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Artigos da categoria: CONHECENDO

Mais um lugar para anotar na agenda e ir conhecer. Foi através de um vídeo que a Isabela Roposeiras do Coffee Lab compartilhou na sua página no Facebook. A chamada? Jovens largam carreira para abrir café enxutos e de grãos selecionados. Demais, não?

Essa é a pegada do Torra Clara que abriu há pouco mais de 7 meses e ao que parece, já tem cantinho especial na vida de quem um dia por lá passou e tomou um dos cafés a comando do Douglas, o dono do lugar e barista. Ou seja, lá é aquele combo de sucesso em que o dono é quem faz o serviço, e não só um investidor, sabe? Na minha opinião, são essas casas que carregam mais amor em seus serviços.

Assisti ao vídeo da matéria a TV Folha que a Raposeiras compartilhou e aproveitei para almoçar por lá, ao invés de só tomar o bom e velho café. A ideia claro era mostrar aqui no VICCO mais um Conhecendo.
Cheguei por lá por volta das 2:30pm e aproveitei o balcão que estava dando sopa e lá me instalei. Assim como em restaurantes japoneses, em cafés também é muito legal sentar no balcão, conversar com o barista, entender o dia a dia e a dinâmica de quem lá trabalha, ainda mais quando a ideia é conhecer e fazer uma matéria sobre.
O lugar é de agradar os olhos desde a entrada. Os janelões que dão muita luz com vidros largos e o logo que é bem bonito e tem aquela pegada do Brooklyn em NY. Aproveitando a ideia do bairro hipster, o Torra Clara também tem paredes de tijolos aparentes, tubulações em metal também aparentes, vasos em estilo tubo de ensaio com plantinhas, luminárias com filamento aparente estilo Edison … enfim, dá pra ver que tem carinho e amor e cada cantinho que é possível enxergar.

Já em conversa com Douglas, perguntei a sua sugestão para um café gelado. Sim, gelado! Muita gente acha estranho a novidade por aqui. Há anos, nas minhas idas e vindas à Espanha, criei esse habito e trouxe para a cozinha da minha casa. Por lá é comum pedir um “café com hielo” em qualquer lugar que você vá. Seja um expresso duplo em um copo com gelo ou até mesmo o café coado da manhã… nessa caso, as vezes adiciono um pouco de mel de engenho lá de Alagoas para dar um pouco de vida e um sabor de queimado, mesmo sendo adepto do café sem açúcar.

Voltando ao Torra Clara, por lá a coisa funciona diferente e os grãos que eles têm são de época. Ou seja, hoje você pode tomar um café X hoje, sendo que na sua volta dias depois, talvez não encontre aquele café. Tudo com uma pegada de produtor local, valorizando o trabalho dos pequenos produtores na região de Minas e São Paulo e com uma liberdade a mais que vai rabiscando a lousa de giz que te oferece os cafés “do dia”.
Douglas me ofereceu uma leva de café especial que ele tinha por lá e fez o café com gelo que estava ótimo. Servido em um copo de vidro e poucas pedras de gelo, o café é bom e ele gelado te mostra outros aromas, outros sabores. Vale a pedida da “novidade”.

O cheiro era bom e não deu pra resistir a recém saída fornada de Pão de Queijo com Queijo da Serra da Canastra. Macio e suave, acompanha bem o café… ou melhor, a entrada para o almoço.
Na sequência pedi um Waffle de Pão de Queijo da Casa que usa a mesma base do pão de queijo, sendo que é feito na hora na tradicional forma quadradinha. Há algumas opções de acompanhamento como manteiga, goiabada, mas eu fui de requeijão. Confesso aqui que a pedida é melhor do que a do Pão de Queijo… ou seja, não se engane e peça o Waffle que é mais negócio, é mais saboroso, mais quentinho e de comer de olhos fechados.

No cardápio, algunas tortas e quiches de vários sabores que agradam gregos e troianos. Para dar continuidade ao almoço eu pedi uma Torta de Mix de Cogumelos. Acompanhada de uma salada, a torta chega a mesa com aparência amassada e feia, mas o sabor é bom! Suave e com os cogumelos misturados a uma pastinha de cream cheese, a torta acompanha salada e algumas pimentas biquinho. Não se acanhe e peça ao Douglas mais uma porção de pimentas que vale a pena. A salada é verde sem grandes novidades com alface, agrião, tomate e cenoura. Tempere com o azeite que está na mesa e se divirta com um almoço mais leve do que o tradicional.

