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Artigos da categoria: PRATELEIRA

No início da semana, fui a convite de Lalai Persson e Facundo Guerra, conhecer um novo espaço que está no miolo dos Jardins e Bela Vista, mas confesso que nunca tinha visto. Eis o Mirante 9 de Julho. Sim, um mirante antes abandonado que dá para a avenida que liga o centro, passando pelos jardins e acabando no Itaim. Literalmente no meio da cidade.

Confesso que desde que cheguei em São Paulo há 14 anos, nunca tinha sequer percebido. Já passei em cima, já passei em baixo, mas o grande lance é: o mirante está exatamente entre a avenida que carrega o nome e o viaduto que vem da região da Fundação Getulio Vargas e a Rua São Carlos do Pinhal, e liga à Rua Antonio Carlos, que logo cruza a Frei Caneca e chega a Augusta. Hoje batendo o olho e reparando, enxergo o espaço e suas janelas com vista para o Centro da cidade, além do projeto arquitetônico na entrada dos túneis que hoje está escondido por arbustos e algumas grades para não deixar pedestres cruzarem a movimentada avenida. Além disso, o espaço de 150m2 é abraçado pelo MASP que está logo acima na Avenida Paulista e pelos chafarizes da 9 de Julho que faz parte do que podemos chamar de complexo, que engloba mirante e chafarizes e juntos estão sendo reformados por Facundo Guerra e a MM18 Arquitetura de Marcos Pualo Caldeira e Mila Strauss, em parceria com Subprefeitura da Sé.

Na visita guiada ao que será um espaço cultural, Facundo e Marcos me contou muito de como começou a saga até chegar ao que está lá hoje. Quando lá chegaram, encontraram tudo abandonado com três ou quatro famílias carentes vivendo no grande espaço, tratando aquilo como privado, sendo que é algo público e que foi deixado de lado pela prefeitura – clássicos do Brasil, e claramente invadido por moradores de rua. Primeira tarefa? Realocar essas pessoas, cortar todos os arbustos que escondiam o mirante, cercar o lugar e claro, fazer a limpeza completa e restabelecer o sistema de esgoto. Tarefa árdua, mas feita com primor. Hoje o lugar está leve, limpo, com vidros que barram a poluição vinda da avenida através das janelas, banheiros bem instalados, iluminação que valoriza a arquitetura e sim, ideias fantásticas de um dos caras mais legais que essa cidade pode ter. Sim, ele mesmo, Facundo Guerra. Para quem não sabe, ele é o responsável pelo Grupo Vegas que tem Lions, Yatch, Riviera, Vegas, Z Carniceira, Volt, Cine Joia, PanAm, Frank Bar e mais um monte de coisa legal que só ele sabe fazer! O cara é bom!

Voltando ao Mirante 9 de Julho, é lindo ver esse tipo de coisa sendo feita com inciativa privada, sem depender de instituições financeiras. Assim a coisa se torna livre e claro, tem um leque ainda maior de temas a serem abordados no espaço cultural. Facundo comentou que entre as ações, haverá um cinema que terá uma sessão chamada 4:20, passando filmes ligados ao tema. A ideia veio com uma homenagem a escadaria que dá acesso ao Mirante, chamada carinhosamente pelos adeptos de Escada da Maconha. Quando que uma instituição financeira bancaria essa sessão? Nunca…
Ou seja, o dinheiro é dos caras – com ou sem empréstimos, e claro, conta com a ajuda e o aval da Subprefeitura da Sé que tem Alcides Amazonas a frente.

Com abertura marcada para o dia 23 de Agosto, a ideia do Mirante é ser um lugar democrático, de livre acesso, mas com hora para fechar, funcionando de terça a domingo das 10h às 22h. Na programação haverá exposições, shows, mostras, cinema, fotografia, sendo de fato um espaço de movimentos artísticos de performance. Para a abertura, o Coletivo Rolê foi escalado para mostrar suas obras fotográficas de São Paulo que a turma faz há anos… entre eles, o talentoso João Sal.
Para movimentar o lugar, haverá o Isso é Café com ótimos blends e aquela boa e velha história do café coado que vocês podem ler na #1 do VIC&CO Post que já está circulando em SP. Além disso, um restaurante também abraça o lugar mas ainda não sei grandes informações sobre quem vai estar lá, qual comida, … mas não vejo a hora de comer com uma bela vista, em um lugar novo e iluminado como é o Mirante. Thanx Facundo e MM18!

