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Artigos da categoria: CONHECENDO

Ontem a noite fui tomar algumas no Frank, o bar do Lobby do clássico Hotel Maksoud Plaza do lado da Av. Paulista aqui em São Paulo.
Fui com a ideia de conhecer o que alguns ja falavam e claro, pelo Spencer Amerano, que depois de alguns prêmios conquistados e ter deixado o ótimo Isola Bar – bar do Tre Bicchieri dentro do shopping JK, abraçou a ideia junto com Facundo Guerra em levantar o astral daquele velho bar, de um velho hotel aonde houveram algumas apresentações de Sinatra ao longo da história.
Eis o nome em homenagem ao cantor mais classe de todos os tempos, Frank.

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Cheguei por volta das 11pm ao silencioso Lobby do hotel. O silêncio era tão grande que perguntei em voz baixa ao Bell Boy aonde era o Frank e ele me apontou para um lugar ao lado da recepção recheada de relógios digitais com horários do mundo. Aquele clássico de recepção de hotel dos anos 80 e 90… mas uma pergunta: por que digital em verde e vermelho?
Bom… é do Frank que estamos falando por aqui. Como estávamos em mais de 4 pessoas, sentamos em um dos confortáveis sofás ao fundo bem abaixo do luminoso em neon com a assinatura de Sinatra. Confesso que achei o luminoso forte demais em compensação ao resto das baixas luzes espalhadas, e dava aquele desconforto de olhar para a assinatura do cantor.
Sobre o espaço, é um “retângulo” aonde o bar e bartenders ocupam o espaço de ponta a ponta em uma das laterais, adornados de cadeiras no balcão que ao que parece ainda tem a pegada da época. No geral, acho que os caras deram um bom tapa nos detalhes e deram mais vida ao lugar colocando algumas imagens e discos de Frank, só que com um ótimo bar a comando de Spencer.

A ideia? Negroni por hora e fui nele até o final da noite. Espetacular, muito bem feito e com aquela pedra imensa de gelo dentro do copo, o que deixa ele menos aguado ao longo da noite. Bingo!
Vale dizer que na época do projeto do hotel – e do bar, o hábito de fumar dentro de locais fechados não era um problema. O Frank é o típico bar que falta aquela fumaça no ar para deixar tudo ainda mais charmoso. Conseguiu imaginar? Além de parecer que você está em um filme de máfia dos anos 80 e que a qualquer momento vai rolar uma bala perdida, um drink derramado no vestido de uma bela mulher, a entrada de um cara elegante, … enfim, aqueles pensamentos de referência do passado que acho muito legal ser surpreendido. Genial!
A comida? Uma catástrofe! As opções eram um mix de pastéis que chegaram pingando óleo, bolinho de arroz murcho, coxinhas OK e um canapé de carpaccio que confesso estar até agora procurando a carne. Pelo menos o mix de Nuts com amendoim em sua maioria e algumas tímidas castanhas do pará e nozes, estava crocante – um clássico dos bares dessa época!
Pedro, o garçon incialmente marrento, mas que logo se tornou o cara mais simpático do recinto, nos disse que eles estão em negociação com o Meats de Paulo Yoller e seus ótimos burgers. Lobby de um hotel de época, bar com nome de um dos maiores ícones da música americana, é claro que a comida tem que ser “American”.

Em suma, um lugar legal, silencioso em meio a um imponente lobby, baixa luz e aquela pegada nostálgica. Tenho que ir um dia que o Spencer esteja por lá, sentar na bar e ficar bebendo com ele… sim a ideia é ir e ver o show! Quando o conheci no Isola Bar, foi assim: cheguei às 6 da tarde e fiquei até 1 da manhã, sentado no balcão e ele me apresentando drinks, misturas e ótimos bate papos! Fique esperto e vá em menos gente…

Serviço
Frank Bar / Hotel Maksoud Plaza
Alameda Campinas, 150, Bela Vista
Tel: 11 3145 8000
maksoud.com.br

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Clássico nunca sai de moda.

Fotos: @victorcollor

Há muitos anos eu devo esse Conhecendo aqui no VIC&CO. Digo isso por que teve um época da minha vida que frequentei muito o ICI Bistrô em Higienópolis. Foram longos almoços de domingo e até mesmo jantares intermináveis de sexta ou sábado a noite, tomando várias com Benny e a turma até altas, até mesmo depois do horário de funcionamento da casa… Era rã, vinho, Poire e Pain Perdu.

