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Artigos da categoria: CONHECENDO

Toda sexta-feira é dia de dica da boa mesa aqui no VIC&CO. Para quem ainda não está familiarizado, a ideia da série Conhecendo é falar de lugares legais sem ter aquele bla bla bla de termos da alta gastronomia, lero lero e aquele papo chato de ser lido.
A ideia aqui é falar de igual pra igual, mostrando os pratos e falando da sensação de cada um deles, além da experiência no restaurante, que analiso desde a entrada até pedir a conta.

Fui conhecer o Lamen Kazu, um Japaneese Noodle Bar na Liberdade, bairro oriental aqui em São Paulo. Há muito tempo queria conhecer, mas aos finais de semana eles fecham no mesmo horário de dias de semana, por volta das 3pm, e sempre as noitadas não me deixavam acordar mais cedo e chegar a tempo para provar essas delícias.
Resolvi então, junto com minha querida e parceira da boa comida, Luzinha Noleto, ir até a Liberdade e finalmente conhecer uma das casas de noodle mais famosas de São Paulo. Pegamos o metrô na estação de Pinheiros que por sinal é um espetáculo e seguimos até a estação Liberdade. Fomos correndo até o restaurante, pois já beirava as 2:30pm.

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O antigo endereço no número 51 na rua Thomaz Gonzaga tinha um aviso de que eles estavam reformando e estavam alguns passa para trás, do outro lado da rua. Olhamos e parecia uma galeria. Ou seja, eles saíram de uma casinha charmosa e foram para uma galeria? Foi essa pergunta que nos fizemos. Chegando ao segundo andar da galeria estava a plaquinha direcionando quem subia para o tal do Lamen Kazu.
Dos garçons aos cozinheiros, fomos cumprimentados por todos com um sorriso, mas mesmo assim, não conseguiram fazer com que eu não percebesse o quão feio era o lugar, parecendo um restaurante à kilo. Avistamos o balcão e lá ficamos. Uma dica que sempre falo por aí é que em restaurantes orientais, se houver balcão, a experiência será sempre mais agradável. Bata um papo com o pessoal da cozinha, veja o preparo e o mais importante, o prato é mais fresco quando falamos em sushi bar.

Como a idéia é sempre falar por aqui, tem que haver no mínimo uma entrada e um prato principal, ou prato principal com sobremesa. Nessa caso o combo foi de 3.

Guioza

Para dar início pedimos Guioza que vem em uma porção de 5. Quando um dos cozinheiros nos entregou o prato, ele deu a dica para fazer o próprio molho com os ingredientes que estavam ali: shoyu, óleo picante de gergelim e vinagre de arroz. Faz uma mistura dos três, mas não pegue pesado no óleo, pois é bem apimentado para o nosso paladar. Eu amo pimenta, mas acho que vale ter cuidado para não perder o paladar e sentir os sabores do que vem depois.
É muito bom e muito bem feito. Chegaram ao balcão sequinhos por fora e extremamente suculentos e saborosos por dentro. Foi tão bom, que no meio do percurso pedi mais uma porção. Entendeu?

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Shoyu Tyashu
Tradicional Shoyu lamen com acréscimo de 3 fatias de tyashu (porco).
Lembro quando comi um desses pratos no Momofuku Noodle Bar em NYC, também com Luzinha. Desde então não tinha comido nada parecido. O prato consiste em verduras, noodle e porco, banhados por um caldo sensacional. Confesso que escrevendo esse post, antes do meu almoço, me deu vontade de voltar lá para matar o que está me matando.
Boas lembranças de um prato que te abraça e que pode ser facilmente chamado de “Comfort Food”.

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Lá eles não têm café nem sobremesa, então pague a sua conta com a simpática menina do caixa e vá na porta da outra “loja”- que na verdade é tudo do mesmo dono, tome seu café, coma sobremesas engraçadas de sabores distintos e pouco açucaradas.

Bolo de Chá Verde
Muito suave, mas sem grandes amores por ele. Descarte o chantilly  e se divirta com o recheio

Geléia de Café
Nunca tinha visto antes. Ao provar, parecia que estava tomando café coado e frio em uma textura diferente.
A simpática senhora atrás do balcão me ofereceu leite condensado, o que fez mudar completamente a sensação da sobremesa. Muito boa por sinal! Coloque um pouco de leite condensado em cada colherada e entenderás como a coisa muda. Ou seja, não coma sem o “aditivo” de açúcar que não vale a pena… e olha que não sou fã de sobremesas muito doces.