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A curiosidade mais legal sobre tudo isso? Numa onda arqueológica, os caras bateram um martelo em uma parada e acharam uma escada toda em madeira em ótimo estado datada em 1932. Ela liga o topo do mirante a entrada do túnel, ficando pouco abaixo das avenidas. Desci lá e a sensação foi demais… ouvir e ver os busões que passam a milhão da Av. 9 de Julho do seu lado é simplesmente genial. Uma experiência dentro de uma cidade como São Paulo, em um espaço público, no meio de duas avenidas extremamente movimentadas. Confesso que nunca imaginei ver e ouvir isso! Peguei algumas fotos de acervo e claro, fiz algumas por lá mostrando como ele está hoje, limpo e bonito… se liga:

 

Para ficar por dentro dos próximos passos dessa turma e na programação cultural do novo espaço que São Paulo vai ganhar, fica de olho no @mirante9dejulho e no @facundoguerra, e também pela fanpage dos caras no facebook.


Serviço:

Baixo do Viaduto Bernardino Tranchesi, 167, Bela Vista
Tel: 11 3111.6342
Entrada gratuita
Capacidade: 350 pessoas
mirante.art.br

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Por mais pessoas assim, por uma São Paulo melhor… lindo de ver isso acontecendo! Parabéns Facundo e MM18

Fotos: Acervo + @victorcollor

Eis que em 1967, já com Sean Connery estampando You Only Live Twice, o quinto filme do que viria ser a maior saga da história do cinema, entra em cartaz Casino Royale. De cara você acha que tem alguma coisa a ver com o primeiro filme com Daniel Craig de 2006, certo? Se engana.

Com base na Jamaica, Cassino Royale é a primeira novela escrita por Ian Fleming aonde apresenta o personagem com a sigla 007. Sigla que nada mais era do que o número da linha de ônibus que passava diariamente em frente a casa do autor, chamada Goldeneye – sim, esse também é o nome do primeiro filme de Pierce Brosnan em 1995.
A partir dai se dá início a uma série de livros e após a sua morte, adaptações do personagem em missões do gênero.

Em 1960, o produtor Charles Feldman já havia adquirido os direitos de produzir Casino Royale, e como “Cubby” Broccoli e Harry Saltzman já estavam com o sucesso de Sean Connery nas telonas, foi tentar uma produção com os donos da EON Productions – lembram do documentário Everything Or Nothing que conta a história dos livros de Fleming para as telonas?
A negociação não rolou e acabou que Feldman resolveu produzir mesmo assim, com uma pegada mais engraçada do que os filmes já conhecidos pelo púbico.

Com um elenco de primeira com David Niven no papel de James Bond, a eterna Bond Girl Ursula Andress, Petter Sellers e até mesmo Woody Allen, o filme entra para a lista dos cults e tem 5.2 como nota no IMDB.
É sátira pura e se você gosta de James Bond, vai se divertir com esse outro ponto de vista mais leve e “barato”.

O que realmene me levou a escrever esse post foi um achado no youtube. Um fã resolveu fazer um vídeo que mescla imagens de Casino Royale de 2006 com o trailer de 1967, mantendo a pegada da época com imagens mais granuladas, . Ou seja, são imagens editadas do “novo” como tivessem sido gravadas na época, além claro, de tentar traduzir uma comédia ao invés de um clássico filme de James Bond.

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As infinitas histórias sobre o maior e mais longo personagem do cinema.

Imagens: Reprodução

Lembram que falei aqui em primeira mão em março sobre o teaser que saiu de SPECTRE, o novo filme de James Bond? Pois essa semana saiu o trailer oficial com 2’30”de duração mostrando ao que o filme vem.

Já comentei por aqui que esse filme tem que ser muito bom e ter algo de fato que nos amarre e insira no universo de Bond. Digo isso depois do bem mais ou menos Quantum of Solance e o OK Skyfall.
Voltando ao trailer, agora sim dá pra ver Daniel Craig a bordo de carros, perseguições, gadgets e tudo o que o universo do agente mais famoso do mundo nos oferece ou ao menos nos deixa com a imaginação lá longe.

Como Bond Girls, a bombshell italiana de sangue quente Monica Bellucci e a atriz francesa Léa Seydoux com um ar mais de menina vêm para alegrar os nossos olhos.

Não estava com tantas expectativas, mas depois desse trailer a coisa aumenta, ainda mais com o diretor Sam Mendes ter dito que esse pode ser o último filme da série que irá dirigir… vamos esperar para ver.
Quem que eu estou enganando, não é mesmo? Qualquer fã de James Bons irá ao cinema ver de perto, nem que seja para falar mal se não gostar, mas vai de qualquer jeito… Boys with toys!

Nos vemos em outubro James.