Com o surgimento do ICI Brasserie, aquele que acabou de abrir na Bela Cintra e que já tem em alguns shoppings espalhados por São Paulo, muita gente acha que é tudo a mesma coisa. Para contextualizar, Benny Novak começou com seu ICI Bistrô em Higienópolis há quase 10 anos junto com o também boa gente Renato Ades. Um francês de primeira qualidade e com muita atenção no serviço e nos pratos cheios de prêmios. Com o sucesso da casa e acredito que pelo amor de Benny ao Rock’n’Roll, o Chef tirou daí inspiração para abrir o 210 Diner, uma casa de comida americana com meatballs, burgers, onions, Mac & Cheese. Aquela história… a ideia passou e hoje a dupla não tem mais o nome por trás do Diner que está bem fraco por sinal. Ao mesmo tempo estava correndo o Tappo Trattoria na rua da Consolação no coração dos Jardins. Com o sucesso do francês, por que não abrir um italiano de sucesso? Esse é o Tappo e amado por minha mãe, Dona Thereza.
Somente há poucos anos entra em cena o ICI Brasserie, que tem uma pegada do ICI Bistrô, só que com ar mais despretensioso, mais leve e agitado como são as casas da Companhia Tradicional de Comércio, os novos sócios de Benny no Brasserie. Na carta de casas da Cia. estão Pirajá, Bar Original, Astor, Sub Astor, Lancohenete da Cidade, Pizzaria Bráz, … Gente que faz se unindo a gente que também faz. Que parceria!
Ahhh, antes que eu me esqueça, com o sucesso do Brasserie, o nome ICI está na boca da galera e ele se pronuncia içí. Não se engane em chamar de ichi nem ití.  ICI vem do francês AQUI.

Falando agora da minha experiência no ICI Bistrô! Finalmente depois de muito tempo – confesso o meu erro, voltei a casa que até então tinha um ar mais sóbrio e elegante de restaurante mais alinhado e fui surpreendido com uma mudança bela que deixou tudo mais aconchegante e mais leve, com uma pegada vitoriana presente no “novo” logo, o bar agora adornado por madeira escura, lâmpadas de filamento aparente, tijolos e luminárias antigas. Curti a mudança! Independente da beleza do lugar, a comida eu confesso que se não melhor, continua como antes. Isso sim é demais… você ser um frequentador assíduo, fazer uma longa pausa e quando volta, a coisa continua a mesma, só os garçons que não lembram mais de você.

O Benny mantém bons contatos com cervejarias e já tem o sue selo há anos, então pra começar fui de ICI 01, uma cerveja clara mas de corpo. Era feriado a coisa foi longe! Aceite o Couvert e se divirta com os ótimos pães, manteiga e o patê do dia, mas não esqueça de pedir azeite e pimenta do reino ao garçon.

Escalope de Foie Gras de Canard com Brunoise de lichia e saba trufado
Com os dias contados em São Paulo, não tive como deixar essa oportunidade passar. Em geral se acha muito terrine de Foie mas não o Escalope. Aproveitei e me esbaldei. Super suave e bem feito, a lichia da conta do doce de forme leve e trufa na medida certa para não ficar enjoativo. Sensacional!

Barriga de Porco / Mousseline de Couve Flor e molho charcuterie
A barriga chega a mesa como se fossem três “torresmões” com o molho em cima. A gordura vem bem crocante e a carne por dentro bem macia e suave. Sou daqueles que sempre dão as boas vindas ao porco e vale a pedida. Não é um espetáculo, mas é bom.

Coxinhas de Rã à provençal
Simplesmente as melhores da cidade. Se engana quem tem nojo e antipatia pelo prato. As coxinhas do anfíbio lembram e têm a textura do nosso bom e velho frango. Essas em especial são douradas e chegam a mesa levemente crocante com uma cama de molho de tomate fresco. Para deixar mais bonito e dar mais textura, o manjericão chega queimadinho para finalizar.
Volto a dizer… as melhores da cidade!

Tutano com salada de salsinha e Brioche
Completamente diferente da pegada do Tutano do Le Jazz, que considero o melhor deles, esse aqui mantém a pegada clássica. Ao invés de seco no forno e dividido ao meio, ele vem molhadinho e inteiro no prato.

