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Artigos da categoria: > Cultura

E com a pegada que venho falando de Old NY, peças étnicas e todas essas pequenas coisas que estão em torno do lifestyle que levo, não poderia deixar de dividir isso aqui com vocês.

Depois de anos segurando a antiga TV de tubo, comecei 2014 em alta definição. Sim, até então não tinha essas modernidades: plasma, apple TV, HD, …
Finalmente eu e o Netflix somos melhores amigos e estou aproveitando para rever e assistir filmes clássicos que ainda não tinha tido a oportunidade de assistir.
A pegada Old NY e as coisas étnicas que citei acima? O que quero falar aqui é da trilogia dos filmes de Sergio Leone: Por um punhado de Dollares, Por uns Dollares a Mais e The Good The Bad and The Ugly, de 1964, 65 e 66 respectivamente.

Acho que todo menino, leia-se homem, deveria assistir a essa trilogia que conta histórias de caçadores de recompensa no velho oeste americano e o mais importante deles, Clint Eastwood bem jovem e cheio de estilo com ponchos, chapéu e botas incríveis. Já tinha assistido pequenas partes de cada um deles, mas nunca tinha parado para assistir e prestar atenção em todos eles em conjunto.
Conhecido também como Trilogia do Homem sem Nome ou Trilogia dos Dólares, os filmes somente têm em comum a fotografia, Clint Eastwood e Bang Bang, pois a história de um não tem nada a ver com os outros, inclusive aparecem mesmos atores interpretando diferentes personagens.

Tudo que você já viu de festa temática, velho oeste, filmes novos que tenham essa pegada e qualquer coisa relacionada ao tema” Cowboy americano”, com certeza todas essas coisas beberam na fonte do diretor Sergio Leone que por sua vez foi até o oriente beber na fonte de Akira Kurosawa.
A fotografia solitária dos desertos da região que divide os Estados Unidos do México combinam perfeitamente com as trilhas produzidas por Ennio Morricone e dão suspense às cenas de duelos entre caçadores de recompensa. As roupas são demais, com couro gasto, materiais de montaria, os cintos de revólver cheio de balas, as casas, charretes… tudo está relacionado! A pegada do estilo Old NY com essas peças e detalhes das casas, a pegada étnica também está presente com herança dos índios americanos que habitavam a região e claro, essa coisa masculina que nós homens nos divertimos ver, como uma bota entrando em cena em um duelo, um chapéu sendo bem colocado e com estilo, um fósforo sendo riscado na parede para acender um charuto encaixado na lateral da boca, enfim, são esses pequenos detalhes que tornam Clint Eastwood a trilogia de Leone em clássicos!

Assistam e não vão se arrepender.

Para quem não sabe, foi na fonte de Sergio Leone que Quentin Tarantino bebeu e assumiu ter bebido para fazer Django, que também tem essa pegada “Western” adicionado às suas pitadas modernas. Outra coisa… falei mais acima sobre a fonte que Leone foi beber em Akira Kurosawa, um dos diretores japoneses mais importantes e respeitados da história, certo? Pois também foi nessa fonte que Tarantino foi beber para fazer Kill Bill… ou seja, volto a dizer  que está tudo relacionado e  que Tarantino é um grande liquidificador em que mistura várias referências muito boas e o suco que sai é de alto sabor e alta criatividade na mistura das “cores”. É genial? Sim, ele também é!

Tem que assistir!

Imagens: Reprodução

Ontem assisti mais uma vez ao filme The Beach (A Praia) com Leornado Di Caprio bem moleque buscando aventura pelas ilhas da Tailândia.

Lembro que assisti ao filme de Danny Boyle quando saiu no cinema e eu ainda morava na Suíça… Eu, moleque, confesso que fiquei com medo do tal Duffy, interpretado por Robert Carlyle, e o responsável por trilhar a aventura de Richard (Di Caprio) até a tal praia.

Toda vez que assisto ao filme, enxergo beleza em novas coisas. Pouca gente percebe, mas a que mais me pega e a ideia de preservação, de cuidar do que realmente queremos manter/cultivar… É a velha crítica que gosto de fazer em relação a homogeneização do mundo, em que você viaja horas e horas para chegar em um lugar e ter a mesma comida, o mesmo serviço e até uma cama melhor que a sua. Tem noção para onde estamos indo? Tudo está ficando igual, aos poucos perdemos valores que realmente nos distinguem um dos outros, culturas, países, … triste realidade.

No post “Maria vai com as Outras” falo um pouco sobre isso e desse “conforto” que a maioria das pessoas têm em ir aos mesmos lugares e não conhecer coisas novas, ou seja, o já conhecido vira o lugar onde todos estão e vão. É o exemplo de Trancoso e Cabo Polonio que cito no post. Clica aqui pra ler.

