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Essa semana, na quarta-feira, estava com uma turma de fora e resolvi mostrar os encantos do Maní, restaurante aqui em São Paulo que tem um cantinho especial no meu coração. Quem acompanha a série Conhecendo em que falo das minhas experiências gastronômicas por ai, já leu algum dos posts que fiz sobre o restaurante que hoje é considerado o número 46 do mundo segundo a revista “Restaurant”.

Que a comida é espetacular, não tinha dúvida, mas para animar ainda mais a quarta-feira, Helena Rizzo, Chef que comanda a cozinha com muito amor e carinho junto ao marido catalão Dani Redono, teve a notícia que foi eleita a melhor Chef mulher do mundo pela mesma publicação que elege os 50 + do mundo. Sim, pode acreditar e está ao nosso alcance! No ano passado, Helena foi eleita melhor Chef mulher da América Latina e esse ano recebe o título mundial. Palmas e mais palmas, afinal já vi de perto o trabalho que toda equipe dá para o restaurante ser o que é.

Para entender melhor os pratos e a ideia do lugar fiz o post há algum tempo, mas fui la novamente e sim, está perfeito como sempre foram minhas experiências por lá. E não estou falando perfeito da boca pra fora, quem já foi sabe do que estou falando.

Na quarta comi a entrada Chips de batata com rosbife e mostarda dijon que estava especial, macio e suculento.
Na sequência veio o Bombom de Foie Gras com goiabada e capa de vinho do Porto, que é um clássico por lá e se não me engano um dos pratos mais adorados.
Voltei a provar o Nhoque de mandioquinha e kuzo com “dashi” de tucupi que são especiais em que cada um dos nhoques tem uma erva diferente, que dá sabor distinto a cada um deles. Um prato extremamente delicado.
Para dar andamento aos trabalhos, Ovo “Perfecto”! Cozido a 63 graus durante uma hora e meia + espuma de pupunha… é de fechar os olhos!
Depois vieram os Falsos Tortéis de Pupunha recheados com abóbora. Lendo no cardápio é um prato que não chama atenção e até parece bobo, mas é um dos meus favoritos por lá. Simples mas de textura e sabor difíceis de achar por aqui.
Para finalizar, Paleta de Cordeiro Cozida a Baixa Temperatura com tubérculos assados e farofa de castanha do Pará que se desmancha na boca!

Saúde!!!

Se ainda não foi ao Maní, vá que é uma das experiências gastronômicas mais legais e que poucos lugares no mundo te oferecem! Ligue e se informe sobre reservas.
Por fim, deixo aqui palmas e mais palmas para o prêmio que Helena Rizzo receberá no dia 28 de Abril! Como vocês dizem por ai: “tu merece muito guria!”.

Olha aqui o que a Folha de SP escreveu.

Serviço:
Maní
Rua Joaquim Antunes, 210
Tel: 11 3085.4148
manimanioca.com.br

Não perca tempo…

Foto: Reprodução – Sebastião Moreira/Efe

Mais um clássico de Madri e primo da Casa Lucio que vocês viram aqui.

Esse restaurante é também uma criação de Lucio, que transformou o antigo club privado de arquitetos em um ambiente da comida boa e tradicional espanhola, deixando nas mãos de Ángel Gonzáles, que é quem toca o clássico restaurante que tem suas mesas subterrâneas e uma das áreas mais charmosas de Madri no viaduto e jardins das Vistillas, bairro antigo da capital.

Pra variar, jamón já foi pedido. Impecável! Na sequência vieram tomates frescos cortados em fatias finas no azeite, acompanhando de pan tomate, que é o pão cortado na metade com tomate esfregado. É delicioso e bem simples a ponto de ter feito aqui em casa no almoço que fiz no último sábado. Tudo isso só para “picar” como eles dizem por lá, e abrir o apetite.

Na seqüência vieram os meus amados boquerones, que já expliquei aqui o que é, acompanhado de azeitonas verdes. Por mim viveria a base disso, jamón, gazpacho e fuet, tradicional linguiça curada da Catalunha mas de sucesso por toda Espanha.

Uma coisa que comi muito bem por lá e foi supressa pra mim, foi a carne vermelha. Simples e sempre muito bem feita por todos lugares que passei. O tal do “solomillo” de ternera ou de boi veio sempre com a gordura tostadinha e com um jeito particular de servir que me encantou. Vem em um prato de barro bem quente e com a carne mal passada, quase crua e ela vai cozinhando aos poucos. Não ache que é famosa chapa quente que vemos por aqui no Brasil cheia de fumaça… pode ficar tranquilo, lá não ficamos “defumados”.
E quando o prato esfria, eles trocam por um novinho “pegando fogo”. Legal né? Para acompanhar aspargos verdes fresquinhos fritos no azeite a meia temperatura que deizou ele crocante por fora e macio por dentro. Tão bom para ser um acompanhamento que acabamos pedindo uma porção a mais mesmo sem mais ter o prato principal. rsss. E pra finalizar, moricilla!!!! Como goste de você!

