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Artigos da categoria: PRATELEIRA

Esse ano o Oscar reservou um espaço paro o seu lado romântico ficar satisfeito. Baseado no livro de mesmo nome, o filme nos mostra uma história de amor com um diferente cenário. Ambientado na década de 50 e com Nova Iorque de plano de fundo, essa moderna fábula ficou muito bonita e bem feita. Achei legal Brooklyn entrar na corrida de melhor filme, mostrando que um simples filme pode ter muito a oferecer.

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Sinospe: Uma jovem irlandesa (Saoirse Ronan) se muda para o Brooklyn em Nova Iorque para tentar uma vida melhor. O começo é muito difícil, pois deixou sua família pra traz e sente muita falta. Mas com o tempo ela consegue se adaptar e conhecer um novo amor. Mas quando uma tragédia familiar à leva de volta à Irlanda, ela passa a ter um dilema difícil, que irá obrigá-la a tomar uma decisão importante.

Feito com muito cuidado, elegância e charme, o filme nos transporta para o Brooklyn dos anos 50. Uma bela historia de amor ao estilo antigo de se fazer cinema. Uma menina Irlandesa imigrante tenta uma vida melhor em Nova Iorque, e até que consegue se virar, mas uma tragédia a obriga a voltar e enfrentar seu passado e futuras decisões. O filme nos mostra muito bem o sofrimento, angustia e medo passado pela personagem principal, e os problemas enfrentados quando alguém chega em uma cidade nova e não conhece nada nem ninguém. Serve também como um ótimo romance, mostrando com simplicidade a relação dela com o bombeiro italiano, e seu drama sobre uma decisão que ira influenciar o resto de sua vida. O filme reconstitui muito bem a época, tem uma ótima trilha sonora e desenvolve muito bem seus personagens, rendendo além de indicações de melhor filme e atriz, melhor roteiro adaptado.

O elenco está muito bem, com atuações convincentes e destaque pra Saoirse Ronan que leva o filme nas costas. Ela é uma excelente atriz, que apareceu em 2007 com uma atuação marcante no filme Desejo e Reparação, que lhe rendeu uma nomeação pela academia. De la pra cá teve outras aparições notáveis, além de ter estreado esse ano na Broadway.
Julie Walters, que contracena com ela no filme, comentou em uma entrevista que vendo ela atuar, deu vontade de voltar a estudar artes dramáticas. Belo comentário de uma das melhores atrizes britânicas e depois dessa, eu tiro o chapéu pra Saoirse!

// Curiosidades:
Apesar de ter nascido em Nova Iorque, à atriz principal foi criada na Irlanda e pôde usar o seu sotaque irlandês pela primeira vez na carreira. Com o sucesso do filme, sendo vendido no Sundance Film Festival a um valor recorde de 9 milhões de dólares, uma serie de TV está sendo criada.

Por José Mariano Raggio

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Que fotografia!

Imagens: Reprodução

 

Cinéfilos de plantão, esse é o tipo de filme que quanto menos você souber, melhor. Eu #adoro assistir a um bom trailer (de comedia é um perigo, pois entregam as melhores piadas), mas às vezes pode estragar a surpresa que é o filme. Como sabia pouco sobre o filme, acredito que seu impacto foi maior. Tudo que eu vou escrever aqui esta no trailer, então qualquer coisa foi culpa dos produtores.
Ele aborda um tema difícil e polêmico, numa perspectiva completamente diferente, gerando, como diria os locutores de futebol, FORTES EMOÇÕES. O filme teve 4 indicações ao Oscar: filme, diretor, roteiro adaptado e melhor atriz, levando pra casa somente o ultimo. Além do trabalho incrível de Brie Larson, vale o destaque pra atuação realista de Jacob Tremblay, de apenas cinco anos.

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Sinopse: Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) estão confinados num quarto. Ela foi sequestrada 7 anos antes por alguém chamado Nick (Sean Bridgers), engravidando 2 anos depois. Agora com ajuda de seu filho de 5 anos, eles vão tentar escapar deste cativeiro.