Mais um Expresso muito bem tirado e oferecido também em copo de vidro para finalizar. Aqui no Brasil há um costume de tomar café muito quente, o que na verdade não deixa você sentir os sabores presentes naquela xícara. Ou seja, fã de café quente mas não pegando fogo, o expresso servido em um copo de vidro permite que haja mais troca de calor, quando comparamos às tradicionais xícaras. Ou seja, ele perde temperatura mais rápido e no meu caso, me deixa mais feliz… pois tem vezes que demoro uns 5 minutos ara tomar um expresso esperando ele “esfriar”.

Serviço
Torra Clara
Rua OscarFreire 2286, Pinheiros
Tel: 11 3297.8486
torraclara.com.br

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Cheers com Café!

Fotos: @victorcollor

Lembro quando ouvi falar do burger de foie gras do então 12 Bistrô com ótimas palavras do meu muito querido Chef lá de Alagoas Jonatas Moreira do Espaço Vera Moreira. Parceiro dos donos Daniel e Greigor Caisley, Jon Jon me disse algumas vezes que eu tinha que conhecer o restaurante do caras.
Tempos depois, em um dos encontros da boa comida na praça Charles Miller aonde está o estádio do Pacaembú, lá estava o 12 com a sua barraca ao lado dos também parceiros, Z Deli Sandwich Shop. Conversei com Daniel, me apresentei e falei da relação com Jonatas Moreira. Provei o Burger, estava bom, mas uma coisa é você comer na barraca, outra coisa é você comer no restaurante. Portanto, não valeu.

Finalmente fui conhecer o que era Bistrô e hoje é puramente Burger e fui surpreendido. Com um espaço intimista, mais calmo e todo em madeira, o twelve como é chamado e não doze, fica em uma rua calma em uma zona que permeia entre Pinheiros e Vila Madalena. Um clima completamente diferente do agitado Z Deli da rua do Pinheiros, lotado e que foi perdendo o bom atendimento e a regularidade dos pratos ao longo dos últimos meses.

Cheguei lá e fui recebido por Daniel, que me sugeriu as Coxinhas e o Bolinho de Tapioca de entrada, afinal as batatas já viriam de qualquer forma para acompanhar o burger.
Ambos muito bons, mas em especial o bolinho de tapioca com geléia de pimenta. Me lembrou bastante os que Rodrigo Oliveira faz no seu Mocotó e que depois Adriana Cymes se inspirou para fazer no  Chez Burger de pouco sucesso no fim da Al. Lorena, nos Jardins. Inspirações a parte, o bolinho é ótimo, sequinho, crocante por fora e molhadinho por dentro. Bingo!

Para acompanhar tudo isso, fui “abraçado” por uma geladeira de cerveja que estava ao lado da nossa mesa. Recheada de inúmeros rótulos nacionais e importados que vocês podem conferir no site dos caras, resolvi fazer uma noite só de cerveja artesanal brasileira. Por que não dar valor ao home made, o feito “aqui na esquina” ao invés de tomar algo que já passou horas em barcos, horas em transportes, horas no sol, horas na chuva. Faz sentido, não? Nas fotos, alguns dos rótulos que tomei por lá, enquanto a turma na mesa se esbaldava nas belgas e alemãs.

Voltando a boa mesa, pedi o Burger de Porco (não lembro o nome correto agora, mas há somente um). Ótimo, leve e suculento. As folhas de agrião dão uma refrescada junto às cebolas roxas e deixa a coisa mais suave. Vale a pedida!
Essa semana passei por lá e provei o Dane’s Burger que é um dos carros chefes da casa. Pedi para adicionar bacon e fui ainda mais feliz… impecável!
O burger realmente é muito bom, vem no ponto da casa, o ponto certo, o ponto vermelho!
As batatas também são ótimas e vêm com o bom e velho alho e alecrim como estamos vendo em vários lugares.
Pode deixar de lado a maionese que não é la grandes coisa e pode até melhorar, afinal catchup no burger não rola.

