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Artigos da categoria: CONHECENDO

Há uns bons anos fui provar o Menu Executivo do D.O.M., restaurante mais premiado aqui no Brasil que tem Alex Atala como front man. Lembro que na época acabei não fazendo fotos, muito menos falando aqui sobre a experiência de comer no restaurante que é hoje considerado o número 4 do mundo na lista da revista inglesa Restaurant, sendo o primeiro colocado o Celler de Can Roca, dos irmãos Roca.

Fui lá na última sexta-feira com o intuito de mostrar a uma amiga minha de Nova Iorque algumas das criações de Atala, visto que ela trabalha com gastronomia lá em NYC no The Fat Radish, que vocês leram aqui sobre o “Pop Um Restaurant” que os caras tiveram no Rio durante o mundial.

Chegamos lá atrasados, por volta das 14:40h e para minha supresa, ainda estava abertos e com espera. Achei estranho pelo horário, mas sim, eles ficam abertos até tarde e nos serviram suas delícias e drinks com muita atenção e sabor até as 17h. Ou seja, uma boa opção para um almoço mais tarde com muita qualidade e caso queira ter um bate papo com amigos ou cliente, o ambiente vai ficando cada vez mais tranquilo com o passar das horas.

Chegamos e sentamos alguns minutos no bar. Para dar início às atividades pedi um Suco de Tomate bem temperado e estava ótimo. A turma resolveu ir de Gin&Tonic e ele veio servido em uma taça grande com aquele gelo redondo gigante. Ótimo!

A idéia era provar e escrever aqui sobre o Menu Executivo, que mesmo sendo chamado dessa forma, beira pouco mais de R$80,00. O couvert chegou a mesa e logo comecei a me divertir.
Pasta de alho queimado, manteiga Aviação, coalhada com azeite e alguns pães muito bem feitos, quentinhos e crocantes. A diferença já deu para sentir no valor mais elevado no fim da conta. O serviço é impecável, os pães vêm quentinhos na medida certa, os talheres, o drink perfeito e por ai vai.
A pasta de alho é fenomenal… alho de verdade e não como estamos acostumados e ver por ai o pessoal pegar leve em um dos ingredientes mais importantes da cozinha. Ou seja, alho de verdade e não tenha o medo de mal hálito, afinal você está ali pela gastronomia.

Antes do Menu Executivo pedimos Ostras Empanadas com Tapioca Marinada que é de comer e fechar os olhos. Elas são levemente empanadas e fritas de uma forma muito bem feita e servidas com bolinhas da tapioca e ovas de salmão, finalizadas com um molho cítrico que pega nos cantos da boca, sabe?
É isso que faz fechar os olhos quando provamos. A textura levemente empanada da ostra, misturado à goma da tapioca e os estouros das ovas de salmão é experiência pura. Vale a pedida!

Na sequência veio o Menu Executivo com uma saladinha verde e leve de entrada, banhada com um leve molho. Tudo muito fresquinho e recém cortado.
Então chegamos ao prato que chega a mesa com a opção escolhida entre carne, frango e peixe acompanhado da banana.
Chegam assim as panelinhas com couve com bacon, farofa, arroz, feijão preto e carioca para colorir o prato. Ou seja, o almoço executivo por lá é uma refeição super brasileira muito bem feita, entendeu? Tudo muito no ponto, os dois tipos de feijão, a couve impecável e a farofa que também vem cheia de bacon muito bem feito e crocante. Eu pedi carne, mas acabei provando o peixe também… que estava muito bem feito, enquanto a carne não achei grande coisa. Não deixe de pedir a pimenta da casa… é demais e acompanha o feijão preto como ninguém.

Para finalizar pedimos duas sobremesas que não fazem parte do Menu do almoço:
Torta de Whisky:
Não lembro o nome exato da sobremesa, mas lembro que tinha whisky como tempero, além de rúcula e flor de sal. Muito bom quando provado “tudo ao mesmo tempo agora”, misturando todos os ingredientes em uma só colherada.
Troxinhas de Maracujá:
Também não lembro o nome correto, mas essas trouxinhas de maracujá misturado ao sorvete e de comer de olhos fechados. Todos na mesa preferiu essa ao invés da primeira…

Ao fim, café da marca Três Corações… lembro quando ganhei a minha máquina em casa e no encarte, tinha Alex Atala como garoto propaganda do café expresso. Muito bom! As xícaras térmicas em formato de coração devido ao nome faz com que toda mulher se derreta um pouco. O tareco (é assim que chamamos esse biscoito no nordeste) é muito bom e de comer o pote inteiro.