 

Adoro ver um filme com algo de novo ou algo pra acrescentar. Esse filme, baseado num livro de Emma Donoghue, conseguiu atingir isso tanto no tema quanto na abordagem. São raros os filmes sobre esse assunto, ainda mais na visão do sequestrado. Através dos olhos do menino, vemos o cotidiano naquele quarto. Vemos a mãe explicando o “mundo” pra Jack, e entrando em desespero com seu amadurecimento. O sequestrador mal aparece, criando ainda mais suspense. Pra melhorar o filme é dividido em duas partes, durante e depois do confinamento. O “amor de mãe” faz com que ela crie coragem e com ajuda dele, saia desse aprisionamento. A partir dai Jack é apresentado ao “novo” mundo, mudando o ritmo do filme. O filme tem cenas muito bonitas e angustiantes, misturando drama psicológico e suspense. Tarefa nada fácil e pontos pra esse ate então pouco conhecido diretor, o irlandês Lenny Abrahamson.

Vamos falar sobre a categoria que nós homens piramos: melhor atriz. Tinha duas preferidas paro o Oscar, Cate Blanchet (vai ser sempre que concorrer) e Brie Larson. Adorei a atriz! Linda e talentosa (psicopatamente já li sua biografia inteira #ninguemperguntou). Ela dá um show, mostrando com trejeitos e expressões, todo seu sofrimento, angustia e coragem. Eu não consegui parar de olhar pra ela, e isso mostra o quanto ela conseguiu passar de emoção no papel. Achei legal a indicação pra umas das mais belas atrizes do cinema Charlotte Rampling, que esta ótima no filme 45 anos. O problema é o filme, possivelmente o mais chato que vi esse ano, e tão lento, mas tão lento que às vezes achava que estava no pause de tanto que a historia não andava. Jennifer Lawrence ta ótima também no Joy, mas calma Hollywood, ela é so uma ótima atriz. E por ultimo Saoirse Ronan, que mostrou de novo seu potencial, e encantou a todos no romântico Brooklyn (critica em breve).

Um ótimo pequenino independente drama/suspense valido pra todos. Não é uma obra prima, nem meu preferido da lista de indicados pro Oscar, mas causou impacto e surpreendeu. Agora, vamos às curiosidades:
A atriz Brie Larson ficou um mês em casa sem celular e internet pra entrar no clima da personagem. Durante toda filmagem, não lavava o rosto pra realmente mostrar que estava sem maquiagem (já ta linda sem, imagina com). Passou horas e horas com uma especialista em traumas, aprendendo tudo sobre vitimas de situações parecidas. Foda ela, né? Também achei! Só um pouco metida, mandei e-mail chamando pra sair e não respondeu até agora… #grossa.

Por José Mariano Raggio

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Mais um para a lista!

Imagens: Reprodução

Sim, o filme desta semana fala sobre a crise financeira de 2007/2008. Apesar da temática hipnotizadoramente desinteressante, o filme fez um bom trabalho. Nessa mistura de comedia, drama e documentário, o diretor conseguiu contar uma historia bastante complexa de um jeito simples e com humor. Hoje em dia é difícil achar comedias boas, e esse filme surpreendeu positivamente. Não era o melhor dos 8 concorrentes, nem pra mim nem pra critica, mas fez sucesso. Primeira coisa importante: ganhou dindin! Ate ai, show de bola. Produtores do filme – que inclui Brad Pitt, devem ter PIRANDO. Segunda coisa importante: foi ter recebido boas criticas e conseguido receber muitas indicações e prêmios ao redor do mundo. Ta bom né? Eu também ficaria satisfeito.

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Sinopse: Michael Burry (Christian Bale) descobre que o sistema imobiliário esta quebrado, e decide apostar contra ele. Isso gerou muito desespero para seus investidores, pois ninguém nunca havia apostado contra esse sistema que é tão solido. Quando o corretor Jared Vennet (Ryan Gosling) descobre isso, ele compra a ideia e oferece para seus clientes. Um deles é o inteligente e excêntrico Mark Baum (Steve Carell), que esta passando por muitos problemas após o suicídio do irmão. Além desses, dois iniciantes no mercado percebem a oportunidade e vão recorrer à ajuda de outro gênio do mercado (Brad Pitt).