Quando falei que fui surpreendido no início do post, era sobre isso… se não o melhor, um dos melhores burgers que já comi aqui em São Paulo. Ainda mais quando envolve um ambiente gostoso, calmo e sem aquela bagunça de lanchonete com som alto, gritaria e disputa por mesas.
Para se ter ideia, ainda há uma área externa aonde você pode comer entradinhas e tomar as mesmas boas cervejas que tomamos por lá. Vale a pedida também!

Serviço:
Twelve Burger Burguer & Bistrô
Rua Simão Alvares, 1018, Pinheiros
Tel: 3562-7550
twelvebistro.com.br 

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Preciso voltar para provar o de Foie Gras.

Fotos: @victorcollor

Mantendo o ritmo por aqui e com a afirmação de que sexta-feira e dia da boa mesa no VICCO, fui conhecer o José, restaurante que abriu de forma silenciosa no ano passado e têm alguns queridos a frente do negócio.

Para começar, o nome é genial e claro, devido aos nomes de três dos quatro sócios. O querido Cacá Ribeiro que tem José no RG e também responsável por casas que já baguncei muito como Lions e Yatch;  o boa gente José Eduardo Rotella que entende tudo de whisky e é embaixador de Chivas Regal aqui no Brasil e o outro que desconheço mas também carrega o nome, José Eduardo Reis. Para completar o quarteto, o Chef Rodrigo Lacerda, que tive o prazer de conhecer no dia em que fui lá provar as delícias que saem da sua cozinha. Ele veio a mesa e nos sugeriu alguns pratos com um mega sorriso no rosto. Como é bom ter esse tipo de recepção, seja lá onde for. O resumo é que com ou sem o José no nome, confesso que Rodrigo dá o brilho na cozinha do “novo” restaurante.

Sabia que ficava localizado na região de Higienópolis, mas não fazia ideia aonde. Em uma portinha em frente ao cemitério da Consolação dá para avistar o letreiro do nome que tem pegada de manuscrito e bem elaborado. Nessa mesma região está o impecável ICI Bistrô do Benny Novak – que confesso já estar com saudade da arraia com os raviólis de massa de profiterole, e também o La Fronteira, restaurante aonde o talentoso Leo Botto brilhava a frente da cozinha anos atrás.
Até o salão, há uma bela escada que te leva às paredes de tijolos aparentes, vigas em metal misturadas entre palmeiras e um belo bar recheado de bebidas bem iluminadas. Me lembrou um pouco a pegada do Gero, mas com um ar mais leve, mais plantas, mais Brasil. Acredito que a ideia seja boa de ir em um almoço de fim de semana e passar a tarde toda por lá comendo e bebendo, devido a luz natural que entra por grande parte do teto. Legal né?

Para dar início às atividades pedi um suco de tomate bem temperado e logo Edu Rotella, que estava no bar acompanhado do também querido e genial Marcelo Ferrari, puxou papo e lá fiquei alguns minutos até o resto do bonde chegar. Bons papos aqui e ali e Edu sugeriu provar o Vitello Tonnato e a Rã à provençal. Qual a dúvida que não fomos nelas?

Após o Suco de Tomate bem temperado que estava sensacional (lembram que falei aqui sobre a baixa qualidade dos sucos?), não aguentei e fui de Negroni que também estava a altura da boa comida, do bom suco e claro, dos bons sócios.

Vittelo Tonnato
Extremamente leve, saboroso e bem apresentado.
Se não me engano, o ítem ainda não estava no cardápio e a surpresa foi boa. Pedimos ao centro para todo mundo poder dar um garfadinha.

Coxinhas de Rã à Provençal
> Douradas no azeite com alho e salsinha sobre hommus e tomate à provençal.
Confesso que sou fã das rãs do Benny no vizinho ICI Bistrô, mas essas aqui estavam a altura e têm meu respeito.
Chegam a mesa 5 coxinhas de rãs douradas no alho e na salsinha sobre hommus. Tá aí uma novidade. Independente do acompanhamento, as rãs são ótimas, suculentas e têm aquela crosta por fora que deixa tudo mais crocante. Com alho então, nem se fala. Parabéns… esse é um dos pratos que quando penso em José, me vem a cabeça, e vocês sabem bem que é difícil pratos se tornarem sinônimos de restaurantes. Esse é um caso ótimo!