O restaurante em si é daqueles que você não vê o tempo passar… ficamos por lá comendo e bebendo por umas três horas o que dá uma certa paz e tranquilidade na agitada São Paulo. O endereço ajuda por estar em uma rua sem saída nos Jardins, mas a decoração no lugar não é a que mais me agrada. Acho essa pegada brasileira e elementos artesanais de Atala muito legal mas a mistura por lá não achei tão legal. As cadeiras em madeira lindas, mas os sofás… Os elementos na mesa central aonde estão os pães frescos são bem legais, mas o lustre em cima dela… O bar em madeira com decorações brasileiras muito legais, mas o manobrista olhar feio para uma turma por ter chegado em um carro popular… Enfim, alguns pontos que lá estão há anos e fazem sucesso por isso, mas manobrista olhar feio para carro popular, vale melhorar.

D.O.M
Rua Barão de Capanema, 549
Tel: + 55 11 3062  3634
domrestaurante.com.br

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Vale!

Foto: @victorcollor

Cheguei de Nova Iorque essa semana e logo alguns bons amigos foram me visitar no 212… De lá a fome veio e fomos conhecer um lugar que, segundo a pessoa que me indicou, disse que eu iria pirar na comida e no conceito.

Fui conhecer o Underdog na rua João Moura em Pinheiros que está aberto há pouco mais de três meses. A casa que tem nome de “hotdog” na verdade é uma casa que prepara ótimas carnes servidas de forma rústica, bem como são feitas as coisas aqui em casa. O nome Underdog refere-se ao azarão, entendeu agora?
Se não me engano, um dos sócios toca com João Gordo no Ratos de Porão e assim já dá para sentir o “cheiro” do estilo da casa. Com parades em madeira e azulejos retangulares com rejunte escuro, o espaço me fez lembrar algum lugares em NYC, assim como a iluminação e o tamanho pequeno da casa que tem em seu instagram, Meat & Beer (folk bar) como descritivo. Legal né? Além disso, o cardápio está escrito em uma grande lousa preta em giz, o que dá mais essa pegada informal.

Depois de ser “recebido” pelo conceito da casa, o que mais me chamou atenção e me fez dar mais valor ainda, foi o fogo à lenha. Isso mesmo… temos muito mais sabor do que as chapas tradicionais das casas semelhantes aqui em São Paulo. A ideia do lugar é servir carnes de primeira, feitas na lenha… não é a toa que o outro sócio e “Chef” é o argentino e gente fina Santi Roig, que também é responsável pela Weird Factory, marca bem legal de street.

Voltando às carnes, uma grelha pequena é responsável por servir os 20/30 lugares, alguns sentados e outros em pé, grelhando carnes, morcillas, bacon e “otras cositas mas”.

Para dar início, provei a cerveja Dundee, uma IPA (Indian Pale Ale) americana de sabor mais encorpado. Volto a falar aqui que sempre sou a favor de provar as coisas novas e sair do convencional… de duas uma: ou você vai começar a amar algo novo ou simplesmente vai descartar da sua vida, portanto arrisque!

Morcilla
> Impecável! Crocante por fora e super macia por dentro. Em conversa por lá, soube que é do Pirineus, o catalão que faz os embutidos espanhóis mais interessantes de São Paulo. Se liga no site dos caras aqui... eu me divirto com morcilla, fuet, sobrassada, chorizo, vai lá.

Assado de tira
> Extremamente saboroso e suculento… as partes mais próximas ao osso são mais saborosas ainda. Pedimos ao ponto da casa e veio na medida certa, vermelha por dentro e queimadinha por fora.

Chorizo
> Com gordura menos marmorizada, também extremamente suculento e com aquele sabor que só a lenha é capaz de dar. Vale a pedida.

CheeseBurger
> Como a ideia era falar aqui pra vocês, pedi com extra Bacon para provar. Gosto sempre quando o bacon vem quase chocante e foi assim que ele veio. Tanto o burguer quando o bacon são feitos na brasa e tem aquele sabor de infância, sabe?
Única coisa que não me gradou foi o pão. Muito pão para pouco recheio. Ou coloca mais recheio ou coloca menos pão. Eu tirei a parte de baixo do pão para sentir mais o sabor da mistura da carne com queijo e o bacon – que estava ótimo!
Achei o lugar muito legal e bom para comer uma carne boa sem ter que se enfiar em uma grande casa se carnes, além ser um ambiente despretensioso, leve e solto, sem muitas formalidades. Sobre bar, falaram que o Gin Tonic é muito bom. Vale a visita!