Ao fim, café com gelo, mania que peguei por lá e até aqui estou tomando assim, inclusive em casa enquanto escrevo esse post. Provem! Passa o café da forma tradicional e pega um copo médio (do tamanho de um de whisky está bom), enche de gelo e coloca o café. Como bom nordestino adoço com uma gota de mel de engenho. Fica muito bom!

Se gosta dos ambientes clásscos, com tetos de madeira escadas gastas, vinho por toda parte, garçons que trabalham há anos e uma comida muito bem feita, tem que conhecer também o El Landó, sem deixar de lado a Casa Lucio… a proposta é quase a mesma, mas vale conhecer os dois.

Serviço:
El Landó
Plaxa Gabriel Miró, 8 – Madrid
Tel: +34 91 3667681
casalucio.es/oldweb/el-lando

Clássico é sempre clássico, em qualquer cidade do mundo.

Fotos: @victorcollor

E só tem comida essa semana por aqui!!!! Oba!

Das minhas dicas de Madri, além da ida ao mercado Mercamadrid que vocês viram aqui, uma dica boa é conhecer a Casa Lucio. O restaurante é daqueles da vida toda que está lá, onde sua bisavó foi, a avó foi, passando por fim de pai pra filho. Pois lá é um desses clássicos que tem que ir na capital espanhola.

O restaurante está lá desde 1974 e leva o nome por ter a sua frente Lucio Blázquez, que comecou a trabalhar ali aos 12 anos, quando o restaurante ainda era conhecido por Méson El Segoviano. O restaurante fica no bairro antigo de Madri, no centro, em uma dessas ruazinhas pequeninas, sabe? Cheguei lá no meu primeiro fim de semana e já gostei do lugar. Madeira rústica, lugar antigo, patas de jamón penduradas na parede, um aquário com lagostas, lagostins, almejas e mais um monte de variedade de pescados, que nós brasileiros, mesmo com a costa algumas vezes maior do que a da Espanha, ficamos nos perguntando o que é aquilo e aquele. É demais!

Como me encanta comer na Espanha… primeiro a quantidade de entradinhas que os restaurantes têm e o mais importante, o costume que as pessoas têm em comer esses “para picar”. Presenciei ao final de várias refeições, seja no Casa Lucio, Traineira ou no El Landó, que ganharão post Conhecendo também nas dicas de Madri, o garçon vindo até a mesa e oferecendo “una copita”. Na maioria das vezes a sugestão era “una Ginebra”, o clássico Gin Tonic servido de diversas maneiras. E o melhor (ou pior) é que sempre aceitava a tal da “copa”… e digo aqui, a ideia é boa!

Voltando a boa mesa, para começar, em todos os lugares que passei, pedia jamón com um vinhozinho e depois pensava no que comer, e aqui na Casa Lucio não foi diferente. Depois vieram mexilhões no azeite, seguidos de Anchovas e Boquerones, que é o primo mais gostoso, mais saboroso e menos salgado da Anchova. Particularmente um dos meus preferidos, para comer com aioli, molho a base de alho e azeite, hummmm!
Croquetas também tem por todo lado e pelo que vi, muitos brasileiros reclamam das croquetas espanholas dizendo que não há muito recheio e bla bla bla. Na verdade os croquetes brasileiros são recheados quase com 100% do que leva o nome, mas lá é diferente. As croquetes são bolinhos com um creme a base de bechamel e por sua vez leva pedacinhos de jamon, camarão, …. o que seja que esteja descrito na carta. Entendeu agora?
Uma coisa pelo menos é verdade… os espanhóis sabem fritar como ninguém! Desde as tais croquetas até um simples aspargo fresco que comi no El Landó… simples, super crocante por fora e macio e suculento por dentro. Peguei a dica do pessoal lá em como fazer, e vou testar aqui em casa. Agora resta esperar a época dos aspargos aqui no Brasil. Pelo menos a dica mais importante é fácil. Azeite de oliva e não esses azeites da girassol, canola ou muito menos soja. Péssimo! O de oliva é mais caro? Sim, é, mas o sabor é muito melhor e o mais importante, você paga caro po algo mais saudável também. Afinal não é a toa que a “dieta” mediterrânea é a mais saudável do mundo e o azeite de oliva está na base dela.