Vieiras com Jamón e Fondue de Alho Poró
> Envoltas com presunto cru, são grelhadas e guarnecidas de alho poró refogado e molho leve de shimeji amarelo salteado com a abobrinha e ervas.
Confesso que não sou fã de vieras grelhadas nem assadas… na minha opinião o sabor dela está nela crua. De qualquer forma, esse foi um dos pratos pedidos e sim, mesmo com toda mistura que mais se parece uma salada com cogumelos, abobrinha, jamón, alho poró, a prato é bom!
As vieiras são graudas e a mistura com jamón vai bem e confesso que fiquei feliz. Extremamente saborosas e a mistura com alho poró é ótima. Já os cogumelos são bons, mas não achei tão válida na mistura… muito informação.
De qualquer forma, se você gosta de vieira, crua ou não, é uma bela e farta pedida.

Magret de Pato
Mais um ítem que não estava no cardápio e foi a sugestão do Chef Rodrigo Lacerda. Como é bom a chegada de um Chef a mesa perguntando o que os “convidados” gostariam. Um bate papo ali e aqui e ele entende e sugere na hora. Sensacional e muito obrigado pelo carinho Rodrigo!
Se não me engano o purê era de cenoura e bem suave para deixar o pato brilhar, que chega a mesa no ponto certo e com a capinha de gordura bem dourada. Por favor não faça feio e não seja um daqueles que tiram a gordura, beleza?

 

Como se tratava de uma sexta-feira e a bagunça da noite nos esperava, não teve sobremesa, e sim, mais um Negroni para fechar a tampa.

Serviço:
José Restaurante
Rua Mato Grosso, 412, Higienópolis
Tel: 11 2193.3957
sitedojose.com

 

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Em breve irei no almoço de fim de semana e conto mais aqui pra vocês.

Fotos: @victorcollor

Foi nesse almoço que tive a notícia de que iria ver Neymar e Messi jogar muita bola na final da Champions League que vocês acompanharam aqui, e de quebra, o lugar e a comida corresponderam ao quão legal foi a notícia da ida a Berlin.

O restaurante de Adriana Cymes e Vitor Vasconcellos já tem alguns anos que serve a boa mesa em um dos lugares mais agradáveis em São Paulo. O espaço repleto de árvores e chão de pedrinhas ocupa o espaço de trás da Cartel 011. Não diria que seria os fundos da loja, pois o espaço é quase do mesmo tamanho do espaço total que engloba a loja em si que têm peças bem legais e selecionadas de marcas que você não encontra com tanta facilidade, a CZO Footbox que têm vários tênis legais e com a mesma pegada da loja, um bar/balada e uma galeria aonde rolou a minha exposição Old Boys no ano passado. Lembram? A Cartel 011 é uma velha conhecida e querida minha. Conheço a turma de lá há anos, desde quando eram metade do espaço, já toquei por lá como DJ, bagunçei em algumas festinhas e sim, tive minha expo por lá tocadas com muito carinho pelo Cristian Resende e Fernando Sapupo, dupla de queridos e responsáveis pelo espaço como um todo.

Para quem não sabe, a dupla/casal de Chef’s têm outros projetos em São Paulo. Vitor é responsável pela boa e cara cozinha do bar Número. Mesmo sendo um lugar de drinks e noitada, a Coxinha faz muito sucesso por lá. Adriana para se ter ideia é responsável pelo Burger do Bar Secreto. Foi ela quem criou a receita lá atrás quando o Bar Secreto era o lugar mais divertido para se dançar e dar risadas noite a dentro… que época boa, não? Hoje infelizmente o bar não é mais tudo isso, muito menos o burger que tem dias bons e outros péssimos. Ou seja, o casal gosta da boa mesa, além de Adriana ser uma pessoa queridíssima e de sorriso constante que contagia qualquer um.