Considerado um filme jovem, que alguns possa considerar bobo, além da ideia de preservação de algo inexplorado, há também relação entre pessoas em uma pequena comunidade, brigas, romances, desentendimentos, … além de deixar um morrer para não revelar o local da ilha como um pacto entre todos “habitantes” da ilha. São vários pontos e se você ainda não assistiu, vale a pena… e tem no Netflix em HD. Cheers!

 

Vídeo com a trilha do filme com All Saints : Pure Shores… aquela coisa meio paixão de verão, sabe? Se liga.

Clica AQUI

Sonho!

Imagem: Reprodução

Na semana passada li achei bem interessante o comentário que Nizan Guanaes soltou para a imprensa, no site da RG, sobre a busca de uma nova classe alta aqui no Brasil, e resolvi dividir um pouco da minha visão sobre isso.

A internet virou febre anos atrás e por fim, todos têm muita opinião sobre tudo e todos, ainda mais com os comentários e reações no facebook e claro, nos blogs por ai, que por muitos são considerados o lixo da “rede” com opiniões rasas e sem base alguma.

Esse ano já tivemos um “salve” quando na semana de moda de Nova Iorque houve a proibição de blogs na primeira fila e todo o caso que rolou. Tudo bem que, em sua maioria blogueiras, comunicam algo em seus canais e logo o que foi comunicado está sold out no dia seguinte. Legal? Sim, afinal vivemos numa máquina capitalista em que para muitos, vale tudo para ganhar mais e mais, com ou sem conteúdo e cultura.
Verdade que muitas dessas pessoas que se tornam “celebridades” virtuais não têm base alguma e pouco sabem do mundo que vivemos, muitas vezes se limitando a tela de seus computadores fazendo o que chamam de pesquisa, que por sua vez criam opinião concreta sobre tal lugar, tal coisa, mesmo sem nunca ter sentido o cheiro de tal. Se não podem ter acesso a tal, que ao menos não criem opinião formada sobre o assunto. Concordam?
Porque estou falando sobre isso? Pelo fato de uma classe específica seguir tais pessoas como se fossem donos da verdade e referências para a vida, sendo que essas pessoas muitas vezes não são.
Porque não se informar abrindo um livro, entendendo a história verdadeira, o que de fato importa? Não é mesmo? Pensando assim é tão simples fazer como se fazia antigamente.

Falo tudo isso pois há muito tempo que essa classe considerada alta, muitas vezes nem tanto, me deixa de boca aberta com suas ações.
Não estou me colocando em nenhuma situação ou contexto e muito menos classe, somente expondo uma ideia que tenho há anos e converso vez aqui, vez ali nas rodas de amigos.
São os famosos “maria vai com as outras” em que dependendo de quem vá, de quem falou, vira febre. É Punta Del Este, é Saint Tropez, é St Barts e claro Nova Iorque, a cidade que absolutamente todo mundo tem opinião sobre, do melhor drink, melhor Dry, melhor bla bla bla, se limitando somente a Uptown sem conhecer o que realmente tem de melhor… ( em breve vou falar mais sobre isso aqui no VICCO).
Não fazem uma viagem para lugares que ninguém nunca falou, não tentam achar algo novo, uma comida nova, afinal, por que ir a um lugar que eles não poderão voltar ao Brasil e trocar informações, ou melhor, competir com os “amigos”, dizendo que lugares foram, o que tomaram, afinal, as experiências têm que ser quase sempre as mesmas. Viva a monotonia!

Tem um caso que exemplifica muito o que estou falando. Tenho uma amiga querida que há mais de 6 anos passa os finais de ano em Cabo Polonio, lugar lindo e pé na areia/pedra no nosso irmão Uruguai. Quando saia com ela, acabava comentando para outras pessoas que ela falava muito desse lugar e a mágica que tinha por lá…  após as conversas, por três vezes ela me pediu para não falar e não divulgar. OK, sem problemas, calei e consenti. Com os anos, Julia Chaplin escreve o livro Gypset Style que virou a bíblia dos que se consideram “descolados” por aqui. Na sequência, Julia lança Gypset Travel com os lugares que seguem o estilo gyp setter, que é uma mistura de Jet Setter, termo bobo que inventaram para ricos viajantes, com o estilo gipsy, cigano em inglês.
No tal livro de viagens, estava Cabo Polonio como um dos destinos e logo comentei com essa minha amiga… Pum! Dito e feito! Já começou a virar febre entre essa turma que literalmente deve invadir em questão de um ou dois anos. Esse ano, muita gente já falou, se não me engano recentemente saiu uma matéria em uma dessas revistas dedicadas a esse público e por ai vai água abaixo.
Um caso aqui no Brasil é Trancoso que foi invadido anos atrás e hoje tem 40% do turismo só de paulistas, ou melhor, paulistanos, que nos finais de ano saem de onde vivem para ver o que e quem? Eles mesmos! É isso aí, passam o ano inteiro vivendo e vendo as mesmas pessoas para chegarem no fim do ano, nas tão desejadas férias e ver as mesmas pessoas. Há quem ache legal. Eu? Nem um pouco!