Ostras Frescas
Aquele clássico e para quem gosta, uma pedida certa. Ainda mais acompanhada da cerveja ICI 01.

Steak Tartare com torradas de brioche e fritas.
Outro clássico de um francês e pelo que já vi, é o mesmo do ICI Brasserie. Chega a mesa com o ovinho de codorna a mostra. Não se assuste e nem se engane. Pegue o ovo e misture a carne com um pouco mais de azeite – sempre bom, e a pimenta do reino que você pediu no início do almoço. Classic!!!

Arraia Noisette com creme de mexilhões e legumes
No passado, o prato era servido com uma espécie de ravióli feito de massa de profiteroles e vinha cheio de alho. Esse foi o único ponto baixo da ida ao ICI. Voltar, ter o mesmo pescado que achava impecável e ele ter se mudado para um creme de mexilhões ok.
Independente do acompanhamento, a arraia que hoje vem desossada, é suave, gostosa e vem douradinha na parte de cima. Pegue o alho que a acompanha, esmague com o garfo e misture ao pescado. Espetáculo!

Sobremesa
Para finalizar a maratona, ainda chegou a mesa o meu querido Pain Perdu, o nome francês para a boa e velha rabanada, além do Crème Brulée. A rabanada é campeã, mas peça mais creme para o garçon para deixar tudo mais molhadinho. Além dele o Brulée é gostoso e entrega, mas não se compara ao “pão perdido”.

 

Serviço:
ICI Bistrô
Rua Pará, 36, Higienópolis
Tel: 11 3257 4064
icibistro.com.br 

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Estava com saudades!

Fotos: @victorcollor

Mantendo a ideia de que sexta-feira é dia de comer bem aqui no VICCO e pelo fato da última sexta ter sido feriado, a dica da boa mesa vai hoje mesmo, em plena segundona. Parto da ideia também que fim de semana e feriados são para aproveitarmos ao máximo lugares que nunca fomos, experimentar novos sabores, viver coisas novas e sair da tela do computador, pois sair da tela do celular é impossível.

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Hoje a ideia é falar de um velho conhecido meu que vocês já leram aqui lá em 2012. O Le Jazz dos Jardins, no comecinho da Melo Alves, continua fazendo sucesso e gerando o trânsito por ali. Para quem não sabe, o brasserie dos queridos Gil Leite e o Chico Ferreira teve início la na rua dos Pinheiros quando não havia nada por lá. Hoje a coisa está POP e tem Z Deli, Meats, o recém fechado Beato, La Bombe e toda aquele zum zum zum da rua que carrega o nome do bairro mais legal de São Paulo.
A coisa continua por lá e confesso ainda ser mais legal que a a agitada filial dos Jardins. Além do mais, estou acompanhando há meses um boato de fonte segura que já já os caras abrirão um bar parede com parede com o próprio Le Jazz. A ideia? Apenas um belo balcão que deverá servir drinks de primeira com aquela pegada de mesa na rua e a bagunça que adoramos em Pinheiros. Curtiu né?

Lembram do vídeo que eu soltei na semana passada aqui mostrando um dia comigo pelas lentes da turma muito legal do Men’s Market? Nas imagens, é no Le Jazz que eu estou e é o tutano que eu comia acompanhado de um belo suco de tomate – muito bom por sinal. Se liga aqui no vídeo:

 

Voltando aos Jardins, cheguei para almoçar e peguei uma das mesas na varanda. Sim, lá a varanda é disputada e em um dia de sol é a melhor pedida da casa. Não que dentro seja ruim, feio ou desconfortável. Muito pelo contrário, mas com aquela pegada francesa que parece conversar mais com o frio do que com o calor, sabe? Ou seja, muito frio fica dentro, caso contrário é fora que é gostoso.

Para dar início pedi um vinho da casa que vem de uma forma despretenciosa e sem grandes formalidades por parte dos animados garçons. Lá a coisa é francesa mas é bem relaxada e mais cool, bem como os pequenos achados em Paris.
O vinho é bom, leve e se não me engano entortamos algumas boas garrafas… algo em torno de 4?