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A boa notícia é que a reforma na casinha é para deixar o Lamen Kazu ainda mais bonito. Inclusive acredito que já devam ter saído da galeria cafona para a charmosa casinha. Agradecemos por aqui!

Serviço:
Lamen Kazu
Rua Thomaz Gonzaga 51, Liberdade
Tel: 3277.4286
lamenkazu.com.br

Depois de muitas tentativas, finalmente fui conhecer o Epice, restaurante que está na minha lista há muito tempo, mas nunca consegui ir. Tentei algumas vezes no almoço, mas sempre acabava chegando depois das 2:30pm, horário que encerra a cozinha, diferente da média que vai até as 3pm.

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Liguei para uma amiga que na sua opinião o Epice é o melhor restaurante de São Paulo, além de ter muito carinho por Alberto Landgraf. Fiz o convite e ela topou na hora.
Recentemente o Epice e as delícias de Alberto receberam uma estrela do Guia Michellin como vocês já viram aqui. Ou seja, tem que ficar ligado nos horários e no site dos caras para fazer reserva. No dia, minha amiga Luzinha entrou e reservou na hora. Tudo bem que estávamos falando de uma terça-feira, 7:30pm, beleza?

Alberto sem sombra de dúvida é um cara que brilha fazendo sua cozinha autoral. Ele estuda, ele pensa, ele desenha, … tudo com muito carinho e imaginando o “curso da história” que seu menu degustação vai oferecer não só em sabor, mas em experiências para os que vão ao Epice provar suas iguarias.

Para constar no radar do roteiro gastronomico, vale saber que Alberto e seu Epice se juntaram com o Leo e Bruno Ventre do Beato e estão se divertindo. O Epice mantém a cozinha autoral de Alberto como sempre foi enquanto o Beato, que antes era restaurante e hoje tem mais pegada de bar e speakeasy com drinks muito bem executados pelo Kennedy Nascimento (@jkennedynascimento). Mas não ache que a comida deixa a desejar. Já conheço o Beato, mas ontem fui lá comer algumas delícias. Semana que vem estará aqui no VICCO na série Conhecendo.

Voltando ao Epice: cheguei lá por volta das 8pm e só havia uma mesa no salão. Confesso que imaginava um lugar totalmente diferente, com uma pegada mais “cosi”, com luz intimista e ambiente mais aconchegante. Recentemente o espaço passou por uma reforma, mas acho que pecou nos sofás pretos e as luzes de led branco, além de 3 aparelhos de ar condicionado em lugares estranhos e muito a vista. Gostei dos bancos do bar e das novas cadeiras, além das mesas em madeira mais clara.

Na chegada fomos recebidos por alguns dos simpáticos e preparados meninos da brigada de Landgraf e logo chegou Jah Nu, o comandante do salão por lá e que sabe tudo o que rola na cozinha e principalmente nos pratos. Converse com ele, bata um papo. Para se ter ideia, o papo foi tão bom ao longo do jantar entre um prato e outro e chegamos a conclusão redundante que manteiga é vida, é amor, mesmo tendo poucos pratos que levam manteiga.
Alberto desceu da cozinha para nos receber e eu disse: “estou aqui para receber ordens e só dizer sim”. Alberto muito calmo e educado como sempre é me perguntou se tinha alguma restrição. Disse que não e lá fomos nós:

drinks
Tomamos dois drinks, um a base de limão siciliano e outro em um pote que tinha base de gengibre e cachaça. Achei esse pote sensacional, pois até o fim do jantar havia bebida e o melhor, estava gelada. Imagina um gim tônica ali… boa ideia não?
Drinks muito bons, leves e cítricos. Tudo pensando por Alberto para harmonizar com suas delícias que estavam prestes a descer.
Confesso que não sou grande fã de harmonização como vocês viram a minha experiência do Momofuko Ko do David Chang em NYC, lembram?
Mas aqui a coisa foi diferente e cada uma das bebidas acertou no ponto e no sabor de cada prato!