O filme conta a historia de personagens do mercado financeiro que conseguiram enxergar a crise de 2007/2008 antes de todo mundo. Tinha tudo pra ser chato pra c******… mas não foi. Fingiu que nós éramos extremamente burros e explicaram tudo direitinho nos mínimos detalhes. Com direito a personalidades famosas (Margott Robbie, Selena Gomez, Anthony Bordain) convidadas especialmente pra explicar algumas coisinhas que geraram duvidas pra 99,9% dos telespectadores. Foi algo inédito que ajudou a dar o tom de comedia para o filme. Aliás, vamos falar do tom do filme? Tem um ritmo alucinante, com roteiro rápido, com edição vibrante mesclando cenas reais de noticiário e de youtube, com cenas de ficção. Conseguiu falar sobre um tema chato e com língua própria, deixando bem explicado, engraçado e espirituoso. Não é atoa que ganhou o Oscar de melhor roteiro adaptado.

Outro ponto positivo foi a ajuda de um “dream team” de atores. Vamos começar com Christian Bale. Sim, o Batman! Versátil e talentoso, ele se transforma em cada filme, e com esse não foi diferente. Em uma linha tênue entre o caricato e uma ótima personificação, ele fez um Michael Burry perfeito (o cara era exatamente esquisito como ele está no filme). Concorreu pra melhor ator coadjuvante, mas perdeu para Mark Rylance, por Ponte de Espiões.
Minha atuação preferida foi do Steve Carrel. Explosivo, pirado, mal-humorado e com pavio curto, seu personagem rouba a cena sempre que aparece. Tivemos ainda o ator do momento e galã Ryan Gosling (calma mulheres), que esta bem, mas em um papel parecido com outros que já fez antes. E faltou ninguém menos que Brad Pitt, que aparece em um papel minoritário só pra marcar presença. Vale a pena falar do diretor Adam McKay, conhecido por comédias estreladas por Will Ferrell. Com A Grande Aposta, o diretor conseguiu fazer seu melhor filme, com direito à nomeação de melhor direção.

Como sou tetra campeão brasileiro de curiosidades, aqui vão duas delas:
• Christian Bale, conhecido por ser super dedicado e integrante do chamado “method acting” (ator que se transforma e VIVE o personagem), usou a roupa do verdadeiro Michael Burry durante o filme todo. Durante uma conversa entre eles, Bale pediu a roupa que o cara estava usando.

• Além da roupa, o olho de vidro visto no personagem não era efeito especial, ele descansava um olho e mexia o outro através de comando. Bizarro!

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Por José Mariano Raggio
Fotos: Reprodução

Vocês me conhecem e sabem o quão purista eu sou e como as coisas funcionam por aqui. Tudo é feito com muita verdade e caso não seja assim, a coisa não acontece. Vocês viram que lancei o #002 do VIC&CO. Post, meu jornal sazonal que em breve ganha a terceira edição, cheio de novidades que movem a cabeça do homem moderno.

Há quem pense que a coisa é toda feita no automático e com replicação de conteúdo. Se engana e aqui a coisa toda é feita artesanalmente, inclusive as entregas dos jornais. Sou eu quem vou pessoalmente em cada um dos lugares apresentar o projeto e a nova edição. Lugares esses que têm um cantinho especial e de fato, são frequentados por mim e claro, serve de dica para conhecer, provar, comprar, se hospedar, … enfim, nem que seja conhecer.

Abaixo a lista dos lugares que você pode retirar o seu #002 do VIC&CO. Post hoje, aqui em São Paulo:

Pinheiros:
Café Torra Clara
Le Jazz
Z Deli Sandwich Shop
Guest Urban Hotel
A La Garçonne
Cartel 011
Meats
Livo Eyewear
Minato Izakaya (em breve)

Jardins:
Cotton Project
Barbearia Cavalera
Hotel Maksoud
Frank Bar
Le Jazz
Meats
Ema por Renata Vanzetto
Prince Books Oscar Freire
Aragon Restaurante (em breve)
Ricardo Almeida (em breve)
B Luxo Vintage Shop (em breve)
ICI Brasserie (em breve)

Vila Madalena:
Barbearia Cavalera

Bixiga:
Barbearia Cavalera

Itaim:
Panerai / JK Iguatemi
TRE Bicchieri JK
Isola Bar JK
Barbearia Corleone (em breve)

Vila Nova Conceição:
BRNC Alfaiataria (Bruno Colella)
GW Studio & Gallery (Gabriel Wickbold)
Universo Marx – Autos Antigos
Barbearia Corleone (em breve)

Higienópolis:
ICI Bistrô

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Paper Boy!