Voltando ao Feed Food, o restaurante tem pegada despretenciosa, leve e com uma brigada de garçons simpáticos, mas por ser um lugar considerado cool, eles também têm essa pegada e acabam se perdendo em tendo um ar mais blasé de vez em quando, tanto lá quanto na loja.
O legal de lá é que eles ficam direto entre almoço e jantar. Para se ter idéia, cheguei para almoçar por volta das 4pm. Mesmo assim, ainda acho que o lugar é muito mais gostoso no almoço do que no jantar, afinal a luz natural misturada às várias árvores que compões o jardim, deixa tudo mais gostoso. Já fui lá no jantar e comprovo a teoria.

Antes de qualquer coisa, pedi um Suco de Tomate bem temperado, que chega a mesa muito saboroso e geladinho. Confesso que tenho sentido falta de bons sucos de tomate em São Paulo… ao invés de melhorar, as coisas estão piorando no quesito da fruta vermelha.

Lascas e Grana Padanno com Mel de Trufas
Para dar início às atividades, pedi uma porção dessas. A apresentação é legal e tem uma pegada de raw cooking, com pedaços largos de Grana Padanno e com o pequeno pote de mel de trufas. Achei que seria um mel trufado, mas no mesmo pote, é misturado mel in natura com azeite com aroma de trufas. Um truque legal e que dá certo.

Salada de Quinua com legumes assados , Cubinhos de Queijo feta e Hortelã
Leve e extremamente saborosa e molhadinha, além de ser muito saudável.  Fica esperto que o gostoso é comer a quinua com a cebola. É um prato frio e mesmo com os legumes assados, eles chegam frios. Eu gosto da pegada, mas há quem não curta. Pedi isso no meio da mesa para dividir, afinal as porções por lá são muito bem servidas.

Risoni com Cordeiro aromatizado com Pimenta Síria, finalizado com uma colherada de Coalhada Seca
Conhece o termo Confort Food? Aquela comidinha que te abraça e te dá uma sensação de conforto? Pois foi exatamente isso que senti ao dar a primeira colherada. O risoni no ponto certo do cozimento, o cordeiro bem desfiado e temperadinho e a colherada de coalhada é quem dá o brilho final. As amêndoas crocantes dão um textura ótima. Não resisti e pedi uma porção extra para o garçon para deixar tudo ainda mais crocante. Vale muito a pedida, mesmo tendo sentido falta da pimenta síria.
Se a fome não for muito grande, peça e divida, pois a porção e muito farta. E vocês sabem que eu gosto e de comer, e muito!

 

Para finalizar, um cafzinho que acompanha uma amendoa inteira com cobertura seca de chocolate Nescau. Sabor infância… não deixe de comer o “acompanhamento” do café.

 

Serviço:
Feed Food / Cartel 011
Rua Arthur de Azevedo 517, Pinheiros
Tel: 11 4305.7727
cartel011.com.br

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Conforto em forma de comida.

Fotos: @victorcollor

Essa semana fui conhecer o tão falado Saj, restaurante árabe que se depender do boca a boca, faz muito sucesso por ai. Algumas pessoas já me falavam, comentavam que tinha aberto na mesma rua do meu querido Maní mas nunca calhou de conhecer.

Com casa na Vila Madalena, Morumbi, Consolacão e agora nos Jardins, o restaurante é mais um ponto da boa comida árabe. Fui lá só com informações do boca a boca sabendo que os caras entregavam uma bela comida árabe.
Um almoço em uma dia de semana gostoso, de sol e com uma brisa, a pedida foi o menu executivo que já adianto que é bem interessante.

Por uma média de R$55,00, pois depende do tipo de Prato Principal que você escolher, se come muito bem no miolo dos Jardins, Europa e Pualista. O ambiente é mais leve do que outras casas tão boa quanto como o Arabia e o Almanara, e tem pequenas mesas, decoração simpática e uma área aberta no fundo que dá toda a iluminação necessária (se liga nas fotos). Legal né?
A caminho de lá eu disse para uma amiga e ela me avisou que o da Vila Madalena é bem mais gostoso. Como estava pela região, acabei conhecendo dos jardins mesmo.

O Menu Executivo é composto

Entrada
A entreda realmente é uma entrada e na minha opinião, vem muito pouca pasta dentre as opções de húmus, coalhada seca, mhammara ou babaganouch.