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couvert
Não sou fã da palavra, mas vamos lá. Os pães feitos lá são tão gostosinhos que parece que saíram da padaria naquele momento. Há também uma leve lembrança de infância, sabe? Ainda mais na minha infância que a maioria dos pães no nordeste têm essa pegada e lá são chamados de pão de seda.
Os detalhes do sal e do azeite também são muito bem apresentados e ficam com você na mesa durante todo o jantar.

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rabanete / castanha de cajú crua
Quase como um prato de boas vindas. O rabanete cru, sobre pasta de castanha e farofa de cogumelos já é de explodir o sabor. Fresco e ao mesmo tempo intenso devido a farofa de cogumelos, é um bom exemplo para o que virá na sequência.

pele de garoupa / creme azedo
Mais um que lembrou infância. Extremamente suave por se falar de uma pele de peixe e o que ganha é pó verde de algas marinhas. Além disso, o creme azedo é muito fresco e leve. Um espetáculo e dá vontade de comer em um balde, sabe?
Pena que só vem uma pra cada. rss

tapioca / gordura de boi maturada
A tapioca chega a mesa como se não houvesse nada, mas a surpresa é grande após a primeira mordida.
Já com a tapioca na boca, parece que Alberto te leva para dentro de uma churrascaria, ao lado do fogo aonde está sendo assada a costela de boi. É simplesmente sensacional e de comer de olhos fechados.

coração de pato / cenoura acidulada
Confesso que esse foi o único prato que não faço questão de comer novamente. A mistura de texturas e sabores é peculiar e vocês vão entender o por que. Quando o prato chegou e fomos informados do que era, fui numa boa comer, afinal gosto bastante de carne, além de miúdos, fígado, muela, etc. Ou seja, achei que seria tranquilo, mas a sensação é uma mistura da textura de uma fraldinha com o sabor de coração de galinha com um final mais forte. Gosto dos dois, mas a mistura foi uma surpresa estranha.
A cenoura obviamente foi raspada do prato e comida de colher.

picles de melão / pimenta schzwan
Luzinha já havia avisado que o melão de lá era puro amor. Houve uma alteração da pimenta, mas mesmo assim, incrível.
O melão vem para limpar o paladar para entrar na segunda parte do menu aonde a coisa só melhora.
Albreto é quem faz seus próprios picles, legal né? Não tão doce, a pimenta ganha vida e confesso que na mistura com o vinho que nos foi servido junto a degustação, fiquei com algumas partes dormentes na boca. Viva as experiências gastronômicas!


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cebola / ricota / pele de frango
Extremamente suave, azedo e doce. Diferente, não? A cebola dá o doce, a ricota um leve azedo e a pele do frango salga. Muito gostoso também, suave e extremamente delicado. Também um dos pratos para comer de colher e de balde.

pupunha / pêra fermantada / mel de jataí
Prato leve e muito suave. Abaixo das fatias de pupunha está literalmente uma gota de pasta de alho negro. Essa mistura é ótima, e muito leve. Essas folhinhas que vocês vêm na foto eu não lembro o nome, mas tem sabor adocicado e segundo Jah Nu, lembra casca de melancia. Não cheguei a esse ponto para sentir, mas o prato é um dos mais delicados em questões de ingredientes e sabor em todo o menu.

sardinha curada / foie gras / brioche
Espetáculo. A sardinha curada com vinagre por Alberto, o foie e o brioche feito em casa é de chorar. Curioso que somos, eu e Luzinha abrimos para “estudar” o que tinha entre as camadas de sardinha, foie e o pão. Lá estava a mesma farinha de cogumelos que veio no rabanete, lembra?
Sensacional e de comer de olhos fechados. A sardinha é muito suave e não tem aquele gosto de mar que espanta muita gente, sabe?

cenoura assada / tucupí / azedinha
Leve e o tucupi reina. A cenoura é desidratada por Alberto até ficar com o mínimo de suco possível. Eu fui comendo uma a uma, mas ao final cheguei a conclusão que é bom pegar a faca e cortar ela em cubinhos e comer de colher junto com o caldo do tucupí e a azedinha.

lula / emulsão de manteiga / banha de porco
Mais um de comer e fechar os olhos. A lula vem em pequenos pedaços cortados de forma irregular e com alguns cortes para facilitar a mastigação e claro, para a emulsão de manteiga pegar mais ao fruto do mar.
Espetáculo! Leve, suave, sabor de manteiga e cozida no ponto certo. Quer mais?
Foi aí que chegamos a conclusão redundante com Jah Nu que manteiga definitivamente é vida!