Por fim, o dinheiro não compra estilo, bom gosto e nova ideias próprias, mas sim a educação e a vida que tiveram até chegar aonde estão hoje. São os que chamo de Cafonas com C maiúsculo e Nizan os chama de gente caipira. Não é só de estilo, pessoas com todo o dinheiro do mundo que poderiam ter uma vida mais interessante e claro, mais inteligente. Esses sim, são os verdadeiros pobres, e não estou falando de suas contas bancárias gordinhas.
Meu avô paterno, Arnon de Mello, tinha um dizer muito interessante que levo comigo sempre e cruza justamente com essa ideia: “quem não se interessa, não interessa”. Frase simples mas de caráter intenso que me deparo todos os dias com pessoas aqui e ali que têm opinião de tudo e não sabem de quase de nada.

Concluindo, penso que talvez essas pessoas devam ficar com o que têm para que as que têm conteúdo, se destaquem e chamem atenção de quem realmente importa, pois pelo visto será difícil mudar a cultura do Champagne com foguinho e Ferraris. Mas ao menos que não passe essa ideia adiante para os seus filhos. Aproveito o gancho das aspas de Nizan e digo: “Pois é com educação e não dinheiro no bolso, que o Brasil irá melhorar, independente da incitava do governo… isso é algo que primeiramente deve ser feito dentro de casa”.

Para ler o comentário de Nizan, clica AQUI que vale a pena a leitura.

Ufa!

Imagem: Reprodução

Se você tiver a sorte de estar pelo aeroporto de Heathrow em Londres durante esse mês, não perca a exposição Chineasy. A mostra, que conta com curadoria da marca Paul Smith, traz ilustrações do livro homônimo Chineasy: The New Way to Read Chinese e a proposta é transformar os ideogramas complexos do alfabeto tradicional chinês em pôsteres divertidos e minimalistas. Aqui vão algumas das obras que te esperam por lá.

 

 

 

Chinese made easy!

Imagens: divulgação
Por: Thiago Gil (instagram: @thiagobg)

Todos que acompanham o site sabem o quanto somos apaixonado por música e por cinema. Quando conseguimos unir nossas duas paixões é motivo mais que o suficiente para nos deixas ansiosos. É assim que estamos após ver o trailer de “Get on Up”, a biografia do mestre James Brown. O ator Chedwick Boseman irá viver todos os altos e baixos da carreira do rei do funk. Com direção de Brian Gazer, o filme promete agradar a todos os fãs do cantor e também aqueles que adoram um bom drama. Agora é só aguardar o anúncio da data de estréia aqui no Brasil!

“Like a sex machine”

Por: Thiago Gil (instagram: @thiagobg)

Esse ano São Paulo recebeu duas exposições bem legais pra quem gosta de moda, cinema, fotografia e universo pop em geral, a Chanel Little Black Jacket na OCA e a exposição do Stanley Kubrick no MIS. Ano que vem é a vez da David Bowie Is, uma exposição com objetos, fotos e todo o tipo de objeto que tenha sido usado ou tenha influenciado o camaleão do Rock.

A exposição também ocorrerá no Museu da Imagem e do Som e acontecerá do dia 28 de janeiro a 21 de abril de 2014. Em breve informações sobre os preços dos ingressos.

“We could be heroes”

Fotos: Reprodução
Por: Thiago Gil (instagram: @thiagobg)

Não é sempre que a Nike abre as portas de seu quartel general, situado no Estado do Oregon nos Estados Unidos. Nessas raras oportunidades ficamos impressionados com a estrutura dos caras e entendemos porque são, há tanto tempo, líderes em produtos esportivos. Tudo parece saído do sonho de um cientista fanático por esportes.

Essa série de fotos, divulgada pela própria empresa, mostra pistas de testes, quadras e centro de treinamento de atletas e até os funcionários em momento de lazer e prática esportiva. O passeio também passa pelo Nike Heritage center, onde as reliquias da empresa são guardadas e também pelo “Jardim de Bronze”, com esculturas de ícones da marca como Ronaldo Fenômeno e Michael Jordan.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Just Do It!

Fotos: ReproduçãoN

Por: Thiago Gil (instagram: @thiagobg)