Na sequência vieram os Ovos com Batatas Fritas, que segundo eles é incrível e bla bla bla. Na verdade não achei graaande coisa, mas é gostoso e sem muita surpresa no sabor. Para finalizar, como tinha acabado de chegar na Espanha, vindo da Suíça ainda mais, queria comer pescado… olhei no cardápio e ví Angulas! Quanto tempo não comia essa iguaria. Para quem não sabe, são filhotes de enguia do mar e têm a pesca bem restrita devido aos cuidados de extinção, etc. Especiais! Feitas somente no azeite e alho, elas chegam em uma dessas travessinhas de barro bem quente. Segundo o garçon, há muitas lugares que servem angulas, mas na verdade são agulas sem o N, produto industrializado que imita o pescado e a diferença está na mancha cinza na parte de baixo das pequeninas. Se liga na foto.

Pois bem… ir a Madri faz com que você vá a Casa Lucio. Um desses lugares que não pode deixar de ir. Tradicional e um clássico da cidade. Nada de modernidades, fusion, lero lero, lá a comida é como antigamente e de verdade!

Serviço:
Casa Lucio
Calle Cava Baja 35 / Centro
Tel: +34 91 365 82 17
casalucio.es  (entra no site do caras que conta mais da história, personalidades, etc.)

Afinal, clássico nunca sai de moda.

Fotos: @victorcollor

Se não a melhor, umas das minhas maiores descobertas de 2013, o Minato Izakaya já tem um cantinho especial na São Paulo que me abraçou.

O restaurante, que na verdade é Bar (o nome Izakaya em japonês significa bar/buteco) é hoje o meu lugar preferido para comer comida japonesa da maior qualidade, tomar sakê ou simplesmente ir para bater papo e dar risada tomando chope Heineken que sempre vem super gelado, como eu fiz ontem a noite.

Todo mundo fala dos restaurantes japoneses no bairro da Liberdade com conta na ponta da caneta, cardápio com coisas que é capaz de você nunca ter ouvido falar, equipe com costumes distintos e todos os pequenos detalhes que fazem a diferença. O Minato não está lá, e sim na rua dos Pinheiros e tem essas pequenas particularidades que já rendeu prêmios na respeitada Paladar entre os melhores de São Paulo. Gostou?

“Ahhh o Nagayama é o melhor”, “Ah, eu gosto muito do Ideki”. Já ouviu falar muito disso? São ótimos também, mas só para constar, o Minato, como já foi apelidado, tem como orquestradores da boa comida e das boas risadas Fabio Koyama e Sergio Kubo, ex Nagayama e ex Hideki respectivamente.

Nesse post não vou falar prato a prato, afinal todas vezes que vou lá, deixo nas mãos do Serginho, que é quem cuida do sushi bar e do Fabinho que é quem comanda a cozinha quente no primeiro andar. Chego lá, sento em um dos disputados 20 lugares no bar e eles vão mandando… é surpresa atrás de surpresa, e todas elas com explosão de sabores… é genial!
Na primeira vez que sentei por lá, fui apresentado para o Fabio, trocamos idéias e mais idéias, e logo se tornou Fabinho. Olhei bem nos olhos puxados e disse: “não tem nada que eu não coma. Olha pra minha cara e vê o que você tem vontade de mandar. Essa é a primeira vez, vim pra comer bem e quero muito ter o prazer de voltar porque já achei o lugar e a proposta geniais”. Com tudo isso, ter uma comida especial, sakês que nos elevam a máxima potência e a boa energia que Fabinho e Serginho deixam no ar, é o que me faz querer voltar no mínimo toda semana. Obrigado Minato!

Fiz algumas fotos que mostram o calibre da coisa.

Serviço:
Minato Izakaya
Rua dos Pinheiros  1308, Pinheiros / SP (vem pela Faria Lima e entra a direita na rua dos Pinheiros)
Tel: 11 3814.8065
Não tem site, mas tem Instagram (@minatoizakaya) que é onde Fabinho posta de tudo um pouco, de comida às bagunças de fim de noite no Bar.

Se for lá e não se sentir bem, incômodo, bla bla bla, é porque você não entrou no espirito do lugar, e é capaz de nunca entrar.

Fotos: @victorcollor

Quem me acompanha pelo instagram viu que fui conhecer e ver de perto o Mercamadrid, mercadão de Madri, que depois de Tóquio, é considerado o maior mercado de pescados do mundo… isso porque Madri não tem mar. Imagina se tivesse!