Serviço:
Underdog Bar / Meat & Beer – Folk Bar
Rua João Moura, 541, Pinheiros
instagram.com/underdogbar

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Chill in, Chill out!

Fotos: @victorcollor

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Mais uma vez volto a falar aqui do Taberna 474, restaurante de frutos do mar como carro chefe e com pegada mediterrânea de Ipe Moraes. Lembrava do post que tinha feito Conhecendo : Taberna 474, mas não fazia ideia há quanto tempo. Fiquei impressionado e ele já está lá desde o fim de 2011, quase três anos atrás. É pessoal… o tempo está passando, e falando em restaurante, não há nada melhor do que criar corpo, alma e histórias acumuladas nas mesas e na cozinha.

Desde então, o carinho e admiração pelo Adega Santiago – irmão da esquina de baixo, e pelo Taberna 474 é grande. Fã que sou de cozinha espanhola, desde a abertura das duas casas, sempre se tornam uma boa opção para comer muito bem e tomar um bom chope ou bons vinhos, de preferência da Espanha ou Portugal para seguir a linha ibérica das casas. E quer saber o melhor? Tudo de uma forma muito leve e despretensiosa, com garçons simpáticos e atenciosos. Difícil encontrar esse “combo” aqui em São Paulo.

Fui lá na semana passada e repeti os pratos que mais gosto para dividir mais uma vez aqui com vocês. Volta a dizer que nos dois restaurantes a pegada é bem diferente. Em ambos gosto de ir pedindo várias porções na mesa e ir dividindo com a turma que está com você. Acho que nunca foi em um dele para pedir um único prato para comer sozinho, entende? Tapas é um nome tão bom, mas ficou tão mal interpretado aqui… mas é isso mesmo!

Vieira na Concha
> É um daqueles de comer e fechar os olhos de tão boa. Vieira crua e fresquinha na concha temperada com azeite, limão e sal e ciboulette (cebolinha francesa).
Não deixe de provar e deixo aqui o meu aviso, é impossível comer uma só.

Pratos de Peixes
> Todos crus, fresquinhos e também temperado no azeite, limão e pimenta do reino. Leve, extremamente saboroso e também de não parar de comer. Entre a seleção, o camarão, por ser cozido, é o mais bobo deles. Lembro de quando fui a Tailândia em um restaurante japonês em Bangkok e comi sushi de camarão cru… sensacional. Vamos adotar isso por aqui Brasil?

Polvo a Moda
> Fã que sou de polvo, esse aqui é sem dúvida um dos melhores da cidade. Extremamente macio e bem temperadinho com páprica e muito azeite.
Ele chega levemente aquecido na mesa e também é de comer sem parar!
Aproveita o pão que está dando sopa na mesa e raspa o prato, como dizem os italianos, fazer a Scarpetta.

Lulas na chapa com Salsa verde
O comentário do último post resume bem:
“Quando pedi o prato, achei que se tratava daquelas lulas simples, sem muito gosto, sabe? Para minha surpresa estavam ótimas e a mistura de tempero de salsa verde com a própria tinta ficou muito boa!  Só sei que da próxima vez que for lá, tenho que repetir.”
Desde então é o que faço, repetir! É impecável…

Gambas Al Ajillo
Camarões médios salteados com azeite, alho, páprica picante e pimenta calabresa
> Os camarões chegam a mesa em uma dessas travessas de barro afogados no azeite temperado com páprica, alho e pimenta calabresa (aquela que tem na Pizza Hut para polvilhar na pizza, sabe?).
É um prato que olhando assim parece simples, mas é extremamente saboroso e mais de não parar de comer.

Obs. Os caras têm um segredo na cozinha que todos os pratos são de não parar de comer… rsss

Para acompanhar, pede a mandioca frita que faz o papel muito bem. Na mesa ainda foi pedido dois pratos que nem dei tanta atenção. Edamami, tradicional da culinária japonesa e não entendi porque está no cardápio de lá. É gostoso, sim, mas não entendi. Outro prato que também estava um pouco “japonesado” demais foi o Tartar de Atum, que vinha com molho tarê (ou algum agridoce do gênero) e gergelim. Bem oriental também e de sabor maaaaais ou meeeenos!