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Para dar continuidade, a boa mesa chegou:

Ovo Mollet
Ovo poché empanado e frito, com sauté de cogumelos, azeite de trufas e crocante de presunto cru.
> Os olhos brilham só de ler o cardápio, mas confesso que esse seria um prato para dividir em 2 pessoas, afinal um ovo por pessoa é o correto, meio então você já está abrindo mão de uma bela parte, certo?
O ovo vem com gema mole, empanado por fora e com a colher você tem o prazer de estourar a gema e misturar com o sauté de cogumelos, azeite e presunto. Espetáculo!

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Camembert Empanado
Servido quente com mel, pimenta do reino e torradas.
>  bom e velho queijinho para pedir no centro da mesa e todo mundo se divertir, sabe?
Tem que comer rápido para o queijo que vem empanado e bem quente, não perca a consistência. Vale a pedida, com o vinho então, faz uma bela dobradinha.

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Tutano Assado
Com Flor de Sal, Salsinha e Torradas para comer de colher.
> Escuto falar em Le Jazz e automaticamente me vem o tutano na cabeça. Sim, pra mim, o restaurante virou sinônimo do alimento que levanta até defunto. Para quem gosta de tutano, é mais do que um prato, é amor puro. Diferente da maioria dos lugares que serve a iguaria dentro do osso, em geral cozida e de comer com uma colherzinha, esse aqui chega a mesa dividido em duas bandas e vai ao forno com flor sal. Portanto ele chega a mesa com uma capinha crocante e salsinha fresca por cima. Difícil explicar, mas a dica aqui é ir lá e sim, comer o tutano.

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L’Entrecôte
Especialidade da Casa: Steak grelhado, batatas fritas, salada verde e molho secreto.
Um prato clássico da frança e parte da suíça, o molho é o grande comandante de sabor por aqui. Confesso que pedi achando que seria um explosão de sabores, mas não achei tão especial. O molho é bom, mas não é espetacular. Obviamente as batatas são ótimas, a salada é fresca e a carne vem no ponto certo, mas o molho, que volto a dizer, tem que ser o grande comandante, deixou a desejar…
Por fim, é um prato completo e saboroso, mas não virei fã e desculpa Gil e Chico, a especialidade é o tutano. rss.

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Depois de tudo isso, a sobremesa passou direto e ficou um cantinho só para o cafezinho e um rolê de fusca.

Fotos: @victorcollor

Serviço:
Le Jazz – Jardins
Rua Dr. Melo Alves, 734,  Jardins,
Tel: 11 3062.9797
lejazz.com.br

Mais um lugar para anotar na agenda e ir conhecer. Foi através de um vídeo que a Isabela Roposeiras do Coffee Lab compartilhou na sua página no Facebook. A chamada? Jovens largam carreira para abrir café enxutos e de grãos selecionados. Demais, não?

Essa é a pegada do Torra Clara que abriu há pouco mais de 7 meses e ao que parece, já tem cantinho especial na vida de quem um dia por lá passou e tomou um dos cafés a comando do Douglas, o dono do lugar e barista. Ou seja, lá é aquele combo de sucesso em que o dono é quem faz o serviço, e não só um investidor, sabe? Na minha opinião, são essas casas que carregam mais amor em seus serviços.

Assisti ao vídeo da matéria a TV Folha que a Raposeiras compartilhou e aproveitei para almoçar por lá, ao invés de só tomar o bom e velho café. A ideia claro era mostrar aqui no VICCO mais um Conhecendo.
Cheguei por lá por volta das 2:30pm e aproveitei o balcão que estava dando sopa e lá me instalei. Assim como em restaurantes japoneses, em cafés também é muito legal sentar no balcão, conversar com o barista, entender o dia a dia e a dinâmica de quem lá trabalha, ainda mais quando a ideia é conhecer e fazer uma matéria sobre.
O lugar é de agradar os olhos desde a entrada. Os janelões que dão muita luz com vidros largos e o logo que é bem bonito e tem aquela pegada do Brooklyn em NY. Aproveitando a ideia do bairro hipster, o Torra Clara também tem paredes de tijolos aparentes, tubulações em metal também aparentes, vasos em estilo tubo de ensaio com plantinhas, luminárias com filamento aparente estilo Edison … enfim, dá pra ver que tem carinho e amor e cada cantinho que é possível enxergar.

Já em conversa com Douglas, perguntei a sua sugestão para um café gelado. Sim, gelado! Muita gente acha estranho a novidade por aqui. Há anos, nas minhas idas e vindas à Espanha, criei esse habito e trouxe para a cozinha da minha casa. Por lá é comum pedir um “café com hielo” em qualquer lugar que você vá. Seja um expresso duplo em um copo com gelo ou até mesmo o café coado da manhã… nessa caso, as vezes adiciono um pouco de mel de engenho lá de Alagoas para dar um pouco de vida e um sabor de queimado, mesmo sendo adepto do café sem açúcar.

