítica ao mundo de hoje e as guerras de fundamento religioso (quase todas elas) que nos deparamos quando ligamos os noticiários.

O filme é leve com pitadas de humor que fez todo o público dar risada e do meio para o fim a coisa fica mais dramática e do mesmo jeito que faz rir, o filme faz chorar…

O filme é lindo, lúdico, fantasioso e nos faz pensar no que é necessário para viver. Depois da minha ida a Etiópia e agora no final do ano para a Colombia, me deixou mais ainda com essa interrogação na cabeça questionando: o que realmente precisamos para viver e ser feliz?

Vale muito assistir e refletir sobre isso! Corre para o cinema antes que saia de cartaz!

O que é realmente necessário?

Imagens: Reprodução

Vocês viram que falei de uma das lojas maculinas mais legais que temos hoje aqui no Brasil, a Noir, Le Lis, lembram?
Pois bem… além de roupa os caras agora entram com um pé no mundo da arte e abrem o seu espaço no segundo andar na grande loja ali na Bela Cintra, nos jardins, para receber exposições.

Hoje rola a abertura da expo do meu quase conterrâneo – pernambucano, Thomas Baccaro ” New York Street View” . A fotógrafo capturou momentos de pessoas em seu cotidiano em uma das mais fascinantes cidades do planeta – quando falamos em capitalismo, informação e mercado.
Através de uma Rolleiflex de 1970, Thomas fez fotos no formato 6×6 e pelo visto emoldurou com uma pegada Polaroid, deixando as laterais e o canto superior menores do que a base.

O meu querido Marcelo Cintra é o curador da expo que abre hoje a partir das 7:30pm na Bela, também Cintra.

Tem mais infos no convite abaixo:

Estilo e moda de rua de hoje com técnica de antigamente.

Imagem: Reprodução