Foto: @victorcollor

“And the Oscar goes to… SPOTLIGHT!” Éééé… tenho certeza que foi um choque pra uma “tchurminha” da platéia e de casa. Verdade seja dita, esse Oscar não estava certo pra ninguém. Só pro nosso querido e eterno Leo. Ahhh Leonardo… esse sabe de tudo. Já tava merecendo há muito tempo e não tinha grande concorrência esse ano. Mas enfim, melhor filme foi pra Spotlight. Essa é a questão.

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Sinópse: Historia verídica de um grupo de jornalistas, do Boston Globe, que tem a missão de investigar casos de pedofilia de padres na igreja católica de Boston.

Spotlight é o famoso oitão. Famoso nota 8. Um filme sem nenhuma novidade técnica nem artística. Uma direção padrão e tranquila, sendo filmada em grande parte internamente, dentro de escritórios. O que chama atenção no filme é a HISTORIA. Uma PUTA historia. Quais foram os sentimentos que tive durante a sessão? Espanto, raiva, indignação, angustia, tristeza, senso de justiça e depois de tudo isso, felicidade. Resumindo: bem emocionante. Mas o filme não cai na melancolia (alô Steven Spielberg) e não apela com cenas interminavelmente tristes com musicas lindas no fundo pra emocionar o público (alô Steven Spielberg). Ele é dinâmico, tem uma edição e diálogos rápidos e acompanhamos o desenrolar da historia tensos e atentos. Tem suspense desde o começo, deixando você cada vez mais interessado e mais amarrado na historia. Ajuda muito o fato dos personagens serem interessantes e corajosos, sendo interpretado por um elenco de respeito. As ótimas atuações são o trunfo do filme, mas nem todos foram lembrados. Dois deles concorreram ao Oscar na categoria coadjuvante, Mark Ruffalo e Rachel McAdams, mas sem nenhuma vitória. Achei justo apesar de não serem meus favoritos. Muitos falavam que era a vez de Mark Ruffalo, já na sua 4 indicação, mas não achei sua interpretação memorável. Michael Keaton que concorreu no ano passado por Birdman, e Liev Schreiber dão um show também, mas ficaram fora da corrida. O filme também ganhou Oscar de melhor roteiro adaptado, com seu estilo investigativo que lembra o clássico da década de setenta, Todos os Homens do Presidente.

No dia seguinte da cerimonia, o Vaticano deu uma matéria elogiando o Oscar de melhor filme para Spotlight. Quem diria hein! Disse que o filme mostra a dor e realidade dessas vitimas de abusos sexuais por padres católicos, e que não é um ataque direto à Igreja. Isso é verdade. Não posso entrar em muitos detalhes porque não quero entregar nada, mas o filme soube se posicionar, ainda mais com esse tema tão delicado.

O grande problema do filme é a falta de desenvolvimento dos personagens. Acaba que tira um pouco a alma da obra, deixando ele por vezes mecânico. Mas isso não o prejudicou, que é bom e traz uma questão importante. Não achei espantoso ele ter levado a estatueta dourada, sendo sim, um dos favoritos.

Olha eu aqui escrevendo essa critica ao invés de estar la agradecendo o meu Oscar de melhor critico do Oscar.

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Verdade seja dita…

Por José Mariano Raggio

O instagram é uma caixinha de surpresas, e essa última, é a nova série do talentoso e amigo Gabriel Wickbold intitulada Antes Nua Do Que Sua. Lembram das fotos que fiz dele para a minha exposição Old Boys em parceria com a Axe, além de falar um pouco mais sobre ele ser um dos caras mais legais aqui?

Pois é, Gabriel deu início a uma nova série, saindo um pouco do universo da arte e de suas fotos trabalhadas em estúdio, para algo mais real, mais verdadeiro, mais roots. Não que as outras não sejam ou tenham nenhuma dessas características que citei acima. A ideia é simplesmente uma fotografia mais crua, como um simples clique. O discurso do fotógrafo? “As fotos falam muito sobre a independência da mulher sobre o próprio corpo. As situações abordam a ideia de que homem nenhum pode ter direito sobre o corpo da mulher”.

Partindo disso, as fotos são feitas com luz natural, sem photoshop e vamos combinar, que um elenco simpático estampa a conta do instagram @antesnuadoquesua que já tem mais de 6k de seguidores em poucos dias de vida.

Entre elas estão Didi Wagner, Fernanda Paes Leme, Caroline Bitencourt, Victoria Opatrny, Renata Meirelles e mais um monte que vale olhar cada data;he de cada uma das fotos. Se liga… ou melhor, segue lá.