Voltando ao Torra Clara, por lá a coisa funciona diferente e os grãos que eles têm são de época. Ou seja, hoje você pode tomar um café X hoje, sendo que na sua volta dias depois, talvez não encontre aquele café. Tudo com uma pegada de produtor local, valorizando o trabalho dos pequenos produtores na região de Minas e São Paulo e com uma liberdade a mais que vai rabiscando a lousa de giz que te oferece os cafés “do dia”.
Douglas me ofereceu uma leva de café especial que ele tinha por lá e fez o café com gelo que estava ótimo. Servido em um copo de vidro e poucas pedras de gelo, o café é bom e ele gelado te mostra outros aromas, outros sabores. Vale a pedida da “novidade”.

O cheiro era bom e não deu pra resistir a recém saída fornada de Pão de Queijo com Queijo da Serra da Canastra. Macio e suave, acompanha bem o café… ou melhor, a entrada para o almoço.
Na sequência pedi um Waffle de Pão de Queijo da Casa que usa a mesma base do pão de queijo, sendo que é feito na hora na tradicional forma quadradinha. Há algumas opções de acompanhamento como manteiga, goiabada, mas eu fui de requeijão. Confesso aqui que a pedida é melhor do que a do Pão de Queijo… ou seja, não se engane e peça o Waffle que é mais negócio, é mais saboroso, mais quentinho e de comer de olhos fechados.

No cardápio, algunas tortas e quiches de vários sabores que agradam gregos e troianos. Para dar continuidade ao almoço eu pedi uma Torta de Mix de Cogumelos. Acompanhada de uma salada, a torta chega a mesa com aparência amassada e feia, mas o sabor é bom! Suave e com os cogumelos misturados a uma pastinha de cream cheese, a torta acompanha salada e algumas pimentas biquinho. Não se acanhe e peça ao Douglas mais uma porção de pimentas que vale a pena. A salada é verde sem grandes novidades com alface, agrião, tomate e cenoura. Tempere com o azeite que está na mesa e se divirta com um almoço mais leve do que o tradicional.

Mais um Expresso muito bem tirado e oferecido também em copo de vidro para finalizar. Aqui no Brasil há um costume de tomar café muito quente, o que na verdade não deixa você sentir os sabores presentes naquela xícara. Ou seja, fã de café quente mas não pegando fogo, o expresso servido em um copo de vidro permite que haja mais troca de calor, quando comparamos às tradicionais xícaras. Ou seja, ele perde temperatura mais rápido e no meu caso, me deixa mais feliz… pois tem vezes que demoro uns 5 minutos ara tomar um expresso esperando ele “esfriar”.

Serviço
Torra Clara
Rua OscarFreire 2286, Pinheiros
Tel: 11 3297.8486
torraclara.com.br

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Cheers com Café!

Fotos: @victorcollor

Lembro quando ouvi falar do burger de foie gras do então 12 Bistrô com ótimas palavras do meu muito querido Chef lá de Alagoas Jonatas Moreira do Espaço Vera Moreira. Parceiro dos donos Daniel e Greigor Caisley, Jon Jon me disse algumas vezes que eu tinha que conhecer o restaurante do caras.
Tempos depois, em um dos encontros da boa comida na praça Charles Miller aonde está o estádio do Pacaembú, lá estava o 12 com a sua barraca ao lado dos também parceiros, Z Deli Sandwich Shop. Conversei com Daniel, me apresentei e falei da relação com Jonatas Moreira. Provei o Burger, estava bom, mas uma coisa é você comer na barraca, outra coisa é você comer no restaurante. Portanto, não valeu.

Finalmente fui conhecer o que era Bistrô e hoje é puramente Burger e fui surpreendido. Com um espaço intimista, mais calmo e todo em madeira, o twelve como é chamado e não doze, fica em uma rua calma em uma zona que permeia entre Pinheiros e Vila Madalena. Um clima completamente diferente do agitado Z Deli da rua do Pinheiros, lotado e que foi perdendo o bom atendimento e a regularidade dos pratos ao longo dos últimos meses.