Serviço:
Taberna 474 – Mar e Terra
Rua Maria Carolina, 474 (Esquinha com a Sampaio Vidal)
Tel: 11 3062.7098
teberna474.com.br

Preço sugerido VejaSP: $$$ (R$ 91 a R$ 150)

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Bom de ir e voltar sempre.

Fotos: @victorcollor

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Na semana passada fui conhecer o tão falado hamburger artesanal do Na Garagem, que recentemente ganhou prêmio Melhores do Ano pela publicação Prazeres da Mesa na categoria Hambúrguer
Diferente das outras hamburguerias como o meu querido Z Deli e o Meats por exemplo, os caras só têm duas opções de burguer e por estar em um bairro residencial, as atividades por ali acabam por volta das 10pm… infelizmente!

Literalmente o espaço do Chef Gilson Panda está em uma garagem e faz jus ao nome. Encravado como dá pra ver em uma das fotos, saem hambúrgueres ótimos, sem falar das batatas fritas. O pequeno espaço conta com duas bancadas que devem abrigar no máximo 10 pessoas, mas o mais legal é sentar do outro lado da rua, aonde estão pequenas mesinhas e cadeiras em madeira crua, seguindo a linha visual da decoração da garagem aonde está instalada a chapa e os dois balcões. No interior, uma pegada old school com balcão em madeira rústica, espelho em moldura também em madeira, azulejos retangulares como há muito em NYC e ferramentas e chaves finalizam o estilo que há de se lembrar, estamos em uma garagem.

Para começar, pedi uma cerveja. No cardápio, a cerveja artesanal Mula de tipo IPA – Indian Pale Ale e a a minha querida Heineken, da qual faço parte do grupo de embaixadores aqui no Brasil com muito carinho. Recentemente falei aqui sobre o fato de dar valor a pequenos produtores e “artesãos” que fazem seus produtos com muito carinho e com distâncias mais curtas, tendo assim um produto mais fresco.
Pedi a Mula, que faz parte das cervejas muito boas da Cervejaria Nacional aqui de São Paulo. Com o sucesso das IPA americanas por ai, elas começam a fazer verão por aqui e têm teor alcóolico elevado de 7,5% e muito sabor de lúpulo que dá uma pegada mais cítrica e mais amarga no final. Vale a pena provar ou pelo menos ficar ligado no site da Cervejaria Nacional aqui.
Junto ¡a cerveja, foi embora uma porção de batatas fritas, que na minha opinião está entre as melhores que já comi nessa cidade. Extremamente crocante por fora e bem macia por dentro, elas vêm com tempero a base de alecrim e pimenta do reino, mas não ache que é forte… o sabor é bem suave e no bate papo na mesa, levantei a bola dizendo que aquela batata deveria ser a batata de qualquer hamburgueria ou até mesmo de qualquer bistrô francês que se dispõe a fazer um belo steak tartar. Ela acompanha bem desde um burguer até pratos mais refinados, indo até um filé Rossini com foie gras que o pessoal do Parigi faz muito bem.
Parabéns pelas batatas Gilson!

No cardápio as seguintes opções:
Simples ou Duplo
Com ou sem Bacon
Queijo Prato ou Queijo Gruyère
Vegetariano (feijão preto, quiabo grelhado, arroz integral, coentro e cebolinha)

Acompanha Alface, tomate e molho a base de cenoura e mandioquinha.

Para dar andamento às atividade, a ideia era provar as duas opções de burger bovino com diferentes queijos. Simples com Bacon e Prato e o outro Simples com Gruyère.
Muito além, o com Prato e Bacon foi o que mais fez sucesso, e até foi repetido na sequência. O hambúrguer é leve, suave e o ponto da casa é ótimo. Rosado e suculento! Dentre as casas de burger artesanal, o Na Garagem é considerado o que tem o preço mais em conta, mas ao mesmo tempo o burger é menor do que os do Z Deli e ao Meats, levando em consideração a comparação que fiz acima.
Inclusive o Gruyère não vai mais existir e o molho de mandioquinha com cenoura é muito bom, leve e suave… e ainda faz as vezes de maionese, sendo mais leve. Legal né?