pele de porco / repolho / caldo de copa lombo
Até agora não consegui esquecer esse prato de tão especial que ele é.
A pele de porco vem em tirinhas finas misturada ao repolho e depois banhada com o caldo.
Me lembrou um pouco pratos da cozinha japonesa pela sua apresentação.
Não cometa o erro de deixar o caldo no prato… aquilo é vida! Peça uma colher ou tome direto no prato, que foi como eu fiz.

cordeiro / abóbora / rapadura
A parte em questão aqui é o pescoço, então tem um sabor mais peculiar.
A carne vem no ponto certo e extremamente macia e com gordura marmorizada. A abóbora é bem suave e tem pouco papel no prato. Já a rapadura dá uma pegada boa na mistura do salgado com o doce, e suaviza o sabor do cordeiro.

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sorvete de castanha crua
A melhor sobremesa que comi nos últimos tempos. Não teria forma melhor de finalizar o menu com um prato desses. A delicadeza no sabor, com a castanha ralada em cima, pouco doce e vai até sal na receita feita na famosa máquina suíça Pacojet.
Mais um para comer de balde!

emulsão de mandioca / limão / garapa
Para escrever sobre a garapa tive que dar um google e para um bom nordestino, isso não passa do bom e velho caldo de cana.
Quando chega a mesa, parece um mar de texturas, mas quando você come, a tal da garapa de dissolve como gelo e o limão ganha mais vida junto emulsão da mandioca.
Um prato sem muita informação e ótimo para acabar um menu espetacular e cheio de experiências sensoriais!

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Pois é, o Epice é um restaurante que vai te deixar com um sorriso no rosto a cada minuto, seja com a chegada de pratos novos, seja com os sabores, seja com o carinho que Alberto coloca em cada uma de suas criações ou seja pela simpatia da brigada do exército de Landgraf. Meus parabéns! Realmente uma surpresa ótima e pratos que ficarão na memória por muito tempo.

Queria agradecer o carinho de meu querido Leo Ventre e ao Alberto, além do Jah Nu, que fizeram da experiência por lá, fazer querer voltar e sair falando pelos quatro cantos o quanto é especial o menu do Epice. Independente de estrela Michelin, Alberto reina!

 

Serviço:
Rua Haddock 1002 – Jardins
Tel: 3062 0866
epicerestaurante.com.br

Ontem a noite rolou abertura oficial do novo ICI Brasserie, casa do meu querido Benny Novak junto com a turma que também gosto muito da Companhia Tradicional de Comercio, os mesmos de Bráz, Lanchonete da Cidade, Astor, Pirajá, Original, … Conhece né?

Os caras já estão há 3 anos no Shopping JK e finalmente estão saindo das vitrines de shopping para a rua… e ela é nos Jardins, na Bela Cintra. Genial não? Bem no início dela, perto da rua Estados Unidos , você já vai enxergar os barris vermelhos que dão o toque minimalista, cool, recheado – são tantos adjetivos legais – da comunicação do restaurante que serve comida francesa de uma forma mais despretenciosa e leve em comparação ao seu ICI Bistrô em Higienópolis, que tem comida do país de Napoleão feita com muito primor.

Ontem, a convite de Benny e de Priscila Borgonovi foi lá conhecer e ver de perto o novo espaço, mas infelizmente não foi dia para comer. Normal, cocktail, convidados, mas gostei dos novos Chopes da casa que Benny produz em parceria com uma cervejaria do interior. Ou seja… nada de long neck quando chegar por lá… prova o chope que vale a pena!
O ambiente tem tudo para ficar ainda mais gostoso se a luz baixar e esquentar o lugar. Tudo ainda muito frio e com pegada de shopping… mas em conversa com Benny isso deve mudar em breve! Sucesso sempre!

Qualquer dia volto para provar e fazer um “Conhecendo” bem mais recheado de comidas boas.

Serviço:
ICI Brasserie
Rua Bela Cintra 2203 – Jardins

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Os Jardins agradecem!

Fotos: @victorcollor

Finalmente o tal do concorrido Guia Michelin chegará ao Brasil… O guia é sempre um ótimo norte para viagens ao redor do mundo para saber aonde comer e o que comer, sendo que nos melhores lugares e achados no mundo da gastronomia.