Cheguei lá e fui recebido por Daniel, que me sugeriu as Coxinhas e o Bolinho de Tapioca de entrada, afinal as batatas já viriam de qualquer forma para acompanhar o burger.
Ambos muito bons, mas em especial o bolinho de tapioca com geléia de pimenta. Me lembrou bastante os que Rodrigo Oliveira faz no seu Mocotó e que depois Adriana Cymes se inspirou para fazer no  Chez Burger de pouco sucesso no fim da Al. Lorena, nos Jardins. Inspirações a parte, o bolinho é ótimo, sequinho, crocante por fora e molhadinho por dentro. Bingo!

Para acompanhar tudo isso, fui “abraçado” por uma geladeira de cerveja que estava ao lado da nossa mesa. Recheada de inúmeros rótulos nacionais e importados que vocês podem conferir no site dos caras, resolvi fazer uma noite só de cerveja artesanal brasileira. Por que não dar valor ao home made, o feito “aqui na esquina” ao invés de tomar algo que já passou horas em barcos, horas em transportes, horas no sol, horas na chuva. Faz sentido, não? Nas fotos, alguns dos rótulos que tomei por lá, enquanto a turma na mesa se esbaldava nas belgas e alemãs.

Voltando a boa mesa, pedi o Burger de Porco (não lembro o nome correto agora, mas há somente um). Ótimo, leve e suculento. As folhas de agrião dão uma refrescada junto às cebolas roxas e deixa a coisa mais suave. Vale a pedida!
Essa semana passei por lá e provei o Dane’s Burger que é um dos carros chefes da casa. Pedi para adicionar bacon e fui ainda mais feliz… impecável!
O burger realmente é muito bom, vem no ponto da casa, o ponto certo, o ponto vermelho!
As batatas também são ótimas e vêm com o bom e velho alho e alecrim como estamos vendo em vários lugares.
Pode deixar de lado a maionese que não é la grandes coisa e pode até melhorar, afinal catchup no burger não rola.

Quando falei que fui surpreendido no início do post, era sobre isso… se não o melhor, um dos melhores burgers que já comi aqui em São Paulo. Ainda mais quando envolve um ambiente gostoso, calmo e sem aquela bagunça de lanchonete com som alto, gritaria e disputa por mesas.
Para se ter ideia, ainda há uma área externa aonde você pode comer entradinhas e tomar as mesmas boas cervejas que tomamos por lá. Vale a pedida também!

Serviço:
Twelve Burger Burguer & Bistrô
Rua Simão Alvares, 1018, Pinheiros
Tel: 3562-7550
twelvebistro.com.br 

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Preciso voltar para provar o de Foie Gras.

Fotos: @victorcollor

Mantendo o ritmo por aqui e com a afirmação de que sexta-feira e dia da boa mesa no VICCO, fui conhecer o José, restaurante que abriu de forma silenciosa no ano passado e têm alguns queridos a frente do negócio.

Para começar, o nome é genial e claro, devido aos nomes de três dos quatro sócios. O querido Cacá Ribeiro que tem José no RG e também responsável por casas que já baguncei muito como Lions e Yatch;  o boa gente José Eduardo Rotella que entende tudo de whisky e é embaixador de Chivas Regal aqui no Brasil e o outro que desconheço mas também carrega o nome, José Eduardo Reis. Para completar o quarteto, o Chef Rodrigo Lacerda, que tive o prazer de conhecer no dia em que fui lá provar as delícias que saem da sua cozinha. Ele veio a mesa e nos sugeriu alguns pratos com um mega sorriso no rosto. Como é bom ter esse tipo de recepção, seja lá onde for. O resumo é que com ou sem o José no nome, confesso que Rodrigo dá o brilho na cozinha do “novo” restaurante.

Sabia que ficava localizado na região de Higienópolis, mas não fazia ideia aonde. Em uma portinha em frente ao cemitério da Consolação dá para avistar o letreiro do nome que tem pegada de manuscrito e bem elaborado. Nessa mesma região está o impecável ICI Bistrô do Benny Novak – que confesso já estar com saudade da arraia com os raviólis de massa de profiterole, e também o La Fronteira, restaurante aonde o talentoso Leo Botto brilhava a frente da cozinha anos atrás.
Até o salão, há uma bela escada que te leva às paredes de tijolos aparentes, vigas em metal misturadas entre palmeiras e um belo bar recheado de bebidas bem iluminadas. Me lembrou um pouco a pegada do Gero, mas com um ar mais leve, mais plantas, mais Brasil. Acredito que a ideia seja boa de ir em um almoço de fim de semana e passar a tarde toda por lá comendo e bebendo, devido a luz natural que entra por grande parte do teto. Legal né?