Escolhi a pasta de berinjela (babaganouch) e estava muito saborosa, mas o ponto alto é o Pão Saj, que não está no menu executivo, mas você, através de um sorriso no rosto, pode pedir com educação e eles vão te dar.
Essa foi a dica do meu querido Luciano Ribeiro da Editora Carbono que estava lá comigo. Boa Lu!
Feito na hora e com um tempero a base de zattar, tempero muito usando na culinária árabe e judaíca, o fino pão é simplesmente fantástico. Não saia de lá sem provar!

Prato Principal
Sou fã de Kafta… ela chega a mesa molhadinha e suculenta como deve ser. Se vier seca, pede pra trocar! Esse é a grande sensação desse tradicional prato árabe. Mas confesso que poderia vir um pedaço um pouco maior. Vejam as fotos e me digam.
Pedi de acompanhamento a também clássica saladinha Tabule. Vem bem molhadinha e cheia de sabor. Vale a pedida.
Pra finalizar, a batata à Libanesa é ótima e vem com zattar e cebola em cima.
Sabe aquela ideia de prato prefeito com salada, proteína e um ótimo carboidrato? É esse, e olha que não sou desses “gastrochato” inventando regras para o que comer aqui e ali, nutrientes e todo o bla bla bla da saúde. Aqui se come bem, ponto. Come salada, burger, peito de frango, bolinho de arroz, batata doce… enfim, se come BEM!

Sobremsa
Quem mora em São Paulo conhece o Farofino da cadeia marromeno America, certo? Aquele sorvete com calda de chocolate e farofa doce de castanha. Não lembrou? E a sobremesa Capricho do tão amado Frevinho?
Lembrando ou não, esse aqui tem a mesma pegada de sabor infantil. Quem não gosta de lembrar da infância ao comer um prato. Vale a pedida do que eles chamam por lá de Chocolamour.
Na próxima vou provar o Ataif de nozes ou nata que também faz parte do cardápio.

 

Acredito que o Saj seja um daqueles lugares para ir no almoço, mas não dos melhores para um jantar. O ambiente é muito agradável de dia e vale o almoço em um dia de semana. Ah, e peça o chá de hortelã gelado da casa que vale a pena.

 

Serviço:
Saj Restaurante / Jardins
Rua Joaquim Antunes, 260
Tel: 2574.3665
sajrestaurante.com.br

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Entregue!

Fotos: @victorcollor

Lembro quando conheci e ouvi falar no nome de Jefferson Rueda lá atrás, ainda nas andanças pelo centro e no início do ótimo Dona Onça que fica no pé do Copan e tem uma pegada leve, descontraída e despretenciosa com comida ótima e confortável. A relação? Janaina, a querida Dona Onça é mulher de Jefin, como é conhecido pelos mais próximos.
Sabia que Jeferson era gente “boa praça” e estava a frente do Pomodori no Itaim, restaurante que na época era conhecido como um restaurante muito caro, porém bom.

Jefferson então abre o Attimo, restaurante em Moema e dá início ao que hoje é reconhecido pela boa comida e também por ter saído na lista dos estrelados do Guia Michelin com uma estrela.
Reunião ali, tempo aqui e resolvi conhecer o Attimo e seu almoço executivo.

Não fazia a mínima ideia aonde estava localizado, muito menos como se parecia, mas segundo o Thiago Gil, velho conhecido de vocês por ter colaborado em algumas semanas de moda aqui no VICCO, falou que se parecia com uma praça de alimentação.
A entrada é estranha com a mistura de mármore branco, metal cromado, vidro, uma parede de azulejo e adicionado a tudo isso, uma “piscininha” externa com uma varanda com cadeiras também cromadas que mais se parece com essas entradas de hotéis recém lançados em cidades de praia, sabe?
Cruzando a porta de entrada você ainda tem um paredão de espelhos para refletir toda a decoração de gosto duvidoso.