@antesnuadoquesua

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Tomou?

Fotos: @gabrielwickbold

Por José Mariano Raggio

Olá cinéfilos e adeptos ao Netflix e Itunes. Estamos próximos da mais conhecida, não necessariamente a mais justa, premiação do cinema. Uma noite de glória, vestidos caríssimos e muitos sorrisos falsos. Isso mesmo… é nesse final de semana, dia 28 de Fevereiro, que acontece a premiação do OSCAR. Como eu e você não fomos convidados esse ano (quem sabe ano que vem) o melhor que podemos fazer é ver (ou rever) os indicados. Não andaremos pelo tapete vermelho, mas participaremos da festa… da nossa maneira. Essas próximas semanas,  darei minha opinião sobre os concorrentes ao melhor filme. Apesar de não serem, na minha humilde opinião, os melhores de 2015, temos muita coisa boa. Semana passada, falei sobre o espetacular O Regresso, e hoje o escolhido foi Mad Max: Estrada de Fúria.

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Sinopse: Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road)
Em um futuro apocalíptico, Max Rockatansky (Tom Hardy) é capturado pelo ditador Immortal Joe (Hugh Keays-Byrne) e seus seguidores. Após sua fuga, ele se junta com Furiosa (Charlize Theron) e as noivas de “Joe”, que querem cruzar o deserto de volta para sua cidade natal, visando uma vida melhor. A partir dai começa uma caçada mortal, onde todos iram lutam pra sobreviver.

Lembro de assistir e pirar quando algum dos filmes da trilogia Mad Max passava na sessão da tarde na Globo. Dirigido pelo australiano George Miller e estrelado por ninguém menos que Mel Gibson, a saga de Max começou em 1979, o segundo em 1981 (o melhor de todos na minha opinião) e terminando em 1985. Esses filmes obviamente catapultaram a carreira dos dois, e fizeram com que seu protagonista virasse o astro mundialmente famoso.
Falando desse novo momento, a sua pré-produção começou em 1997, e para a minha tristeza, teve muitos problemas e atrasos. Como Mel Gibson ficou velho para o papel, chamaram o ator inglês do momento Tom Hardy (O Regresso, A Origem, Batman 3). Ele esta muito bem no papel, mas não tem o carisma de Gibson. Embelezando o elenco está Charlize Theron, que vale lembrar que possivelmente é uma das mulheres mais bonitas do mundo. Ela tem uma atuação marcante em um de seus melhores papéis, interpretando a heroína Furiosa, tentando a todo custo salvar as “noivas” e a si mesma. Forte, corajosa e determinada ela me fez lembrar outras heroínas do cinema, como a Ripley (Sigourney Weaver), da franquia Alien.

Vamos ao filme! Isso sim é o que podemos chamar de ação. Confesso que fiquei chocado com alguns detalhes: os efeitos especiais são de primeira linha e tem cenas de ação extremamente bem feitas, as perseguições automobilísticas são claras e bem coreografadas, fazendo tudo parecer muito real. Com cores quentes, roupas e carros estilosos e uma fotografia impecável, o mundo apocalíptico está perfeito! Outro ponto positivo é a trilha sonora que acompanha perfeitamente o frenesi do filme.
Apesar do roteiro simples, ele é bem amarrado e traz temas atuais. Um mundo destruído por nós seres humanos, a escassez de ítens básicos como água e gasolina, e uma pessoa que se aproveita dessa situação (minoria rica) para controlar as massas (pobres). O que me chamou a atenção também foram os “war boys”, jovens que se sacrificam em nome de “Joe” para buscar a felicidade em “outra vida”. Lembra muita coisa dos nosso dias atuais, não?

Não só a imprensa americana caiu de amores por esse filme, mas também críticos do mundo inteiro, sendo ovacionado em Cannes, o festival mais chique e com mais glamour do Cinema. Inclusive após de ver uma das cenas mirabolantes de ação, o aclamado diretor Robert Rodriguez (pupilo de Tarantino, #adoro), levantou da cadeira e perguntou “como diabos ele fez isso???”.

O filme ganhou mais de 370 milhões de dólares e já tem duas continuações programadas. Eu achei merecido todas as 10 indicações ao Oscar, e sem duvida é um dos meus favoritos a melhor filme.

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Vamos aguardar o dia 28 ansiosamente por aqui.

Imagens: Reprodução