Independente de tamanhos e comparações, a ida é muito válida, seja para ir com um amigo, ou até mesmo com a tua gata, indo em um lugar mais leve, tranquilo e despretensioso, além de ter uma clientela de gente legal e ligada nas novidades gastronômicas da cidade. Passa lá e dá um alô para o Chef Gilson Panda @Na_Garagem_Hamburgueria  no instagram marcando ele nas fotos.

Serviço:
Na Garagem – Hamburgueria Artesanal
Rua Benjamin Egas, 301 – Pinheiros
Tel: 11 3097-9031
Horários: Seg à Sab: 12h – 15h e 18:30 – 22h

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Mais um para ir e voltar sempre.

Fotos: @victorcollor

Ainda na onda carioca, aproveitei minha temporada por lá para fazer programas que devido ao zum zum zum de festa e bagunça, sempre se torna impossível de conhecer, afinal ainda não moro na Cidade Maravilhosa.

Aproveitei para escalar o morro dos Dois Irmãos, ver o Mirante Dona Marta, conhecer restaurantes cool’s em Botafogo, e mais um monte de coisa legal que falo em breve por aqui. Mas hoje o que vou falar é do Parque Lage, uma pérola no Jardim Botânico com vista para o cristo. Curtiu? Pois é… não para por aí.
A história do parque com o tal nome data 1859, quando Antonio Martins Lage adquiri a propriedade e assim passado como herança aos seus filhos, que em 1920, deram início a remodelação do parque, convidando o arquiteto italiano Mario Vodret para projetar o palacete que está até hoje nos pés do morro do Corcovado com a Escola de Artes Visuais, um centro de arte e cultura. Clica aqui para entender melhor a Escola. Já para saber mais sobre a história do Parque dos Lage, clica aqui.

Voltando a minha visita, cheguei lá por volta das 10am para tomar café da manhã no Café Du Lage, que sem dúvidas, foi o pior atendimento (serviço) que recebi  na minha temporada carioca. Depois de algumas buscas, ví que o serviço por lá já é considerado péssimo… como se fosse algo de praxe. Trsite realidade para um lugar tão bonito e agradável. Comi um omelete com presumo e queijo que estava OK, um suco de laranja sem ser coado e um café espresso duplo. Independente do serviço, vale ir lá pelo programa.
Ao fim da visita ao palacete e a parte do jardim que contempla 52 hectares, me encontrei fazendo a pergunta a mim mesmo “Como não havia conhecido antes?” e aproveitei para fazer essas fotos que divido aqui com vocês.

Ou seja, na próxima visita ao Rio, tire uma manhã para conhecer o Parque. Vale muito a pena, ainda mais no inverno, que o passeio pelos jardins se torna ainda mais agradável.

Serviço:
Parque Lage
R. Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico
Tel: (21) 3257.1800

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Quero voltar já!

Foto: @victorcollor

Quem me acompanha pelo Instagram sabe o caso de amor que estou tendo com uma cidade chamada Rio de Janeiro…
Eu já tinha falado por aqui que a cidade, sem dúvida alguma, era a mais legal para estar durante o mundial… vários gringos pra lá e pra cá, taxi, bandeiras, praia cheia, branquelos, loirinhas, … enfim, uma infinidade de coisas legais rolando e o melhor de tudo, não presenciei em nenhum momento agressão, briga ou qualquer problema sobre torcer para aquela ou essa seleção… talvez uma leve catimba com os Argentinos, mas isso já era esperado, tanto do nosso lado quanto do lado de lá.

Mas enfim, a Zona Sul era festa pura. O Rio definitivamente estava vivendo em função dos jogos. Todos os dias era uma desculpa aqui ou ali daquele que ganhou ou perdeu, afinal comemora bebendo e chora… bebendo também né. Então era chope que não acabava mais.

Tudo bem que a coisa rolava solta em Santa Teresa e no famoso bairro da Lapa, mas foi o Jobi que se tornou minha “segunda casa” na temporada carioca. Fiz amizade com Juninho e cia, e principalmente com Seu Manoel, português e dono de um dos lugares que hoje considero entre os mais legais e animados na cidade, faça sol ou faça chuva, dia e noite… o negócio não para por lá. Foram tantas as vezes que seu Manoel, um português durão e fechado, amoleceu e teve um dia que ele até foi até o escritório, que fica no edifício ao lado alguns andares a cima, buscar um carregador de telefone. Agradeço aqui a atenção e as bolachas avulsas no meio da bagunça!
Por lá foram chopes levinhos que “passam” despercebidos e galera animada falando sem parar, bate papo, cigarros, bla bla bla… aquele clima boêmio que só o Rio de Janeiro tem… o Jobi é assim!