Decoração a parte, não tenho como não falar do serviço e da recepção. Há muitos anos não me deparo com uma situação como essas. Ao entrar, o chefe do salão que me lembrou um dos indianos que fotografei para Gujarat, a minha última expo, me recebe com um certo ar de prepotência e pergunta a quantidade de pessoas. Com o salão quase vazio de um almoço de meio de semana, ele quis me levar para os fundos, lugar mais escuro e próximo a cozinha. Perguntei se não poderia sentar em uma das mesas próximas a saída para a varanda de gosto duvidoso. Afinal, se o ambiente não ajuda, que a luz seja um diferencial, certo? Pelo menos lá tem bastante. O chefe do salão fez uma cara não muito agradável e me “deixou” sentar aonde queria. Quanta simpatia, não?
Acredito que com o prêmio da estrela Michelin, a equipe do salão de Jeferson está achando que pode estar um degrau acima e tratar os clientes de uma forma mais “blasé”, sendo que na verdade um sorriso de ambos os lados torna tudo mais agradável.

Não só o chefe do salão, como toda a brigada, tinha um certo ar de prepotência, o que chegou a deixar o almoço um tanto quanto chato. Para dar início, pedi um Suco de Tomate da casa que não estava lá grande coisa e continuamos para uma taça de vinho. Quando o garçon ofereceu uma garrafa, e nós fomos de taça, ele mais uma vez fez uma cara azeda. Sabe aquela situação que parece que você está de favor no restaurante, é intimidado pela equipe e a cada olhada, parece que você está sendo julgado? Ou até mesmo de imaginar o cara falando: “esse povo que vem aqui e toma uma taça ao invés de uma garrafa de vinho. Pobres!”. Entende? É isso que senti por lá.

No cardápio do almoço executivo em um “flyer”, achei simpático o carinho de Jeferson em escrever a sua história e a valorização do passado, contanto do carinho pelo Bar do Zé e seus PF’s. Eis ai a fonte de inspiração de seu almoço “Zécutivo”, em que o nome já faz homenagem ao seu querido Zé.

Cada dia muda e na terça-feira o cardápio era:

Couvert
Focaccia, Manteiga de Urucum e Berinjela assada
Um dos “simpáticos” garçons chega a mesa com uma bandeija e pergunta qua pão você quer. Você aponta e ele coloca um mísero pedaço. Quando pedi mais uma rodada de pão, mais uma cara azeda. Quando pedi 2 pedaços ao invés de 1, nem se fala, né?
A manteiga de urucum é suave e sem grandes novidades, enquanto a pasta de berinjela é ótima e temperadinha.

Alface Romana, Maça Verde, Queijo Azul e Nozez caramelizadas
Chegam a mesa 4 folhas – sim, 4, de alface romana com os acompanhamentos. A mistura do queijo azul com as nozes caramelizadas é ótima. Essa é uma daquelas saladas saborosas que dá vontade de comer em um pote sabe, mas tive que me contentar com as 4 folhas de alface.

Corte do Açougueiro, Batata Asterix e hortaliças
Para compensar o tamanho da salada, o prato principal vem bem servido. Escrevendo esse post, me falhou a mamória para saber qual carne era, mas confesso que também não estava grandes coisas e inclusive deixei um pedaço no prato. O molho é muito gostoso e a mistura com o purê de batata (sim, batata asterix é o bom e velho “pirê”) é ótima.

Arroz Doce Integral com Toffee e Flor de Sal
A grande surpresa do almoço! Confesso que não sou fã de arroz doce, mas esse aqui estava ótimo. A mistura do toffee com o amendoim crocante é demais!

 

Ainda não conheço o jantar e o menu de Jefferson, mas depois dessa experiência fico me perguntando quando voltar para provar de fato a comida que fez o restaurante ter 1 estrela Michelin. É claro que o almoço não é a mesma coisa, mas mesmo assim o primor da noite, tem que estar na manhã também.

Fico então com uma coisa encucada na cabeça e fazendo uma comparação: Como que um restaurante como esse ganhou a mesma estrela que a impecável dulpa do Maní, Dani Redondo e Helena Rizzo?
Se for pensar demais, os cabelos vão começar a cair… ou seja, aceita que dói menos.

Serviço:
Attimo Restaurante
Rua Diogo Jácome, 341 – Moema
Tel: 11 5054.9999
attimorestaurante.com.br

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Cabelos caem!