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Para animar essa quinta-feira, achei umas fotos de Léa Seydoux fotografada pelo genial Mario Sorentti em 2013 para a Lui Magazine que mostra bastante “coisa” da nova Bond Girl. Se liga:

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Mexida ou batida Mr. Bond?

Fotos: Reprodução

 

Posso dizer que na segunda eu tive a honra de saber um pouco mais sobre a vida dessa cantora que já admirava muito e hoje acho ela a maior cantora de todos os tempos.

Assim como vocês viram aqui em Chef’s Table, dessa vez o Netflix pegou a vida de Eunice Waymon, mundialmente conhecida como ninguém menos que Nina Simone para abrir como se fosse um livro. What Happened Miss Simone? é um documentário completo com mais de 1’30” que fala da infância e as primeiras notas de piano na igreja com sua família, passando pelo racismo do mais cruel no sul dos Estados Unidos, a relação agressiva com o marido, o excesso de trabalho, o dinheiro, a luta contra o preconceito e pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos ao lado de Matin Luther King e Malcolm X.

Muito bem produzido, o documentário que tem a ótima nota de 7.9 no IMBD, explora inúmeras entrevistas gravadas em vídeo e audio para estampar a vida de Nina que após anos sofrendo racismo e após se “aliar” a lideres da luta pelos direitos civis, passou a compor músicas somente com discursos políticos, indo contra o sistema e por sua vez, colocando sua carreira no showbiz em risco, até o ponto de largar tudo e ir morar na Libéria na África, se sentir em casa e nunca mais querer voltar para os “United Snakes of America”.
Após esse tempo ela volta a Suíça para se apresentar no Montreaux Jazz Festival e depois a vida decadente na França, e o seu fim em 2003.

Um documentário lindo que mostra a estrela e a loucura da maior cantora de todos os tempos, onde a vida real se mistura à vida em cima de palcos, que sem dúvida alguma, tiro meu chapéu para sua história!

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Que esse discurso viva pra sempre…

Fotos: Reprodução

Vocês lembram que falei aqui sobre os relógio antigos e aonde encontráa-los em São Paulo na StiloArt. Além disso, se possível, a ideia de ter uma peça antiga é muito mais legal do que ter uma recém saída da loja ou da fábrica, afinal se torna muito mais exclusiva e claro de difícil acesso. Além disso, ao longo dos anos certas coisas ganham marcas que só o tempo pode dar. No caso dos relógios antigos, além do desenho e tamanho distintos, o luminoso do mostrador era feito com Tritium, e que ao longo dos anos, dependendo da forma que foi guardado, ficava mais bonito e ganhava mais “vida”. Mais bonito? Sim, caso o relógio tenha passado anos guardado e sem contato com a luz, essa substância ia adquirindo uma coloração amarela que em alguns casos chegava em um amarelo terroso, e nem sempre de uma forma homogênea, com alguns mais escuros e outros menos. Pode chamar de um erro de fabricação? Talvez, mas são coisas que ficaram na época e é isso que deixa a coisa ainda mais legal. São coisas assim que o tempo dá e não está na nossa mão. Hoje os relógios são feitos com Super-LumiNova e aparentemente, da mesma forma que pensaram no Tritium, sempre terão a mesma cara e não “ganharão” vida ao longo dos anos.

Partindo dessa ideia de relógios antigos, marcas do tempo e o tesão de possuir uma peça como essa que sempre valorizo por aqui, a Tudor entra em jogo com o seu Heritage Black Bay One de edição especial. Vocês lembram que falei da relojoaria suíça aqui e como ela tem aparecido bastante no mercado com campanhas muito legais e novos modelos, além da marca mãe, a Rolex, estar tentando desvincular a filha de si. Para quem não sabe, a Tudor sempre foi considerada uma segunda marca e mais barata dentro da renomada Rolex e usava a mesma caixa, mesma coroa e até mesmo em alguns casos a mesma pulseira dos Oyster da marca mãe. De fato uma segunda marca, mais barata mas de qualidade muito boa. De uma forma ou de outra, isso era um charme para os compradores de Tudor. Tem aquela pegada Porsche e Volkswagen que falei aqui, lembram?

A Tudor apareceu com Heritage Black Bay One com edição única e irá participar do leilão beneficente Only Watch em Genebra na Suíça para arrecadar fundos para a pesquisa e tratamento da distrofia muscular Duchenne. Simpáticos, não?
O modelo atual segue a mesma pegada do modelo de 1954 que foi o único relógio de mergulho à corda manual feito pela marca.
Esse é exatamente o modelo que se espelha na marca mãe, o Rolex Submariner Big Crown – sem os detalhes em vermelho, o mesmo usado por Sean Connery em Dr. No, mas que ganhou mais notoriedade em Goldfinger na cena inicial, ao acender o cigarro e com a luz do isqueiro ver a hora de uma bomba plantada por ele explodir. Deu pra entender a semelhança entre mãe e filha?