Fundado em 1956 e bar logo se tornou ponto de encontro de uma galera animada, seja depois da praia ou madrugada a dentro invadida pela boêmia. O lugar ajuda, e muito. Localizado no “miolo” da bagunça no Baixo Leblon, o Jobi tem como vizinhos a famosa pizzaria Guanabara, que serve chopes aguados e pizza duvidosa e o muito querido BB Lanches, que segundo os cariocas, é uma das primeiras casas de sucos da Zona Sul. O preço é maior do que os outros, mas vele muito a pena tomar um açaí e uma pasta de atum ou frango por lá. Tudo isso acompanhando de suco de uva verde com água de coca – dica minha que passo aqui pra vocês por ter aprendido nos 15 dias que vivi por lá.

Voltando ao Jobi, só indo para entender a bagunça divertida que é. Tomar os chopes que passam pra lá e pra cá e comer os sanduíches de pernil ou filé, ambos com queijo, é uma das coisas que tem que conhecer na próxima viagem à Cidade Maravilhosa.

As fotos não são lá grande coisa, afinal foram feitas nos longos e intermináveis finais de noite por lá regado a muito chope.

Serviço:
Bar Jobi
Avenida Ataulfo de Paiva, 1166 – Leblon
Tel: 21 2274.0547

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O Jobi deveria ser tombado.

Fotos: @victorcollor

Realmente o Rio de Janeiro é a cidade mais legal para estar durante o Mundial. Vários gringos misturados entre eles e entre nós brasileiros em clima de harmonia a cada mesa de boteco em cada esquina da cidade Maravilhosa. Simplesmente genial! Pena que vieram muito mais gringos do que gringas, …

Vocês leram na semana passada aqui no VICCO o post que fiz da Casa Fat Radish, restaurante pop up de um dos lugares mais cool de Nova Iorque.
Além disso, vocês já ouviram falar dos caras por aqui na parceria que eles fizeram com a GANT, lembram?

Fui convidado pelo Phil, Andrea e Lauren para ser member da Casa fat Radish no Rio… demais! Tudo isso devido aos queridos Mauricio, Antonio e Allie que também estão juntos com os caras em NYC no Leadbelly, bar também muito cool em frente ao Fat Radish. Queria agradecer aqui o carinho!

Voltando ao que interessa, fui conhecer a Casa nesse fim de semana que passei no Rio. Inicialmente a ideia dos caras era estar em um casarão na Urca, mas logo mudaram para Santa Teresa. O jantar era as 9h e não consegui chegar a tempo para encontrar amigos que lá estavam, então acabei comendo algumas entradinhas, provando um pouco dos pratos do Menu fechado e tomei o vinho que eles servem por lá.

Mas antes disso fiz um tour pela casa e já achei genial como gringos conseguem extrair e misturar de forma elegante elementos brasileiros à peças modernas. O cesto de lixo no banheiro por exemplo, é feito de trabalho indígena, o sabão da antiga pia é da carioquíssima Granado. Além disso, os jardins tropicais muito bem e estrategicamente iluminados, tochas de fogo fazendo o caminho até a grande piscina que tem vista para o Cristo Redentor.
Nos salões e na grande varanda, mais plantas tropicais espalhadas por todo lado. É demais ver essa visão que os gringos têm do Brasil, que muitas vezes nós acabamos não tendo pelo vício que a sociedade brasileira, desde pequenino, que o que é de fora é sempre melhor que o nacional. Um erro brutal! Visto a negação à cultura indígena, os verdadeiros brasileiros.
Somos tão ricos, e espero que essa consciência mude ao longo dos próximos anos. Vamos dar mais valor ao que é realmente nosso!

A decoração da Casa Fat Radish tem elementos industriais e com cara de padrinho (por opção e estilo) com mesas com uma mão só de pintura, fiação aparente das lâmpadas de estilo Edwin, como há em vários lugares de NYC e no próprio Fat Radish. Miturado a tudo isso, há mesas modernas nas varandas com poltronas largas e quadros com fotos e pinturas legais espalhados por todo lugar.

Queria agradecer a atenção de Mauricio, Antonio e Allie que fizeram isso acontecer e dizer que já já devo estar de volta à Cidade Maravilhosa!

Para saber mais sobre a Casa Fat Radish, clica AQUI.

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Cheers!

Fotos: @victorcollor