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Há muito tempo escuto rumores em conversas em rodas de foodies sobre o namoro do mais famoso guia da alta gastronomia. A notícia ainda não é oficial mas vazaram alguns nomes que ao que tudo indica, estarão estampados na lista que tem Rio e São Paulo como pontos alto da boa comida.

Com apenas o D.O.M de Alex Atala ter ficado com duas estrelas aqui no Brasil, serve para a turma que são tão bons quanto correrem mais para conseguir a segunda estrela no ano que vem!

O guia funciona a base de 5 categorias:

3 Estrelas / Excepcional
2 Estrelas / Excelente
1 Estrela   / Destaque de sua categoria

BIB Gourmand / Restaurates com boa relação qualidade / preço
Listados / Restaiurantes que foram aprovados para estarem no Guia Michelin

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D.O.M  / Alex Atala

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Attimo / Jefferson Rueda
Epice / Alberto Landgraf
Tuju / Ivan Ralston
Maní / Helena Rizzo e Daniel Redondo
Fasano / Luca Gozzani
Huto / Fábio Honda
Jun Sakamoto / Jun Sakamoto
Dalva e Dito / Alex Atala, Luiz Gustavo Galvão
Kinoshita / Tsuyoshi Murakami
Kosushi / George Koshoji


Rio de Janeiro

Oro / Felipe Bronze
Le Pré Catelan / Roland Villard
Roberta Sudbrack / Roberta Sudbrack
Olympe / Claude Troisgros, Thomas Troisgros
Mee / Rafael Hidaka
Lasai / Rafael Costa e Silva

 

BIB-GOURMAND-LOGO
São Paulo:
Mocotó
Esquina Mocotó
L’Entrecôte de Paris
Tian
Brasserie Victória
Sal Gastronomia
Antonietta Empório
Jiquitaia
Mimo
Ecully
Zena Caffè
Miya
Tartar & Co
Arturito
Casa Santo Antônio
Marcel
La Cocotte

Rio de Janeiro:
Lima Restobar
Miam Miam
Entretapas
Oui Oui
Restô
Artigiano
Pomodorino
Cais

 

Volta a dizer que esta lista vazou e ainda não é a definitiva, que por sinal sai agora no início de Abril/15.
Serve para ficar de olho nos listados e conhecer, afinal tem vários ai que nunca tinha ouvido falar.

Aproveitando o gancho, nas minhas buscas para estampar esse post, achei vários pôsteres antigos dos primeiros Guias Michelins com ilustrações engraçadas e muito mais divertidas do que vemos nos dias de hoje… se liga:

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“Servir bem, para servir sempre”

Imagens: Reprodução

Hoje é sexta-feira e é dia de “Conhecendo” aqui no VICCO com dicas legais de lugares para comer e/ou beber bem. Quem me acompanha por aqui já é velho conhecido, mas pra vocês que estão chegando hoje, aqui na direita tem um link com os lugares que vou, me divirto e escrevo por aqui falando bem ou mal.

Com a onda de food trucks que invadiu São Paulo depois da nova lei, os meninos do Cook in Home, Fred Gouveia e Gustavinho Cassins, resolveram criar o Tuk Burger, que ao invés de um food truck, é um Tuc Tuc, velho conhecido meu dos longos dias de Índia e Bali. Sim, é um Tuc Tuc com uma cozinha atrás que nesse caso, serve burgers fenomenais.

Por ser um veículo, a dupla para o Tuc Tuc aonde achar melhor. Se junta com o vizinho, divide a energia e corre pro abraço servindo 5 opções de burger com Red Stripe, a famosa cerveja jamaicana.

Tem que ficar ligado no instagram dos caras (@tukburger) para ver aonde será o próximo ponto de parada. Nesse caso eles estava na rua Aspicuelta na Vila Madalena e antes disso estavam na rua Cunha Gago, a mesma do Bar Secreto lá em Pinheiros.

Onion’s Burger
> Pão, carne, queijo chedar inglês, cebola caramelizada + cebola crispy e Honey Bacon.
Quando bati o olho no cardápio que fica grudado embaixo do balcão, já fiquei com vontade de provar. Quando Gustavinho me contou que aquele era o “da casa”, ai que decidi, pois como vocês sabem, sempre gosto de chegar em um restaurante e saber o que eles servem de melhor / qual é o “carro chefe” da casa – quando ainda sou marinheiro de primeira viagem. Tudo isso para saber o que o estabelecimento tem orgulho em servir e falar sobre.