Fotos: @victorcollor

Uma coisa que reparei em São Paulo nos últimos anos é que não necessariamente um cara ou uma mulher que cozinha bem e resolve ter seu próprio restaurante, queira ser Chef. Na verdade muitos deles querem ser simplesmente famoso. Quer chegar em algum lugar e ser reconhecido, sair na coluna social da Folha ou do Estado, ser paparicado e todas essas coisas que vêm junto com a tal da fama/reconhecimento. Mas cadê ele na cozinha? Aonde está a sua base de onde veio e chegou até aqui? Muitos deles se tornam Restauranteur, o cara por trás daquela comida, daquela ideia e hoje só “administra” o negócio. Concluo, com minha humilde experiência no assunto, que esses caras nunca chegarão ao que a nova série do Netflix quer mostrar, muito menos ganhar reconhecimento internacional, seja através de estrela Michelin ou não.

Eu queria ter escrito esse post quando comecei a assistir à série, ainda na semana passada. Mas a coisa andou e acabou que no fim de semana assisti a todos os 6 episódios de Chef’s Table, a série documental do Netflix que conta histórias de Chef’s que fazem acontecer e se destacam entre os demais devido à sua vida, às suas condições de trabalho e claro, ao amor que existe na criação de cada prato, em cada prêmio conquistado e por que não no dia a dia na sua cozinha?
Esses sim são Chef’s que estão ali no dia a dia e claro querem ter seu reconhecimento, mas não pelo agito, mas sim por sua comida extremamente especial e claro, o seu passado e sua história de vida, que mostra que sem isso, eles nunca chegariam aonde estão.

As séries ou programas que têm cozinha como foco principal, ou são grandes chef’s julgando amadores ou mostram aquela pegada de receita e do “como fazer” com um passo a passo. Esqueça tudo isso, adicione uma fotografia linda, histórias reais e um roteiro que te amarra em cada conto sem querer deixar passar nada, seja tendo a atenção distraída, seja um simples piscar de olhos. É assim que vejo a série mais legal que assisti nos últimos tempos.

A bela história de vida de Massimo Bottura da Osteria Francescana que incialmente foi odiado pela sua população em Modena, mas que hoje tem seu respeito e amor por toda Itália. Só por ter alterado clássicas receitas da “Nonna”… conhece os italianos né?

A volta às nossas raízes de Dan Barber do Blue Hill em Nova Iorque mostrando como que com o passar dos anos, fomos perdendo as origens dos nossos alimentos como grãos, vegetais e carnes. Solução? Uma fazenda própria para cultivar tudo lindo e da forma que ele bem entender.

A liberdade de Francis Mallmann na Patagonia Argentina e sua história de vida de arrogância recém chegada da França, até sua filosofia de vida atual, que por sinal me identifiquei bastante. A ideia do “raw food” e simplesmente fantástica!

Niki Nakayama. A beleza da vida de uma japonesa que saiu de uma família que a reprimia por ser mulher e chegou ao premiado N/Naka em Los Angeles, misturando cozinha japonesa com seu toque conteporâneo e fazendo pratos que os os clientes jamais esquecerão.

Ben Shewry do Attica na Nova Zelândia e sua relação com a natureza e seu cuidado em cada criação. Confesso que achei esse o menos carismático e o episódio que menos me pegou.

Magnus Nilsson e seu restaurante no interior gelado de Järpen na Suécia, e a sobrevivência e criação para fazer a coisa acontecer em temperaturas tão baixas.

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Assistindo a cada episódio que tem em média 45 minutos, enxerguei alguns brasileiros tendo suas histórias contadas dessa forma, mostrando o seu passado, a trajetória até aonde chegaram e claro, o resultado de tudo isso com uma fotografia linda e um roteiro extremamente amarrado. Atala? Sim, ele eu veria tendo isso, mas quem mais me chamou a atenção que poderiam estar lá foi: Helena Rizzo do Maní, junto com o Dani Redondo e claro, Albeto Landgraf do Epice.
Ambos com bastante história pra contar e claro, que eu gostaria de assistir hoje.
Espero ter isso por aqui ou se não, que venha a “segunda temporada” da série mais gostosa do Netflix.

 

Imagens: Reprodução