Para dar início às atividades pedi um suco de tomate bem temperado e logo Edu Rotella, que estava no bar acompanhado do também querido e genial Marcelo Ferrari, puxou papo e lá fiquei alguns minutos até o resto do bonde chegar. Bons papos aqui e ali e Edu sugeriu provar o Vitello Tonnato e a Rã à provençal. Qual a dúvida que não fomos nelas?

Após o Suco de Tomate bem temperado que estava sensacional (lembram que falei aqui sobre a baixa qualidade dos sucos?), não aguentei e fui de Negroni que também estava a altura da boa comida, do bom suco e claro, dos bons sócios.

Vittelo Tonnato
Extremamente leve, saboroso e bem apresentado.
Se não me engano, o ítem ainda não estava no cardápio e a surpresa foi boa. Pedimos ao centro para todo mundo poder dar um garfadinha.

Coxinhas de Rã à Provençal
> Douradas no azeite com alho e salsinha sobre hommus e tomate à provençal.
Confesso que sou fã das rãs do Benny no vizinho ICI Bistrô, mas essas aqui estavam a altura e têm meu respeito.
Chegam a mesa 5 coxinhas de rãs douradas no alho e na salsinha sobre hommus. Tá aí uma novidade. Independente do acompanhamento, as rãs são ótimas, suculentas e têm aquela crosta por fora que deixa tudo mais crocante. Com alho então, nem se fala. Parabéns… esse é um dos pratos que quando penso em José, me vem a cabeça, e vocês sabem bem que é difícil pratos se tornarem sinônimos de restaurantes. Esse é um caso ótimo!

Vieiras com Jamón e Fondue de Alho Poró
> Envoltas com presunto cru, são grelhadas e guarnecidas de alho poró refogado e molho leve de shimeji amarelo salteado com a abobrinha e ervas.
Confesso que não sou fã de vieras grelhadas nem assadas… na minha opinião o sabor dela está nela crua. De qualquer forma, esse foi um dos pratos pedidos e sim, mesmo com toda mistura que mais se parece uma salada com cogumelos, abobrinha, jamón, alho poró, a prato é bom!
As vieiras são graudas e a mistura com jamón vai bem e confesso que fiquei feliz. Extremamente saborosas e a mistura com alho poró é ótima. Já os cogumelos são bons, mas não achei tão válida na mistura… muito informação.
De qualquer forma, se você gosta de vieira, crua ou não, é uma bela e farta pedida.

Magret de Pato
Mais um ítem que não estava no cardápio e foi a sugestão do Chef Rodrigo Lacerda. Como é bom a chegada de um Chef a mesa perguntando o que os “convidados” gostariam. Um bate papo ali e aqui e ele entende e sugere na hora. Sensacional e muito obrigado pelo carinho Rodrigo!
Se não me engano o purê era de cenoura e bem suave para deixar o pato brilhar, que chega a mesa no ponto certo e com a capinha de gordura bem dourada. Por favor não faça feio e não seja um daqueles que tiram a gordura, beleza?

 

Como se tratava de uma sexta-feira e a bagunça da noite nos esperava, não teve sobremesa, e sim, mais um Negroni para fechar a tampa.

Serviço:
José Restaurante
Rua Mato Grosso, 412, Higienópolis
Tel: 11 2193.3957
sitedojose.com

 

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Em breve irei no almoço de fim de semana e conto mais aqui pra vocês.

Fotos: @victorcollor

Foi nesse almoço que tive a notícia de que iria ver Neymar e Messi jogar muita bola na final da Champions League que vocês acompanharam aqui, e de quebra, o lugar e a comida corresponderam ao quão legal foi a notícia da ida a Berlin.