Realmente o burger é muito bom! A carne veio no ponto e o mix das duas cebolas é de comer de olhos fechados.
Ainda mais quando pensamos no tamanho que a dupla tem de cozinha, aquilo ali é surreal… isso porque estou falando de sabor viu.

 

Serviço
Endereço é intiniterante e tem que ficar ligado no instagram dos caras para saber aonde será a próxima parada.
Instagram: @tukburger

 

> Atualização <

Hoje, sexta-feira 20 de Março, eles estarão na rua Cunha Gago 854 das 12h às 22h.
No sábado e domingo também!

Na semana que vem, a dupla estará servindo os Burgers no Lollapalooza, festival que rola sábado e domingo. Nos vemos lá!

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Afinal de contas… tudo fica melhor com Bacon.

Fotos: @victorcollor

Ano novo, casa nova! Se depender disso, é o que o Maní, na minha opinião o melhor restaurante da cidade, fez em abrir seu novo cantinho na mesma rua do tão premiado endereço, na rua Joaquim Antunes 138. Para quem não sabe, o restaurante tem Helena Rizzo e Daniel Redondo a frente da cozinha – e sócios, e é considerado o restaurante número 36 do mundo no Ranking da revista Restaurant, considerado o Oscar da gastronomia mundial. Lembram que falei deles aqui e do prêmio de melhor Chef aqui?

Não vá achando que o lugar se trata de mais do mesmo ou até algo com a ideia de pratos extremamente bem apresentados e de sabor surreal. Talvez somente o sabor fique, afinal o que está em jogo é a Padoca do Maní. Isso mesmo, uma bela padoca que ao que parece ter sido feita em sonhos. As fotos que achei hoje no blog do Maní mostram um pouco do que vem por ai, além da decoração que é sempre bem amarrada, junto ao cardápio, iluminação e todo o lifestyle que o restaurante leva através das mãos da também sócia e muito muito querida Giovana Baggio, junto com o fiel Vitor Penha e o estúdio de mesmo nome. Recendente ele entregou Braz Trattoria que também deve ganhar um Conhecendo em breve. Clica aqui para ver mais projetos do estúdio.

Lá você vai encontrar pães orgânicos, pão de queijo do bom, café da manhã, saladinhas de frutas, iogurte, tostex bem feito, … essas coisas que com o crescimentos das boas padarias, se perderam devido a vontade de “abraçar o mundo” e o céu ser o limite, entendeu?

Em breve devo passar por lá para mostrar de perto e falar em mais uma experiência da série Conhecendo.

Serviço:
Padoca do Maní
Rua Joaquim Antunes, 138

Para ficar ligado ainda mais, se liga no blog dos caras que tem bastante coisa interessante. Clica aqui.

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Cheiro bão!

Fotos: Reprodução

Há uns bons anos fui provar o Menu Executivo do D.O.M., restaurante mais premiado aqui no Brasil que tem Alex Atala como front man. Lembro que na época acabei não fazendo fotos, muito menos falando aqui sobre a experiência de comer no restaurante que é hoje considerado o número 4 do mundo na lista da revista inglesa Restaurant, sendo o primeiro colocado o Celler de Can Roca, dos irmãos Roca.

Fui lá na última sexta-feira com o intuito de mostrar a uma amiga minha de Nova Iorque algumas das criações de Atala, visto que ela trabalha com gastronomia lá em NYC no The Fat Radish, que vocês leram aqui sobre o “Pop Um Restaurant” que os caras tiveram no Rio durante o mundial.

Chegamos lá atrasados, por volta das 14:40h e para minha supresa, ainda estava abertos e com espera. Achei estranho pelo horário, mas sim, eles ficam abertos até tarde e nos serviram suas delícias e drinks com muita atenção e sabor até as 17h. Ou seja, uma boa opção para um almoço mais tarde com muita qualidade e caso queira ter um bate papo com amigos ou cliente, o ambiente vai ficando cada vez mais tranquilo com o passar das horas.