Voltando a falar das marcas que só o tempo dá e a coisa vintage valorizada cada vez mais nos dias de hoje, o mostrador vem com o luminoso Super-LumiNova mas em tonalidade amarelada, a mesma que só os anos deram ao Tritium guardado em cofres e gavetas. A coroa também cresceu um pouco e ainda foi adicionado marcações em vermelho no mostrador e no bezel, também visto muito em modelos hoje muito raros – e caros, da marca mãe.

Gostaria muito de ver o modelo e ter contato, mas ao que parece ele não passará belo Brasil e no dia 7 de Novembro ele irá para a casa do felizardo que vai ajudar na pesquisa Duchenne e ter uma peça única. Genial!

tudorwatch.com e fica ligado no Instagram dos caras.

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Os antigos são eternos…

Fotos; Reprodução

Coisas engraçadas acontecem e é assim que a vida nos alegra.
Há pouco tempo, um amigo me falou que eu tinha obrigação de assistir o documentário Sal na Terra que conta a trajetória do fotógrafo brasileiro que tanto admiramos por aqui. Com essa “ordem” ele me fez lembrar dos meus dias na Etiópia, Papua Nova Guiné e nas ilhas remotas da Indonésia, sem contar dos longos dias de uma Índia mágica que vocês viram aqui.
Tempo passou e a ideia de ver no cinema se foi por água abaixo, pois infelizmente o que fica muito tempo em cartaz são filmes em sua maioria fracos, mas de sucesso de público, super heróis, etc.

Finalmente comecei a assistir ao doc em casa, largado no sofá. Ele está presente tanto na Apple TV quanto no Net Now, sendo que em um por alguns dólares a mais e o outro por uns reais a menos. Dei início ao que me fez mudar de opinião sobre Salgado e vocês vão entender o por que.

Lembro de uma história que minha mãe conta quando foi ao Parque Nacional do Xingu, aquele que falei aqui sobre os Irmãos Vilas Boas, lembram? Geralmente em Agosto no atualmente chamado Parque Nacional do Índio que infelizmente diminui a cada ano devido ao sistema capitalista, acontece o Quarup, que são cerimônias de mortes que os índios prestam àqueles que tiveram um papel importante na comunidade. Foi pra lá que ela se mandou. Se organizou junto aos órgãos responsáveis e quando ela entrou no pequeno avião da FUNAI, quem estava lá? Ele mesmo, Sebastião Salgado.
Fiquei em choque com a notícia e fui cheio de perguntas querendo saber cada detalhe até que ela comenta que ele não trocou grandes ideias, foi fechadão e quando ia fotografar só queria índios ao seu redor e claro, a sua equipe além do pessoal dos órgãos responsáveis. Fiquei triste que não houve uma troca e por isso acabei achando ele chatão por tabela…

Comecei assistindo ao documentário de um cara que até então achava chato, mas de fotos e trabalhos brilhantes, deitado no meu sofá. Em algum momento eu dormi – sim eu durmo em filmes em casa, e me restaram 30 minutos para o fim. Ontem por fim eu tive o prazer de assistir ao documentário completo no Reserva Cultural, cinema na Avenida Paulista que conta com filmes incríveis e que não são blockbusters de estilo Cinemark, sabe? Ou seja, comecei em casa e acabei no cinema… coisas engraçadas!
Só resta hoje e amanhã para ver o filme na telona… clica aqui para ver ingressos e horários.

Voltando ao assunto, em conversa por ai, sempre ouvi que ele havia saído do Brasil e pouco valor dava a essa terra após anos passados na França. Depois de assistido ao doc, sim, faz sentido. Ele sai do Brasil nos anos 60 e é lá que ele cria suas histórias, sua família, sua via, … é lá aonde tudo aconteceu pra ele e sim, ele está mais do que certo de ter sua base lá, por que não?