Recebi essa dica de um espanhol que conheci por lá., mas como o mercado é só para atacadista, donos de restaurantes e coisas do tipo, a entrada não é tão fácil. A dica foi: Vá até o hotel que tem perto da área do mercado e peça para o taxista te deixar por ali. De lá, vá andando como se nada tivesse acontecendo e como se você estivesse também trabalhando.
Outra dica foi o horário: das 4am às 7am = Pescados. Das 6am em diante, frutas e verduras. Legal né? Já sabia que a variedade não seria tão grande devido às fortes chuvas no norte, que dificultaram a pesca e por sua vez, menos pescados expostos.
Quem me deu todas essas dicas foi o Ruben Gomez que é dono de dois restaurantes muito bons em Madri, o Mercado de La Reina e o Diurno, que logo vão ganhar posts na série Conhecendo nas minhas dicas da capital espanhola.

Como dizem os espanhóis: Bueno… na última quinta-feira acordei às 5h da manhã, coloquei um casacão para segurar o frio, peguei um taxi e me fui. Do bairro de  Salamanca até lá me custou uns 20 euros e uns 15 minutos.
Ainda escuro, cheguei no tal hotel e me enfiei no mercadão sem chamar muita atenção. Roupas sóbrias e sem muita invenção ajudam nessa missão. O meu problema era a câmera que ocupava muito espaço e não dava para esconder. Entrei sem muitas dificuldades e caminhei até o pavilhão dos pescados, pois até lá têm uma infinidade de pavilhões dedicados somente à verduras e frutas, que também são bonitos de ver, mas como a venda é para atacado, ficam dentro de caixas e não são tão bonitos para fotografar quando comparados à mercados de rua, como o Mercado de la Paz no bairro de Salamanca, que visitei e mostro pra vocês aqui em outro post. As cores das frutas e legumes são demais!

Por fim chegue ao pavilhão de pescados e lá comecei a chegar nas barracas, puxar um papo e ao final perguntava se poderia fazer umas fotos. Como a câmera era dessas grandes que trocam lentes, as vezes me olhavam e perguntavam se eu era jornalista, o que estava fazendo por ali, … eu só dizia que era uma paixão minha (tanto os pescados quanto a fotografia), que a variedade de pescados na Espanha me encantava e que não chegava ao pés da variedade que temos aqui no Brasil. Com isso dito, diziam: “fotografe hasta que acabe el carrete!!!” Com isso comecei a fazer as fotos que mostro aqui pra vocês.

Se tiver em Madri, amar essas coisas e puder acordar cedo, vá! É um programão ver de perto como funciona a vida dessas pessoas, as cores dos pescados, almejas, percebs, navajas, boquerones, atum das ilhas Canárias que eles também chamam de Bonito, a limpeza do lugar, as caixas de isopor quase no chão, mas tudo com uma limpeza impecável, os cheiros. É simplesmente genial.

As fotos mostram um pouco do lugar, mas não há comparação com experiência de ir, conversar com os donos das barracas, ver os peixes, as texturas…, efim, sem mais… ai estão as fotos, chega de falar bem… rssss!

Serviço:
Mercamadrid
Lugar Enclave Comercial Mercamadrid, 0 S/N, 28053 // Madrid, Espanha
Tel: +34 917 85 00 00
mercamadrid.es 

 

A mensagem que tenho pra dar com esse post é… aproveite ao máximo os dias de suas viagens. Vá conhecer, seja curioso, vá ver como as pessoas vivem, entende mais da cultura local… é demais!

Fotos: @victorcollor

Esse ano São Paulo recebeu duas exposições bem legais pra quem gosta de moda, cinema, fotografia e universo pop em geral, a Chanel Little Black Jacket na OCA e a exposição do Stanley Kubrick no MIS. Ano que vem é a vez da David Bowie Is, uma exposição com objetos, fotos e todo o tipo de objeto que tenha sido usado ou tenha influenciado o camaleão do Rock.

A exposição também ocorrerá no Museu da Imagem e do Som e acontecerá do dia 28 de janeiro a 21 de abril de 2014. Em breve informações sobre os preços dos ingressos.

“We could be heroes”

Fotos: Reprodução
Por: Thiago Gil (instagram: @thiagobg)

Não é sempre que a Nike abre as portas de seu quartel general, situado no Estado do Oregon nos Estados Unidos. Nessas raras oportunidades ficamos impressionados com a estrutura dos caras e entendemos porque são, há tanto tempo, líderes em produtos esportivos. Tudo parece saído do sonho de um cientista fanático por esportes.

Essa série de fotos, divulgada pela própria empresa, mostra pistas de testes, quadras e centro de treinamento de atletas e até os funcionários em momento de lazer e prática esportiva. O passeio também passa pelo Nike Heritage center, onde as reliquias da empresa são guardadas e também pelo “Jardim de Bronze”, com esculturas de ícones da marca como Ronaldo Fenômeno e Michael Jordan.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Just Do It!

Fotos: ReproduçãoN

Por: Thiago Gil (instagram: @thiagobg)