Chegamos e sentamos alguns minutos no bar. Para dar início às atividades pedi um Suco de Tomate bem temperado e estava ótimo. A turma resolveu ir de Gin&Tonic e ele veio servido em uma taça grande com aquele gelo redondo gigante. Ótimo!

A idéia era provar e escrever aqui sobre o Menu Executivo, que mesmo sendo chamado dessa forma, beira pouco mais de R$80,00. O couvert chegou a mesa e logo comecei a me divertir.
Pasta de alho queimado, manteiga Aviação, coalhada com azeite e alguns pães muito bem feitos, quentinhos e crocantes. A diferença já deu para sentir no valor mais elevado no fim da conta. O serviço é impecável, os pães vêm quentinhos na medida certa, os talheres, o drink perfeito e por ai vai.
A pasta de alho é fenomenal… alho de verdade e não como estamos acostumados e ver por ai o pessoal pegar leve em um dos ingredientes mais importantes da cozinha. Ou seja, alho de verdade e não tenha o medo de mal hálito, afinal você está ali pela gastronomia.

Antes do Menu Executivo pedimos Ostras Empanadas com Tapioca Marinada que é de comer e fechar os olhos. Elas são levemente empanadas e fritas de uma forma muito bem feita e servidas com bolinhas da tapioca e ovas de salmão, finalizadas com um molho cítrico que pega nos cantos da boca, sabe?
É isso que faz fechar os olhos quando provamos. A textura levemente empanada da ostra, misturado à goma da tapioca e os estouros das ovas de salmão é experiência pura. Vale a pedida!

Na sequência veio o Menu Executivo com uma saladinha verde e leve de entrada, banhada com um leve molho. Tudo muito fresquinho e recém cortado.
Então chegamos ao prato que chega a mesa com a opção escolhida entre carne, frango e peixe acompanhado da banana.
Chegam assim as panelinhas com couve com bacon, farofa, arroz, feijão preto e carioca para colorir o prato. Ou seja, o almoço executivo por lá é uma refeição super brasileira muito bem feita, entendeu? Tudo muito no ponto, os dois tipos de feijão, a couve impecável e a farofa que também vem cheia de bacon muito bem feito e crocante. Eu pedi carne, mas acabei provando o peixe também… que estava muito bem feito, enquanto a carne não achei grande coisa. Não deixe de pedir a pimenta da casa… é demais e acompanha o feijão preto como ninguém.

Para finalizar pedimos duas sobremesas que não fazem parte do Menu do almoço:
Torta de Whisky:
Não lembro o nome exato da sobremesa, mas lembro que tinha whisky como tempero, além de rúcula e flor de sal. Muito bom quando provado “tudo ao mesmo tempo agora”, misturando todos os ingredientes em uma só colherada.
Troxinhas de Maracujá:
Também não lembro o nome correto, mas essas trouxinhas de maracujá misturado ao sorvete e de comer de olhos fechados. Todos na mesa preferiu essa ao invés da primeira…

Ao fim, café da marca Três Corações… lembro quando ganhei a minha máquina em casa e no encarte, tinha Alex Atala como garoto propaganda do café expresso. Muito bom! As xícaras térmicas em formato de coração devido ao nome faz com que toda mulher se derreta um pouco. O tareco (é assim que chamamos esse biscoito no nordeste) é muito bom e de comer o pote inteiro.

O restaurante em si é daqueles que você não vê o tempo passar… ficamos por lá comendo e bebendo por umas três horas o que dá uma certa paz e tranquilidade na agitada São Paulo. O endereço ajuda por estar em uma rua sem saída nos Jardins, mas a decoração no lugar não é a que mais me agrada. Acho essa pegada brasileira e elementos artesanais de Atala muito legal mas a mistura por lá não achei tão legal. As cadeiras em madeira lindas, mas os sofás… Os elementos na mesa central aonde estão os pães frescos são bem legais, mas o lustre em cima dela… O bar em madeira com decorações brasileiras muito legais, mas o manobrista olhar feio para uma turma por ter chegado em um carro popular… Enfim, alguns pontos que lá estão há anos e fazem sucesso por isso, mas manobrista olhar feio para carro popular, vale melhorar.

D.O.M
Rua Barão de Capanema, 549
Tel: + 55 11 3062  3634
domrestaurante.com.br

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Vale!

Foto: @victorcollor