O doc é mágico e te leva adiante e faz pensar em inúmeras coisas da sua própria vida. A direção genial de Win Wenders junto com o filho de Sebastião, Juliano Ribeiro Salgado, nos leva, através de silêncio e imagens, para uma outra esfera, com os comentários do fotógrafo, passando por cada uma delas, além da narração dos dois diretores. No fim, é uma grande produção entre amigos geniais que toca o público de uma forma suave e delicada, que não te deixa piscar os olhos.
Com início da ilha de Irian Jaya, a parte da Papua do lado da Indonésia, o doc mostra uma pequena jornada com o fotógrafo que serve de muita inspiração para os meus trabalhos, e sim, me lembrou os dias nas florestas da Papua Nova Guiné, alguns quilômetros para o leste.
Depois disso só vem história, o nascimento e a vida em Minas, a ida para São Paulo, o casamento com Lelia, sua mulher, fiel escudeira e representante de 50% do trabalho do fotógrafo –  achei demais eles deixarem isso claro, que sem ela muita coisa não seria possível. A venda de tudo para comprar equipamentos fotográficos, o trabalho em Londres, o nascimento do primeiro filho, as viagens, o nascimento do segundo com síndrome de down, … enfim, contando cada caso relevante que fez mudar o curso da sua vida. Nem sempre coisas boas, mas coisas que calejam e nos fazem pessoas melhores.

Se entra então em cada detalhe dos trabalhos, dos livros, África, Trabalhadores, Kuwait, Êxodos e por fim, Genesis. É genial ver e entender o que cada um representou para o fotógrafo e a forma que ele passou a enxergar o mundo ao fim de cada “ciclo” como fotos que podem ser belas, mas de realidades dura e triste. Além de mostrar que cada projeto novo se amarra a algo aprendido e enxergado no trabalho passado. O fim, é uma surpresa linda e que nos deixa uma mensagem, que temos o dever de passar adiante para as próximas gerações… assistam para entender, vocês vão ver que vai muito além da fotografia!

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Completamente encantado!

Fotos: Reprodução

No primeiro filme da maior saga do cinema, Sean Connery interpretando “the one and only” James Bond deixa claro a elegância que iria tomar conta de todos os filmes até os dias atuais com Daniel Craig – mesmo se inspirando em Frank Bullitt, lembram que falei disso aqui?
Em uma das primeira aparições do agente, ele conta que seus paletós são todos feitos sob medida na Savile Row, rua em Mayfair no centro de Londres famosa por fazer os costumes mais bem cortados e os melhores alfaiates do mundo… não podemos esquecer que estamos falando dos ingleses e sua elegância. Falando um pouco do mundo pop, era lá o escritório da Apple, não a do iPhone, mas sim a gravadora dos Beatles, e foi lá que aconteceu o último show dos caras, já com todos os integrantes mal se olhando, na cobertura do prédio.

Film 'JAMES BOND: DR. NO' (1962) SEAN CONNERY Directed By TERENCE YOUNG 05 October 1962 CT3206 Allstar/Cinetext/UNITED ARTISTS **WARNING** This photograph can only be reproduced by publications in conjunction with the promotion of the above film. For Editorial Use Only Entertainment Orientation Vertical Stood half body Film Still Action Gun in Hand

Voltando a Saville Row, acabei de achar esse filme que a The Wool Company, a maior organização de tecidos de lã, fez no ano passado para divulgar a então revolucionária lã fria (cool wool) que mesmo depois de viagens, malas e horas de vôo, você vai estar com um visual sharp.
O curta é gostoso, uma trilha ótima e aponta alguns dos parceiros da organização que usam os tecidos como John Lobb que só faz paletó sob medida, Henry Pool & Co, a Anderson & Sheppard que está lá desde 1906 vestindo homens elegantes, a Lock & Co que pelo visto tem chapéus ótimos e a Budd Shirtmakers com camisas impecáveis.

Esse curta me fez voltar a ter um pensamento que considero uma das coisas impossíveis na vida. A ideia de ser um turista no Brasil, não falar português e marcar uma viagem para Rio completamente apaixonado por uma brasileira… esses são pensamentos que sempre tenho no Rio de Janeiro, aonde penso o quão legal seria a experiência de ser um gringo por lá… as praias, as mulheres, favelas, caipirinha, a tal da ginga do brasileiro… Enfim, acredito que nem em um sonho vou ter essa experiência.

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Escrevendo esse post e fazendo pesquisas sobre o assunto, me deparei com esse vídeo da mesma Lock & Co que falei acima, e eles afirmam ter criado o famoso chapéu Bowler Hat. Voltando a falar do mundo pop, quem não lembra da regravação de The Thomas Crown Affair com Pierce Brosnan confundindo todos os policiais no Metroplitan Museum com um chapéu desses? Modelo esse que faz alusão a pintura Son of a Man de René Magritte, ao som de Sinner Man da inconfundível Nina Simone.

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Referências nunca são demais…

Imagens: Reprodução