O restaurante de Adriana Cymes e Vitor Vasconcellos já tem alguns anos que serve a boa mesa em um dos lugares mais agradáveis em São Paulo. O espaço repleto de árvores e chão de pedrinhas ocupa o espaço de trás da Cartel 011. Não diria que seria os fundos da loja, pois o espaço é quase do mesmo tamanho do espaço total que engloba a loja em si que têm peças bem legais e selecionadas de marcas que você não encontra com tanta facilidade, a CZO Footbox que têm vários tênis legais e com a mesma pegada da loja, um bar/balada e uma galeria aonde rolou a minha exposição Old Boys no ano passado. Lembram? A Cartel 011 é uma velha conhecida e querida minha. Conheço a turma de lá há anos, desde quando eram metade do espaço, já toquei por lá como DJ, bagunçei em algumas festinhas e sim, tive minha expo por lá tocadas com muito carinho pelo Cristian Resende e Fernando Sapupo, dupla de queridos e responsáveis pelo espaço como um todo.

Para quem não sabe, a dupla/casal de Chef’s têm outros projetos em São Paulo. Vitor é responsável pela boa e cara cozinha do bar Número. Mesmo sendo um lugar de drinks e noitada, a Coxinha faz muito sucesso por lá. Adriana para se ter ideia é responsável pelo Burger do Bar Secreto. Foi ela quem criou a receita lá atrás quando o Bar Secreto era o lugar mais divertido para se dançar e dar risadas noite a dentro… que época boa, não? Hoje infelizmente o bar não é mais tudo isso, muito menos o burger que tem dias bons e outros péssimos. Ou seja, o casal gosta da boa mesa, além de Adriana ser uma pessoa queridíssima e de sorriso constante que contagia qualquer um.

Voltando ao Feed Food, o restaurante tem pegada despretenciosa, leve e com uma brigada de garçons simpáticos, mas por ser um lugar considerado cool, eles também têm essa pegada e acabam se perdendo em tendo um ar mais blasé de vez em quando, tanto lá quanto na loja.
O legal de lá é que eles ficam direto entre almoço e jantar. Para se ter idéia, cheguei para almoçar por volta das 4pm. Mesmo assim, ainda acho que o lugar é muito mais gostoso no almoço do que no jantar, afinal a luz natural misturada às várias árvores que compões o jardim, deixa tudo mais gostoso. Já fui lá no jantar e comprovo a teoria.

Antes de qualquer coisa, pedi um Suco de Tomate bem temperado, que chega a mesa muito saboroso e geladinho. Confesso que tenho sentido falta de bons sucos de tomate em São Paulo… ao invés de melhorar, as coisas estão piorando no quesito da fruta vermelha.

Lascas e Grana Padanno com Mel de Trufas
Para dar início às atividades, pedi uma porção dessas. A apresentação é legal e tem uma pegada de raw cooking, com pedaços largos de Grana Padanno e com o pequeno pote de mel de trufas. Achei que seria um mel trufado, mas no mesmo pote, é misturado mel in natura com azeite com aroma de trufas. Um truque legal e que dá certo.

Salada de Quinua com legumes assados , Cubinhos de Queijo feta e Hortelã
Leve e extremamente saborosa e molhadinha, além de ser muito saudável.  Fica esperto que o gostoso é comer a quinua com a cebola. É um prato frio e mesmo com os legumes assados, eles chegam frios. Eu gosto da pegada, mas há quem não curta. Pedi isso no meio da mesa para dividir, afinal as porções por lá são muito bem servidas.

Risoni com Cordeiro aromatizado com Pimenta Síria, finalizado com uma colherada de Coalhada Seca
Conhece o termo Confort Food? Aquela comidinha que te abraça e te dá uma sensação de conforto? Pois foi exatamente isso que senti ao dar a primeira colherada. O risoni no ponto certo do cozimento, o cordeiro bem desfiado e temperadinho e a colherada de coalhada é quem dá o brilho final. As amêndoas crocantes dão um textura ótima. Não resisti e pedi uma porção extra para o garçon para deixar tudo ainda mais crocante. Vale muito a pedida, mesmo tendo sentido falta da pimenta síria.
Se a fome não for muito grande, peça e divida, pois a porção e muito farta. E vocês sabem que eu gosto e de comer, e muito!

 

Para finalizar, um cafzinho que acompanha uma amendoa inteira com cobertura seca de chocolate Nescau. Sabor infância… não deixe de comer o “acompanhamento” do café.

 

Serviço:
Feed Food / Cartel 011
Rua Arthur de Azevedo 517, Pinheiros
Tel: 11 4305.7727
cartel011.com.br

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Conforto em forma de comida.

Fotos: @victorcollor